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Sexteto Caburé Canela lança primeira música do segundo álbum

28 de julho de 2021 por Claudia Costa Deixe um comentário

‘Fera’ chega com videoclipe e em todas as plataformas digitais a partir de 30 de julho

 

A banda Caburé Canela é composta por Carolinaa Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, violão, violino e teclado), Maria Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz, guitarra e clarinete. Foto: Paula Viana

 

A banda londrinense (PR) Caburé Canela, composta por Carolinaa Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, violão, violino e teclado), Maria Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz, guitarra e clarinete) se prepara para a estréia do seu segundo álbum de estúdio, Cabeça de Cobre, lançando nesta sexta (30), a primeira música de trabalho do disco: Fera. A faixa vem acompanhada de um videoclipe dirigido por Fagner Bruno de Souza, que traz um olhar documental para os tempos atuais.

Cabeça de Cobre, foi gravado de modo totalmente analógico, no único estúdio onde isso é possível no Brasil: o Forest Lab, localizado em Petrópolis-RJ, tocado pelo produtor mineiro Lisciel Franco, que constrói seus próprios equipamentos e grava em uma máquina de 24 canais da década de 80, processando e mixando exclusivamente na fita.

A preparação demandou seis meses de ensaios intensivos para finalizar coletivamente os arranjos, formas e sequência das canções escolhidas ao longo dos últimos dois anos. Depois desse processo, a banda passou por um isolamento interno de 10 dias antes da viagem de gravação, uma forma de precaução com a situação crítica da pandemia – na época, antes das festas de fim de ano, ainda menos intensa do que agora – mas que também serviu para aprofundar a imersão no processo criativo, deixando as canções prontas para serem captadas em poucas tomadas, com todoes tocando ao mesmo tempo.

Com exceção de algumas linhas de voz e de solos incidentais, todas as músicas foram gravadas em tempo real, o que deixa transparecer as profundidades do espaço, as nuances, temperaturas e emoções da interação ao vivo, e até mesmo alguns acidentes que tornam aquela gravação irrepetível.  A empreitada contou com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina, o PROMIC.

 

A música:

O primeiro sinal que chega do segundo disco da Caburé Canela é uma mensagem de guerra. Não deu pra ser diferente, considerando o que estamos vivendo no Brasil dos últimos tempos. Até dia 30, a banda promove a campanha do Pré-Save da música nas plataformas digitais, afim de conquistar mais visibilidade no processo de lançamento.

Fera “é nosso grito possível, e inevitável. Ruído que escapa da máquina colonial dedicada a espremer a terra e as pessoas até a última gota de vida. Impressão de guerra antiga, bem camuflada no dia-a-dia, é apenas a face mais clara e repugnante. Diante da paz que silencia, a afirmação barulhenta da vida, na busca pela fagulha incendiária das conexões coletivas.

Clipe:

Londrina, Brasil, 2021. 520 mil mortes na pandemia, desemprego, fome, despejos chacinas, devastações. Fascistas no poder. Uma guerra de séculos se acumula nas ruas.

No clipe de Fera, essa guerra se vê refletida nos rostos das pessoas comuns: caras reais de um país que não pode parar, senão morre de fome. Trabalhadores arriscam suas vidas girando a engrenagem que os esmaga. Máquinas não param de dilacerar a terra. Prédios não param de crescer, nos engolir e nos expulsar.

Uma mensagem resiste, ecoando nos passos e gritos daqueles que sabem que não podem parar de lutar, senão todos perdemos.

Ficha Técnica: direção e edição: Fagner Bruno de Souza; argumento e roteiro: Caburé Canela e Fagner Bruno de Souza; imagens: Fagner Bruno de Souza e Fran Camilo; elenco: Deusa, Marlene Maria dos Santos e Luiz Augusto Silva Rodrigues.

 

Arte gráfica:

Quem assina o projeto gráfico da Cabeça de Cobre é o premiado designer Pablo Blanco e a artista visual Carolinaa Sanches, também compositora e cantora da Caburé Canela.

Os processos escolhidos para a criação das peças vão de encontro à forma analógica que foi gravado todo álbum, utilizando para tanto procedimentos gráficos artesanais e manuais como a monotipia, a litografia indireta e a tipografia com tipos móveis. As impressões físicas aconteceram nos ateliês do Grafatório.

Os conceitos das artes fundem com os conceitos do disco, e aproveitando  da multiplicidade e diversidade de cada integrante da banda, os responsáveis buscam mesclar em camadas de impressão as cabeças dos membros, criando um jogo entre o individual e o coletivo. O que une uma figura a outra, para além das formas e manchas, são fios de cobre gravados em monotipia que perpassam, ligam e também mascaram as cabeças de todos.

No single Fera, a ideia é não dar de cara ao público a imagem em sua totalidade, para isso, ela foi feita com um pequeno fragmento, mas com grandes qualidades gráficas, onde não revela de quem é a cabeça da vez, mantendo certo mistério para o que há de vir.

Carolinaa assinou sozinha em 2018 à arte da Cabra Cega, primeiro álbum da banda. Pablo recebeu em 2017 o prêmio destaque da 12a Bienal Brasileira de Design Gráfico, pelo cartaz para a Semana de Arte de Londrina: Sobre-Cidade. Em 2020 foi premiado no Latin American Design Awards, pelo projeto gráfico do livro Visiopoemas, e no Brasil Design Awards, pelo projeto gráfico do livro Porque Eu Odeio. Ambos trabalham juntos no centro cultural Grafatório, em Londrina.

 A banda

Caburé Canela é composto por: Carolinaa Sanches (compositora e cantora); Maria Thomé (percussão); Mariana Franco (contrabaixo elétrico e acústico); Paulo Moraes (bateria); Pedro José (compositor, cantor, guitarra, clarinete e pífano) e Lucas Oliveira (compositor, cantor, teclado, violino e violão).

Texto: Divulgação

Serviço:

30/07 Lançamento do single Fera em todas as plataformas digitais:

Youtube: https://www.youtube.com/channel/caburecanela

Spotify: https://open.spotify.com/artist/0gJIlyLNvAELIvgjKE8IvB?si=dwRgBuURR4utLVOl8UbaiA&dl_branch=1

Mais links: https://linktr.ee/caburecanela

 

Arquivado em: Vale a pena

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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