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Amizade e Sexo: mulheres rompem com preconceitos e mantém amizades coloridas

14 de setembro de 2021 por Claudia Costa 12 Comentários

A Pandemia trouxe muitas mudanças na vida das pessoas como a necessidade de manter o isolamento social. Isto pode ter sido um problema para muitos, mas não foi o caso de Marcia e Roberto, e Fernanda e João Carlos, que se conheceram  neste período e desde então mantém uma amizade colorida. Eles definiram algumas regras para curtir os momentos juntos e saciar seus desejos sexuais. Alias, sexo é uma necessidade fisiológica do corpo humano, alguns hormônios como a  testosterona, produzida nos testículos, e a progesterona e o estrógeno, produzidos nos ovários, são exemplos de hormônios sexuais.

Foto ilustrativa Pixabay

 

Por Claudia Costa

As mulheres brasileiras ao longo do tempo têm buscado conquistar seu espaço no mercado de trabalho e na sociedade. Muitas tiveram conquistas importantes, mas a maioria ainda tem muito o que conquistar, mesmo sendo até o principal arrimo financeiro da família. Hoje, muitas delas já não abrem mão de vivenciar sua sexualidade, mesmo tendo sido criadas em uma sociedade conservadora e machista. Ao homem quase tudo é permitido, mas a mulher não. Porém, algumas já não aceitam viverem sobre o julgo machista e não abrem mão do prazer. Mesmo não tendo um relacionamento amoroso, elas possuem um “amigo sexual” fixo, com quem se relaciona frequentemente. Estes são os casos da professora Marcia e da comerciante Fernanda que possuem um parceiro sexual. Mesmo não sendo namorados, eles mantém algumas regras que vão do respeito, a discrição e caso um dos dois inicie um namoro o relacionamento sexual acaba. Segundo Marcia e Fernanda (nomes fictícios), os parceiros são pessoas bacanas para conversar, tomar um bom vinho e transar, mas não são homens com quem gostariam de dividirem suas vidas e envelhecerem juntos, falta “ algo a mais”.

A professora Marcia, 40 anos, divorciada há cinco anos, mãe de duas filhas de 18 e 12 anos diz que viveu um casamento frustrante, sem companheirismo, carinho e nem teve uma vida sexual satisfatória. Ela explica que o ex-marido sempre ficou a desejar e que ele nunca priorizou o prazer dela. Sua vida sempre foi trabalhar, cuidar das filhas e da casa, aliás cuidar das suas filhas sempre foi e é o seu maior prazer. Márcia é filha única, sempre foi muito recatada e caseira. Mas há um ano, desde o início da Pandemia, algo mudou para professora que diz que merece viver, ser feliz, e desfrutar da sua vida, e não abre mão do prazer que o sexo pode lhe proporcionar. “A qualquer momento podemos morrer e decidi que mereço viver minha vida intensamente, de forma leve, sem nenhum sentimento de culpa por querer e desejar prazer”, explica a bela morena.

Há um ano a professora vive uma “amizade colorida” com o comerciante Roberto ( nome fictício) , 54 anos, divorciado. Os dois se conheceram através das redes sociais, pois têm amigos em comum. “Desde a primeira vez que saímos combinamos que não seria um namoro.  Ele é uma ótima companhia, divertido, bom ouvinte, amoroso, beija muito bem, mas não é a pessoa com quem eu gostaria de passar o resto da minha vida. O fato de eu me relacionar sexualmente com um homem não quer dizer que sou uma mulher vulgar. Trabalho muito, continuo caseira, mas tenho esses encontros que me fazem muito bem e feliz”, explica Marcia, salientando que eles se encontram duas vezes por semana para transar, sempre tomando todos os cuidados para um sexo responsável e saudável como o uso de preservativos. Os encontros acontecem no apartamento do comerciante e diariamente eles mantém contato pelo whatsapp, desejando bom dia e mantendo o “fogo” acesso até o próximo encontro. A professora diz que não se deixa levar por falsas ilusões e sabe o que deseja de um homem para dividir sua vida novamente. “Eu e o Roberto somos diferentes, temos estilos de vida e religiões diferentes, ele é um pouco machista, dentre outras questões. Sei que não daria certo e não quero me frustrar novamente. Nossa cama é ótima e está bom assim, mesmo ele não acreditando que não estou apaixonada. Não sou uma pessoa fria de sentimento, mas sei o que desejo e mereço para minha vida. O Roberto é um amigo especial. Espero um dia encontrar um grande amor como sempre desejei”.

 

Sinto desejos como uma pessoa normal e saudável

Ilustração: Pixabay

A autônoma Fernanda (nome fictício), 55 anos, divorciada, mãe de um casal de filhos adultos e avó de três netos, também possui uma amizade colorida fixa com um empresário de 48 anos, divorciado. A bela loira foi casada por 20 anos e viveu um relacionamento abusivo e desrespeitoso por parte do pai dos seus filhos. Há 12 anos ela conseguiu se desvencilhar deste casamento que tanto sofrimento provocou nela e nos filhos, mas até hoje ela não esquece o sofrimento que viveu. Desde então, Fernanda busca seu lugar no mundo e ser feliz. Há um ano e sete meses ela mantém uma “amizade colorida” com o empresário João Carlos ( nome fictício). Eles se conheceram em um baile de carnaval. Coincidência ou não, eles também começaram se relacionar no início da Pandemia. “Não somos namorados, mas nos encontramos uma vez por semana para “namorar” na minha casa, conversar e saborear um bom vinho. Desde o início, definimos algumas regras para esse relacionamento. Por uma questão de saúde, temos que ser responsáveis e não podemos correr risco de contrair esse vírus. O combinado é que nenhum de nós dois pode sair com outras pessoas “, explica Fernanda.

Ela conta que no início ficou um pouco insegura, mas aos poucos foi se soltando e hoje os encontros deles são sempre leves. “Eu sou uma pessoa razão, não deixo de viver com emoção, mas sempre tento manter o equilíbrio para não sofrer mais. Eu vejo que o que temos é muito bom.  Carinho, respeito e sexo bom. Hoje eu me permito viver a minha sexualidade em toda a plenitude. Sou uma mulher independente, que tem desejos como uma pessoa saudável e normal. Mereço ser feliz. Quando ficamos juntos me sinto mulher e acordo feliz e leve”.

** Os nomes dos personagens são fictícios para manter a sua privacidade dos mesmos.

 

 

 

 

 

 

Arquivado em: Comportamento

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

Reader Interactions

Comentários

  1. Afonso Ogawa diz

    14 de setembro de 2021 em 14:28

    Muito bom !!!

    Reply
    • Claudia Costa diz

      14 de setembro de 2021 em 14:50

      obrigado Afonso. beijos

      Reply
  2. Mafalda diz

    14 de setembro de 2021 em 14:51

    Excelente. Gostei dos depoimentos. Parabéns Claudia.

    Reply
  3. Cláudio Osti diz

    14 de setembro de 2021 em 15:24

    Mulheres no comando da própria vida. Enfim!

    Reply
  4. Rodrigo diz

    14 de setembro de 2021 em 15:31

    Eu vejo que este tipo de relacionamento é o futuro e será o que dá mais certo, sem cobranças más respeito.

    Reply
  5. Mayumi diz

    14 de setembro de 2021 em 15:44

    Todos merecem ser feliz. Amei a matéria…parabéns Cláudia. Beijosss

    Reply
  6. Angela diz

    14 de setembro de 2021 em 16:01

    Excelente matéria Cláudia.
    Parabéns.
    Os depoimentos são reais para os dias de hoje, que mostram uma realidade muito diferente, onde a mulher também tem seus desejos e sua liberdade para saber o que lhe convém e o que lhe faz bem.

    Reply
  7. Almir diz

    14 de setembro de 2021 em 18:05

    Tenho várias amigas maravilhosas que gostaria muito de ter uma relação desse tipo mas tem um pouco de vergonha de expressar esse sentimento. Parabéns ele artigo

    Reply
  8. Juliana diz

    15 de setembro de 2021 em 06:16

    Parabéns pelo ficou incrível

    Reply
  9. Roman diz

    15 de setembro de 2021 em 10:07

    Oi Claudia, bom dia!
    Seu texto é leve e gostoso de ler.

    A conquista das mulheres de vivenciarem sua sexualidade, sem os protocolos contratuais estabelecidos, também repercutiu positivamente na vida dos homens.

    A mulher deixa de ser um objeto a ser conquistado e consumido e sim uma parceira que compartilha desejos e amorosidade, sem compromissos, além de uma relação que será gozosa enquanto dure!

    Reply
  10. Tania diz

    15 de setembro de 2021 em 12:47

    Texto maravilhoso amei parabéns Claudia

    Reply
  11. Sandra Silvestre. diz

    15 de setembro de 2021 em 14:26

    Muito bom….
    Parabéns pela.materia.

    Reply

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