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O pai que ama, educa e cria

11 de agosto de 2017 por Elisiê Peixoto 2 Comentários

O viúvo Edvaner Consalter com os três filhos Andrey, Adryan e Annye. “Quando volto meu olhar para aqueles momentos, tenho dúvidas se mais ajudei os filhos ou se, de fato, fui mais ajudado por eles”.

 

Por Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

 

 

 

Sejam solteiros, divorciados ou viúvos, pais que cuidam sozinhos dos filhos enfrentam diariamente esse desafio. Procuram suprir a falta da presença materna com muito amor, paciência e dedicação. Conheça essas histórias de superação, aprendizado e cumplicidade

 

Levantar cedo, preparar a lancheira, cobrar as tarefas da escola, levar ao médico, conversar com a filha sobre a primeira menstruação, cobrar se escovou os dentes antes de dormir, acompanhar a transição da infância para a adolescência, ficar acordado esperando o filho chegar das baladas, estar junto nos finais de semana passeando no shopping, participar efetivamente das reuniões escolares. Tudo isso, que normalmente seria um trabalho mais especificamente feito pelas mães, pode fazer parte do cotidiano de muitos homens. E que, por algum motivo – inesperadamente ou não –, aprenderam a se virar sozinhos para desempenhar os papéis de pai e também de mãe. E eles têm exercido com propriedade.

Sejam solteiros, divorciados ou viúvos, pais que cuidam sozinhos dos filhos enfrentam diariamente esse desafio. Procuram suprir a falta da presença materna com muito amor, companheirismo, paciência e dedicação. Há situações diversas, desde a adoção de uma criança por um pai solteiro até a viuvez ou o divórcio, e o Brasil começa a adotar um modelo de família que é mais comum na Europa e nos Estados Unidos. Homens assumindo definitivamente a criação dos filhos já não é novidade, mas uma realidade em muitos lares.

No livro “Mãe de Gravata”, o cantor e apresentador Ronnie Von conta a sua experiência de criar e educar seus dois filhos, de quem ficou com a guarda após a separação da esposa Aretusa. “Eu me separei e fiquei com a guarda dos meus filhos Alessandra, 6 anos, e Ronaldo, 5 anos. De repente estava perdido no mundo com duas crianças pequenas, em idade pré-escolar, e não sabia para quem pedir socorro. O que aconteceu inicialmente foi o susto, eu fiquei assustado. Eu achava que tinha alguma competência, depois descobri que tinha toda, mas inicialmente você acha que vai se arrebentar todo. Errei muito, aprendi com os meus erros”, afirma o cantor. “O homem pode ser tão boa ‘mãe’ quanto aquelas do sexo feminino, ou até melhor. Na verdade, não fui um pai. Fui mesmo a mãe: repressora, boazinha, preocupada, ciumenta. Tive todo o comportamento que só as mãezonas têm”, escreve o cantor no livro publicado em 1994, em sua segunda edição.

 

Cumplicidade e superação

O engenheiro civil Edvaner Consalter ficou viúvo e inesperadamente precisou assumir a dupla função. Ao enfrentar uma situação extremamente dolorida, precisou buscar forças para enfrentar o desafio ao lado dos três filhos. “O mais difícil é a certeza de que nada será como antes, e isso demora um tempo para cristalizar. A percepção de que o que aconteceu é irreversível causa uma dor profunda e, mesmo debilitado psicologicamente, você é empurrado para a vida, afinal as pessoas mais amadas dependem de você e do seu posicionamento. Além da preocupação com os filhos maiores, Andrey com 23 e Adryan com 21, a maior delas foi com a Annye, que ficou órfã aos 8 anos. Porém, foi impressionante como todos aceitaram a realidade, apesar do grande sofrimento”, destaca.

Para o engenheiro, ao longo do tempo, a continuidade e o enfrentamento vieram da ajuda e do apoio mútuo e recíproco entre pai e filhos. “Quando volto meu olhar para aqueles momentos, tenho dúvidas se mais ajudei os filhos ou se, de fato, fui mais ajudado por eles. Novas rotinas, novas formas de convivência, novas adequações de horário são necessárias e não são tão difíceis, pois todos estão vivenciando e dispostos a contribuir. Importantes demais nesta nova realidade foram as atitudes concretas de pessoas queridas que já faziam parte das nossas vidas ou que surgiram depois. Agora, o mais importante para a continuidade como pai foi o legado do trabalho realizado pela minha esposa Maira. Sim, eu só estou complementando. De tudo isso, afirmo que novas dificuldades aparecem, e muitas, mas muitas coisas boas também.”

 

O maior desafio da vida

O locutor da Sport TV Júlio Oliveira conta que, após a separação, o casal de filhos foi morar com ele durante a adolescência. Lucas tinha 12 e Nathalia 9 anos. “O maior desafio foi se desdobrar para trabalhar e cuidar de uma casa com duas crianças. Atender às necessidades de escola, médico, lazer. Os desafios apareciam diariamente, mas destacaria o entendimento de que você nunca vai substituir uma mãe, mas que pode ser mais que um pai. Isso meus filhos entenderam. E isso fez a diferença”, salienta.

Lucas tem 27 anos, mora em Curitiba e trabalha na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Já a filha Nathalia, 24 anos, é formada em Publicidade e Propaganda e Jornalismo. E ainda mora com o pai no Rio de Janeiro. “Para quem vive uma situação semelhante, digo que valem muito a dedicação e o esforço. Não se enfraqueça se precisar de ajuda. E ouça os filhos para entender as necessidades deles e atendê-los. Assim ficará mais fácil a convivência. Neste final de semana, Lucas vem ao Rio, e juntos relembraremos histórias para comemorar o Dia dos Pais”, comenta o papai Júlio, todo orgulhoso da cumplicidade e da amizade que construiu com os filhos.

O locutor da Sport TV Júlio Oliveira, com Lucas e Natlhalia. No divórcio, os filhos, ainda crianças. foram morar com ele.

 

 

Arquivado em: Sem categoria, Variedades

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Laila Pacheco Menechino diz

    11 de agosto de 2017 em 12:39

    Justa homenagem aos pais solos! Obrigada pela oportunidade de homenagear o meu Pai também!

    Responder
  2. Sandra Paolielo Piazzalunga diz

    11 de agosto de 2017 em 14:05

    Pai e Amor !!! Lindas histórias de cumplicidade e superação !! Muito bom lêr o depoimento do nosso amigo Edvaner Consalter e saber q sua linda familia segue unida e firme…enfretando.juntos a dor. Feliz Dia Dos Pais p todos esses guerreiros 👏👏👏👏

    Responder

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