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Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

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Jamais diga nunca

14 de julho de 2017 por Claudia Costa 24 Comentários

Além de escritora, Susane Lopes Hasuda faz balé e todo ano apresenta uma coreografia nova em um show da escola

Por Claudia Costa

Conheci a história de vida da jovem Susane Lopes Hasuda, 28 anos, quando ela e a mãe, a psicóloga e professora Fabiana Lopes, foram proferir uma palestra para nós, alunos do curso de pós-graduação do Programa Especial de Formação Pedagógica, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Na disciplina Educação Inclusiva e Diversidade, com a professora Luzia Rodrigues, sempre debatíamos as dificuldades e os desafios que a família e a sociedade têm que superar para de fato trabalhar a inclusão de pessoas com deficiência.

Na teoria sempre podemos divagar e até teorizar sobre situações que nem sempre temos conhecimento ou vivência. Mas, no dia a dia e na prática, os desafios são imensos e em pequenos detalhes que nem sempre imaginamos.

A experiência da jovem Susane Lopes Hasuda, que nasceu com paralisia cerebral por problemas decorrentes do parto mas nem por isso deixou de ser produtiva e alegre, é um exemplo de vida e de esperança. O amor, a determinação de sua família, em especial de sua mãe, Fabiana, demonstram como podemos superar as dificuldades e os obstáculos que aparecem e que nem sempre achamos que conseguiremos.

Susane é a filha mais velha de Fabiana Lopes e Heitor Hasuda, que também são pais de outra filha, a veterinária Amanda, 25 anos. O casal se separou quando a jovem tinha nove anos. O pai mora no Japão.

Quando Susane nasceu, a família enfrentou muitas dificuldades para estabelecer uma comunicação com a criança. Seus pais, trabalhadores da classe média, buscaram em diversas cidades informações e especialistas (médicos de diversas especialidades, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentre outros) que pudessem ajudar e orientar para que a filha tivesse uma vida digna e de qualidade.

Os desafios foram muitos, pois a pequena nasceu com muitas limitações próprias em consequência da paralisia cerebral. Pensem vocês nas dificuldades que todos os pais de primeira viagem têm normalmente com seu bebê e imaginem agora uma criança que nasce com muitas necessidades e, principalmente, muitas limitações.

Inteligência privilegiada

Susane e a mãe Fabiana falaram sobre inclusão para os alunos de pós-graduação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Esta reportagem não vai enfocar as limitações de Susane. Pelo contrário, ela irá apresentar as superações dessa jovem que não fala de forma fluente, tem distúrbio motor, usa uma cadeira de rodas para se locomover, não tem autonomia (depende de outras pessoas para realizar suas atividades básicas), usa uma prancha de comunicação (com imagens, letras e sinais). No entanto, já escreveu o livro “Jamais diga nunca” e está em fase de finalização de sua segunda obra. Ela espera conseguir um patrocínio para viabilizar a impressão.

“Descobri minha missão na vida que é fazer o melhor para a vida da minha filha e ajudar outras pessoas com deficiência”, afirma a mãe Fabiana

Susane é muito inteligente, estudou em escola regular e sempre foi uma aluna ativa e participativa. A paralisia cerebral não afetou seu conhecimento cognitivo (a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos sentidos). Ela corrigiu a mãe muitas vezes durante a entrevista, informando a data ou o nome correto de situações vividas. É lindo ver a interação entre mãe e filha.

Na conclusão dos seus cursos, sempre escreveu um discurso de agradecimento que sua mãe sempre leu para a turma. Sensibilidade e facilidade com as palavras são alguns dos seus diferenciais. Quando a jovem concluiu o ensino médio, decidiu que seria bailarina. Desde então faz aulas de balé com a professora Debora Cruciol. Todo final de ano ela participa de uma apresentação e no momento está finalizando uma coreografia com a qual irá presentear seu pai, que virá do Japão para visitar a família.

O papel da família

Avó dona Anésia Lopes, 80 anos, carrega a neta para ela participar e ajudar na colheita da propriedade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A vida de Susane não seria tão produtiva e feliz se ela não tivesse uma família que a amasse tanto e a acolhesse. Sua mãe trabalha muito (dá aula e atende no consultório), enquanto isso a jovem fica em casa com uma auxiliar. “Com a chegada da Susane, meus sonhos mudaram. Descobri minha missão na vida que é fazer o melhor para a vida da minha filha e ajudar outras pessoas com deficiência”, explica a mãe Fabiana Lopes. Elas, mãe e filha, são sempre convidadas para falar sobre inclusão. Nestas ocasiões, as duas falam da superação e onde e em quais entidades as pessoas podem buscar ajuda e orientações.

Seus avós maternos, Anésia e José Lopes, de 80 anos, que moram em uma propriedade rural em Sertanópolis, cidade próxima a Londrina, amam a neta de paixão. Eles a buscam toda sexta-feira para passar o final de semana com eles. Ver dona Anésia, de corpo franzino, carregando a neta para ela participar e usufruir de prazeres básicos, como ajudar na colheita da propriedade, é um exemplo de amor e de estímulo para a neta.

Na medida do possível, ela foi criada como uma criança normal, participando de todas as brincadeiras com a irmã e os primos. Susane também adora animais de estimação. No apartamento convive com a gata Chica e no sítio tem três cachorros (Neguinho, Joca e Nina). Sempre que deseja, a jovem conversa com o pai, que está no Japão, através da internet. Ela usa um computador com teclado adaptado, além de um tablet.

Quando conhecemos o exemplo de vida da Susane e da sua família, pensamos como nós, pessoas sem nenhuma deficiência aparente, estamos contribuindo para melhorar a sociedade em que vivemos. Acreditamos que cada um pode fazer a diferença e não ficar somente esperando que o governo faça sua parte. Cidadãos conscientes e participativos ajudam a construir uma sociedade mais igualitária, respeitando as diversidades e as necessidades de cada pessoa. Não precisamos ter um familiar com um problema grave para atuarmos por maior inclusão e respeito.

Arquivado em: Entrevistas

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

Reader Interactions

Comentários

  1. Luzia Rodrigues diz

    16 de julho de 2017 em 20:52

    Parabéns pela reportagem Cláudia!! Sem dúvidas, a história da Susane é um exemplo de que a grande dificuldade não é a deficiência em si, mas a falta de oportunidades que a pessoa com deficiência tem. A atitude da família, desde o momento da notícia de que a criança apresenta uma deficiência, é fundamental para o seu desenvolvimento.

    Responder
  2. Vanessa Santana diz

    17 de julho de 2017 em 00:03

    Parabéns pela reportagem. Mostra superação, motivação de vida e jamais dizer nunca a Susane é realmente uma estrela.

    Responder
  3. Fabiana Lopes diz

    17 de julho de 2017 em 05:17

    Parabéns Claudia, ficou linda a matéria.. obrigada pela oportunidade , a Su está super feliz, amos estar com você..bjus

    Responder
    • Claudia Costa diz

      17 de julho de 2017 em 17:35

      Querida eu que agradeço . Seu exemplo de mãe é uma inspiração para todos nós e a Susane uma guerreira, sensível e muito querida.beijos

      Responder
  4. Karina diz

    17 de julho de 2017 em 11:20

    Linda reportagem, que siga de exemplo para todos….

    Responder
  5. Su diz

    17 de julho de 2017 em 14:51

    Amei

    Responder
  6. Meire Panzini diz

    17 de julho de 2017 em 22:14

    Ter sonhos e ir ao encontro deles!!! UAU!!! E vai me dizer que isso não é ‘perfeição’?
    Parabéns pela matéria e muito especialmente às pessoas de quem você escreve. Inspiração!!!!

    Responder
  7. Aline Sanches diz

    17 de julho de 2017 em 23:38

    Parabéns a todos !!!
    A Fabiana Lopes é uma super mãe e uma ótima professora.
    História linda.
    E que a Susane continue avançando.

    Responder
  8. Rúbia Carla diz

    17 de julho de 2017 em 23:46

    Essa é uma das provas que desde que as condições forem dadas, todos conseguem atingir seus objetivos. Deus abençoe a família da Susane, que nunca desistiu dela. Reportagem maravilhosa.

    Responder
  9. Rose diz

    18 de julho de 2017 em 00:16

    Parabéns pela matéria, um grande exemplo de vida, de amor e superação.

    Responder
  10. Rose Sordi diz

    18 de julho de 2017 em 02:02

    Minha querida Cláudia, estou comovidíssima por duas razões: primeiro, pela linda história da Susane; depois, por ver minha editora preferida narrando, com uma sensibilidade ímpar, a saga dessa brava guerreira e da mãe dela, que tive o prazer de conhecer hoje, via facebook. É o universo conspirando em meu favor. Já adianto que estou fazendo parte do time que torce pela edição do novo livro da nossa jovem escritora.

    Responder
    • Claudia Costa diz

      18 de julho de 2017 em 08:55

      Rose querida que saudades. Onde você anda que nunca mais a vi. Me adiciona no facebook para conversarmos. beijos

      Responder
  11. Bárbara Ferreira diz

    18 de julho de 2017 em 03:03

    Exemplo a ser seguido, se houver possibilidades com certeza haverá desenvolvimento.
    Belíssima reportagem!

    Responder
  12. Fatima Padoan diz

    18 de julho de 2017 em 07:25

    Um lindo relato de superação, e que exemplo maravilhoso nos dá também sua mãe!

    Responder
  13. Adriana diz

    18 de julho de 2017 em 07:46

    Um exemplo de superação e q existe dificuldade para a deficiência mas nunca disistencia daquilo q se quer. Parabéns Susane pela força de vontade e pela atenção e dedicação de sua mãe e avó.

    Responder
  14. Janaína Soares diz

    18 de julho de 2017 em 07:59

    Excelente reportagem!
    Tive o prazer de conhecer de conhecê-las, são exemplos de determinação, coragem e de muito amor!

    Responder
  15. Janaína Soares diz

    18 de julho de 2017 em 08:00

    Excelente reportagem!
    Tive o prazer de conhecê-las, são exemplos de determinação, coragem e de muito amor!

    Responder
  16. Angelica diz

    18 de julho de 2017 em 08:41

    Tive a oportunidade de ser aluna da profa Fabiana Lopes e tive a.honra de ouvir Susane em uma das aulas de sua mãe… Me lembro q fiquei muito emocionada e mais uma vez pode me deparar c uma realidade que impulsiona a ser sempre melhor não importando a situação em que vivemos…
    Ambas, Susane e Fabiana são exemplos de vida e superação…

    Responder
  17. REINALDO CESAR ZANARDI diz

    18 de julho de 2017 em 08:57

    A história de Susane é realmente incrível e o protagonismo é da sua mãe Fabiana Lopes. Sou colega de turma da Claudia Costa, autora da reportagem, e tive a oportunidade de conhecê-las. Fabiana não mede esforços para que a filha fosse o que é porque acredita no ser humano. Em tempos de discurso de ódio por ideologia, perseguição política, justiça seletiva, GLTfobia, racismo, misoginia é um alento saber que existe gente como Fabiana e Susane. O amor cuida e transforma. Por um mundo com mais fabianas e susanes.

    Responder
  18. Paulo Martins diz

    18 de julho de 2017 em 10:54

    Parabéns pela reportagem! Serve de estímulo para as pessoas que se queixam de tudo, que não valorizam o dom da vida, até adoecidos pela depressão! Ainda, a importância e a presença da família, num mundo onde a informática nos aproxima dos distantes e distancia os de perto. Trocamos o abraço, o toque, a presença, por mensagens e vídeos. Famílias que tem se reunido apenas nos velórios, esquecendo-se de celebrar a vida, de visitar, de manter viva as memórias e o amor que nos uniu e deve nos manter unidos. Bens materiais são importantes para a sobrevivência, mas o que nos mantém eternos é o quanto amamos, perdoamos e fizemos o mundo melhor! A luta da Susane e de sua família por uma vida digna e plena me faz acreditar ainda mais: famílias estruturadas e o amor são a solução para todos os problemas!

    Responder
  19. Marlene Valadão diz

    18 de julho de 2017 em 19:48

    Ótima reportagem. Os obstáculos realmente podem ser superados. Parabéns Fabiana pela dedicação e carinho.

    Responder
  20. Andréia Franco diz

    18 de julho de 2017 em 20:24

    Excelente matéria. Fui aluna da Fabiana e compartilhamos da sua trajetória com essa guerreira. Com certeza merece ter esse novo livro impresso. Tanto pela garra e determinação quanto pela vontade de estar superando cada obstáculo enfrentado. Parabéns pela super mãe que tens sido Fabiana.

    Responder
  21. Lázaro diz

    19 de julho de 2017 em 23:35

    Linda matéria, conheço um pouco desta história, motivante. Informações desta magnitude deveriam fazer parte não apenas para profissionais, que utilizam das informações para crescimento e aprendizagem, mas que atingissem os seguimentos sociais mais variados, sabemos que muito se aprende e pouco se divulga, sua parte ta sendo realizada com sucesso Claudia, parabéns.

    Responder
  22. phoenix diz

    15 de setembro de 2017 em 17:27

    Conheci a família Lopes quando eu e a Fabiana ainda éramos solteiras. Encontrei-a anos depois, quando a Susane ainda era pequena, e fiquei emocionada ao ver a luta da mãe e dos avós para que ela desenvolvesse todo o seu potencial. Que maravilha ler essa reportagem e constatar que o amor faz mesmo, TODA a diferença, não conhece limites nem barreiras, e pode todas as coisas. Fiquei emocionada ao ver a Susane dançando! Obrigada Claudia, que matéria linda!

    Responder

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