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O mesmo maremoto e na mesma embarcação

14 de abril de 2021 por Elisiê Peixoto 10 Comentários

 

 

 

“De resto, continuo assistindo aos absurdos, indagando os direitos, enquanto continuamos pagando mensalmente os milhares de impostos, orando a Deus pela agilidade das vacinas, tentando sobreviver a esse maremoto, tentando avistar desesperadamente uma ilha, uma terra à vista, qualquer coisa que nos dê chão”.

Por Elisiê Peixoto

 
Sim, ando ausente das “escritas”, como diria meu pai. Cercada pelas paredes da minha casa, eventualmente sendo resgatada pela filha para um final de semana com mudanças de ares. Tá brava a coisa. Até gostaria de escrever algo mais ameno, mais otimista, mas convenhamos…nem dá para ser amena e nem otimista neste momento como o que estamos vivenciando.
Parece-me que falta o ar quando fico sabendo de alguém internado com covid, estou sempre de olho nos whatsaps da vida, lotados de pedidos de oração. Nem questiono mais quem foram os errados  que permitiram chegar onde chegamos, se há errados, ou sei lá, se tudo isso começou como uma avalanche no pico da montanha que foi descendo e levando tudo.
Uma coisa é certa. Entre mortos e feridos, todos continuamos nos escorando na tristeza e na indignação. Se falamos algo contrário do que o outro pensa, somos atacados; se calamos, somos omissos; se evitamos o assunto é porque não nos importamos. Mas o fato é que somos todos navegadores de primeira viagem, fomos surpreendidos por uma realidade dura, e forçosamente, sem qualquer treino, tivemos que nos adequar.
De resto, continuo assistindo aos absurdos, indagando os direitos, enquanto continuamos pagando mensalmente os milhares de impostos, orando a Deus pela agilidade das vacinas, tentando sobreviver a esse maremoto, tentando avistar desesperadamente uma ilha, uma terra à vista, qualquer coisa que nos dê chão.
Meu pai dizia que somos um povo corajoso e alegre, que devemos ter sonhos e não ilusões. Eu, cá com os meus botões, admito que não ando corajosa e nem alegre. Alguns sonhos foram engavetados, mas na minha teimosia, eles continuam vivos na mente e no coração. Ilusões, não tenho, principalmente na esfera política. Quando sinto esse desestimulo, minha busca é Nele, em Deus, que me abranda com a Sua Palavra edificadora.
Nunca fui derrotista, ao contrário, estou sempre em busca de algo novo, de notícias boas, sou uma navegadora como vocês, que sentem as consequências deste Brasil sofrido por conta de um vírus voraz que não escolhe pessoas, simplesmente se apodera delas num momento vulnerável.
Todos os dias antes de dormir, faço as minhas orações na quietude da minha sala, pedindo a Deus melhores notícias ao amanhecer. Dia após dia estou escorada na fé. Estamos exaustos, mas não adormecidos, temos ouvidos, olhos e sabemos de tudo, ou quase tudo. A pior sensação é a impotência, aquilo que a gente tem vontade de fazer e não pode fazer pelo outro, pelo próximo, por quem está num leito de hospital.
Os sobreviventes dessa loucura também sentirão as consequências, porque mesmo sem máscaras, o olhar continuará assombrado. Vamos levar um tempo para convalescer os sentimentos. A vida seguirá em frente, mas o coração levará um tempo para se recompor.
Enquanto isso não acontece busco viver um dia de cada vez na única certeza que dá um certo conforto: o mundo ficou igual, o ser humano tornou-se igual, está todo mundo na mesma embarcação, a vida nivelou a todos. Mas parece que tem gente que ainda não entendeu. De qualquer forma, seguimos viagem driblando ondas mais fortes, ávidos em enxergar o porto seguro. Em algum momento vamos avistar.

 

Foto Pixabay

 

Arquivado em: Cá pra nós

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

Reader Interactions

Comentários

  1. Mirian diz

    14 de abril de 2021 em 19:53

    Somente a fé para nos dar força nesse momento. 🙏

    Responder
  2. Carmen Kley diz

    14 de abril de 2021 em 20:15

    Seu texto me representa. Parabéns!

    Responder
  3. Adriane diz

    14 de abril de 2021 em 20:52

    Obrigada Elisie pelo texto mais realista que pude ver nesse momento em que passamos, é maravilhoso refletir e com tamanha sabedoria nas palavras podemos viajar e refletir o quanto estamos órfã, e dependentes somente do Senhor.🙏 Obrigada!!!

    Responder
  4. Ana Lucia diz

    14 de abril de 2021 em 21:03

    Isso mesmo, a pior sensação é a impotência. Como estamos vulneráveis a essa loucura toda..

    Responder
  5. Lucita Neme F Ruiz diz

    14 de abril de 2021 em 22:07

    Elisiê querida , sim , estamos vivendo dias difíceis , o mundo todo está em alerta , somos sobreviventes de um vírus invisível , o covid19 . Ele e os” oportunistas “ceifaram milhões de vidas . E em meio ao inesperado desconhecido , à incerteza do sistema de saúde e ao miserável sistema econômico e político , que nos foi imposto pela vida , vemos a “Mão de Deus” transformando vidas , unindo irmãos e irmãs em Cristo em oração , e o milagre de Deus se cumprindo em conversões e curas todos os dias . Todo aquele que crê em Cristo , se prosta a Ele e O reverência . Assim , humildemente, clamamos por toda a humanidade , pela saúde física , emocional , psíquica e espiritual . Que o nosso Pai nos conceda a Sua visão , para que tenhamos discernimento espiritual e vida em abundância N’Ele.e para Ele . Clamamos pela vida de todos que estão na linha de frente , para que voltem intactos aos seus lares . Pelas nossas crianças , nossos filhos/as , país, todos os nossos entes queridos , amigos/as e por nós , para que sejamos libertos desse vírus , assim como para todos nossos irmãos e irmãs em Cristo.. Clamamos pelo fim da pandemia , do desemprego e da fome , da politicagem .Clamamos pelo Seu perdão e pela Sua misericórdia, para que possamos ser dignos das Suas promessas , semeando o amor , que Ele nos ensinou e ensina , e espalhando o Evangelho da Cruz , agradecidos e honrados pela Sua presença e Seus ensinamentos . . Ao nosso Pai toda gratidão ,gratidão pelas Suas infinitas bençãos e livramentos . Crendo confiantes ,esperamos em Deus , nosso amado Pai , nas boas novas que Ele tem para conosco .
    Bjosss ❤️

    Responder
  6. Roberta Peixoto diz

    14 de abril de 2021 em 22:10

    Fantássstiico sua crônica e percepção sobre o que estamos vivendo mãe! Me emocionei com suas palavras duras, tristes mas reais! Bora viver com os pés no chão e os olhos totalmente focados em Deus! 🙏🏻🙌🏻

    Responder
  7. Wagner Donadio diz

    14 de abril de 2021 em 23:05

    Muito bom… Triste, mas real. Momentos de reflexão, espera… Luta… E vamos em frente!
    Bj amiga.

    Responder
  8. Sandra Piazzalunga diz

    14 de abril de 2021 em 23:43

    Texto lúcido cheio de sensibilidade e sabedoria! É isso minha amiga, o coração vai levar um tempo p se convalecer!! Um cenário muito triste nos rodeia e só é possível dribrá-lo com muita fé e socorro da Palavra de Deus !!

    Responder
  9. Helen diz

    15 de abril de 2021 em 09:11

    Vc escreve com uma clareza !!!!Que nós possamos em breve nos encontrar pra amenizar esse sofrimento e matar a saudade !!!Parabens,texto lindo!!!

    Responder
  10. Monica Bastos diz

    15 de abril de 2021 em 11:36

    Eliziê, como diríamos na nossa infância e juventude, você “falou e disse” (rsrs). Muitos falam, falam… mas não dizem absolutamente nada! Assim como você, eu também continuo “assistindo aos absurdos”. De repente, estamos lendo as postagens dos “cientistas” do facebook e do instagram. Ou então, da “escória intelectual” com zero de conhecimento histórico ou político e, para mim, o pior: gente expondo a sua “desonestidade intelectual”. E alguns “profissionais da saúde” que ganharam atenção na mídia falando bobagem? Estes com certeza não usam a “ciência” para explicar as coisas, pois nem sabem a definição de ciência…figuras moderninhas e educadas dizendo estar “salvando vidas”… (e pasme: gente com “doutorado” em alguma coisa…é hilário). Eliziê, e como eu faço para explicar aqui em NY o que acontece aí no Brasil? Missão impossível! (e que vergonha!). Sem falar na “patrulha fascista” e nos “especialistas” em fascismo (mentira boa é mentira amiga). Acho melhor eu parar por aqui!
    Eliziê, obrigada por seu texto cheio de ponderação, sensibilidade, honestidade e amor!!!!

    Responder

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