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Conjugando o verbo “esperançar”

30 de novembro de 2020 por Elisiê Peixoto 4 Comentários

Somos vulneráveis, a vida é um sopro, o mundo mudou, o momento é de ajuda, oração, confiança. E de esperança. (Foto Pixabay)

 

Por Elisiê Peixoto

“Mantenho-me firme quando a angustia e a saudade aparecem. Não as fortaleço. Respiro, espero-as passar e contemplo  o amanhecer. Ele chega, faz-me crer que a esperança tem me sustentado nessa prova, apesar das desastrosas consequências para o mundo.”

“Apesar de tudo, ainda tenho uma sobra da esperança”. Foi o que escutei de um amigo, dias atrás. Revidei: “então, se você tem apenas uma sobra, você não tem coisa alguma, porque esperança deve ser plena e total”.  Ele apenas sorriu timidamente, fez um aceno com a cabeça, demonstrando que concordava.

Acredito que nunca em tempo algum, conjugou-se tanto o verbo “esperançar”. Como estamos verbalizando e expressando a esperança! A gente está vendo o final do ano chegar, um 2020 doído, difícil, que nos ensinou algo fundamental: a fragilidade humana diante de um vírus indomável que fez um estrago no universo. O mundo interrompeu suas atividades, precisou fechar para a reforma e esperar por ajuda.

Talvez, em toda a vida, nunca fomos tão gratos pelas mínimas coisas, valorizamos as menores. E ignoramos as maiores, afinal, é possível passar sem elas.  Em casa, sem maiores opções de diversão, estamos reaprendendo a arte do bom relacionamento. Voltamos a almoçar juntos, a assistir as mesmas séries, sentar na sala para conversar, dar boa noite e bom dia. Sim, coisas rotineiras que fizeram com que a vida na mesma embarcação se tornasse possível com paciência, amor e resignação. A todos foi necessária a tolerância na essência da palavra.

Nessa tempestade, depois de tantos meses com a embarcação atingida por ondas enormes, um raio de sol aparece. A esperança está na eficácia das vacinas, no sopro de Deus sobre a terra.

Desde o começo da pandemia e passado o impacto dos primeiros dias, tenho buscado conjugar o verbo “esperançar” nas minhas atitudes junto às emoções dos meus filhos, dos amigos, que vez ou outra, desmoronam. A solidariedade tem sido uma arma positiva, ela tem crescido, tem saltado barreiras, estendido as mãos. Observo ações, e mesmo com o coração apertado, esboço um sorriso ao contemplar a humanidade mais sensível.

Sabemos que dias difíceis chegam ao fim. O coronavírus  também. Como mantenho a minha esperança viva, essa dura lição resultará em um bom ensinamento: somos vulneráveis, a vida é um sopro, o mundo mudou, o momento é de ajuda, oração, confiança.  Nossos netos e filhos pequenos certamente vão escutar  muitas histórias acerca da pandemia. Mas algo de positivo surge em meio ao caos, o aprendizado. Afinal, somos ondas do mesmo mar. Ponto. Ninguém é melhor que ninguém. Ponto.

Mantenho-me firme quando a angustia e a saudade aparecem. Não as fortaleço. Respiro, espero-as passar e contemplo  o amanhecer. Ele chega, faz-me crer que a esperança tem me sustentado nessa prova, apesar das desastrosas consequências para o mundo.  Estou agarrada à esperança  feito uma criança no colo da mãe. A esperança tem sido o meu porto seguro, o alivio da alma, seca as lágrimas, faz-me adormecer. Tem sido minha aliada e amiga.

Sim, meus amigos, dias melhores virão. E estão a caminho.

 

 

Arquivado em: Cá pra nós

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Neusa diz

    30 de novembro de 2020 em 19:06

    Sensacional, como sempre 👏👏👏🙏🙏🙏🥰

    Responder
  2. Viviane Canziani Pagani diz

    3 de dezembro de 2020 em 11:18

    Muita sensibilidade! Parabéns!

    Responder
  3. Sandra Paolielo Piazzalunga diz

    3 de dezembro de 2020 em 21:54

    Parabéns minha amiga pela sensibilidade em transmitir as emoções que a humanidade tem vivido nessa pandemia!! Somos todos iguais, definitivamente !!!👏👏👏👏👏👏👏

    Responder
  4. Sandra diz

    9 de dezembro de 2020 em 20:41

    Muito boa mesma!
    Fé e esperança – É o que.nos faz olhar pra frente e ver alem da pandemia e suas catástrofes.
    Crônica perfeita, parabéns!

    Responder

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