As famílias dos jovens Mateus Martins Orsi e Fernanda Gaigher transformaram a dor da perda de seus filhos em ações de solidariedade para promover a vida do próximo através do Instituto Mateus do Bem e Instituto Fernanda Gaigher.

Por Claudia Costa
Dois jovens lindos, alegres, comunicativos que viveram intensamente seus dias e deixaram um legado de amor e solidariedade. A vida de Mateus Martins Orsi, 18 anos, e Fernanda Gaigher, 30 anos, poderia ter sido mais longa, mas quis o destino que esta existência tivesse o tempo necessário para marcar a sua passagem na terra. Ambos tiveram um tipo de câncer muito agressivo e, apesar de todos os tratamentos recebidos, não sobreviveram. Seus pais ainda convivem com a saudade e a dor da perda recente, mas encontraram na solidariedade e no amor ao próximo a maneira para eternizar o amor por seus filhos.
O amor dos pais por seus filhos é eterno e poder vê-los crescer, desenvolverem e construírem suas vidas é o desejo de toda mãe e pai. Mas a vida nem sempre é como planejamos e, às vezes, a convivência com o filho é interrompida de maneira abrupta por situações que fogem à nossa compreensão. Não há dor maior do que a perda de um filho. Diz um ditado popular que “Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos” O curso natural da vida é os pais partirem antes dos seus filhos. Mas nem sempre isso acontece, e o sonho e/ou desejos dos pais de verem seus filhos crescerem, ter uma carreira, constituírem uma família, ter filhos acaba sendo interrompido pelo destino de enfrentar uma doença no auge da vida. Conheça a história de dois jovens brasileiros que semearam amor e solidariedade com ações que ajudam o próximo.
INSTITUTO MATEUS DO BEM
https://mateusdobem.org.br/
@institutomateusdobem
Em 2018, o jovem Mateus Martins Orsi descobriu que tinha um câncer no cérebro. Apesar de todo tratamento recebido, ele não resistiu a doença. Mateus é filho da educadora Jane e do empresário Valter Orsi. O casal transformou a dor da perda do filho aos 18 anos, em uma ação para ajudar os pacientes de câncer que estão em tratamento paliativo.

Tudo começou com o jovem Mateus Martins Orsi que produzia grelhas para ter seu próprio dinheiro com os retalhos de aço inoxidável da empresa do pai Valter Orsi, a Indúsfrio. Seu desejo era doar parte da receita da venda das grelhas Argentina para o Instituto do Câncer de Londrina. Como os descartes de aços não eram reutilizados, Mateus começou a produzir as grelhas. O jovem cursava Administração de Empresa na PUC-Londrina e decidiu também que este trabalho seria uma oportunidade de reinserção de detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) no mercado de trabalho. Com a evolução da doença o projeto ficou parado, mas após a morte de Mateus seus pais decidiram dar continuidade ao sonho do filho.



O Instituto Mateus do Bem, através de uma parceria com o Instituto do Câncer de Londrina, irá produzir ( com a renda da venda das grelhas) alguns equipamentos (cama, tripé/suporte para soro por exemplo) para adequar a casa de pessoas carentes que estão em tratamento paliativo domiciliar


A doença do Mateus, câncer no cérebro, foi muito agressiva e infelizmente ele não pode ver o seu sonho ganhar uma dimensão muito maior do que imaginou. Apesar da dor imensurável, Jane e Valter Orsi, relembram do amor, do carinho e da alegria de viver do filho Mateus. O Instituto Mateus do Bem é também uma celebração pela vida do filho que tanto amam. Neste vídeo, o empresário Valter Orsi fala sobre gratidão, aprendizado e o legado de amor que a vida de Mateus deixou.
INSTITUTO FERNANDA GAIGHER
https://www.institutofernandagaigher.com.br/nossa-inspiracao/
@institutofernandagaigher


Jovem, bonita, comunicativa e muito criativa. Assim era a paranaense Fernanda Rodrigues Cardoso Gaigher que nasceu de Cornélio Procópio, norte do Paraná, e tinha uma grande aptidão para as artes. No Brasil, começou a cursar Relações Internacionais na Escola de Belas Artes, de São Paulo. Ela era uma pessoa dinâmica, inquieta e muito curiosa. Largou o curso e foi para Londres aperfeiçoar o inglês, inclusive deu em 2017 uma dica para o Portal IDEIA DELAS para a coluna de turismo, denominada passaporte, o título da matéria “Um sábado em Notting Hill”. Fernanda Voltou ao Brasil, mas não permaneceu por muito tempo, decidiu ir trabalhar em um Cruzeiro Internacional. Alguns meses antes de embarcar, conheceu o amor da sua vida, o paulistano Bruno Gaigher, que também estava de malas prontas para cursar gastronomia na Itália. Cada um foi para um país, mas quis o destino que o amor os unisse. O casal viajou pelo mundo até fixarem residência em Londres, onde em 2016, Fernanda deu a luz ao filho Gael. Fernanda sempre foi muito ligada na família que mora em Cornélio Procópio, sua mãe Luzia Rodrigues, pedagoga da UTFPR, e os irmãos Nathália e João Gabriel.


Aos 30 anos, Fernanda cursava mestrado em jornalismo em Londres quando foi surpreendida com o diagnóstico de Linfoma Não-Hodgkin estágio 4. Ela chamou a atenção de todos pela forma com a qual enfrentou o tratamento. Com muito otimismo e fé, convocou a todos para vibrarem alto pela sua cura e em pouco tempo, conquistou um grande número de seguidores nas redes sociais que foram fortalecendo a corrente de amor incondicional e fé. Fernanda enfrentou com muita coragem o tratamento, a escrita foi a forma que encontrou para aliviar sua dor, publicando crônicas no instagram que, juntamente com outros textos que escreveu, foram publicadas no livro “Um anjo sussurrou no meu ouvido: cartas ao amanhã”. Curitiba: Matrescência, 2020. Fernanda Gaigher faleceu em 03 de outubro de 2019 em Londres, cidade em que morava desde 2015.

A ideia de criação do Instituto Fernanda Gaigher nasceu em novembro de 2019. Como uma forma de dar um novo sentido para a dor do luto. A família de Fernanda tem o compromisso que tem levar adiante a experiência do amor e da gratidão. Neste conceito o Instituto foi projetado para atingir objetivos sociais: acolhimento a pessoas e familiares que passam por situações de vulnerabilidade física ou emocional devido ao diagnóstico do câncer. Para viabilizar os projetos sociais destinados a atender pacientes oncológicos e familiares, o escopo de serviços do Instituto Fernanda Gaigher conta com terapias integrativas, como Reiki, Thetahealing, Constelação Sistêmica, Yoga, Massagem/Reflexologia, Barras de Access, Reequilíbrio Bioquântico, Osteopatia, Psicologia, Consultoria em Saúde e Terapia Ayurveda.
Neste vídeo, sua mãe Luzia Rodrigues fala sobre o Instituto Fernanda Gaigher e o trabalho que desenvolve.
Serviço:

Instituto Fernanda Gaigner
Em Cornélio Procópio (PR) – Av. Alberto Carazzai 1048 – Centro, Fone/WhatsApp (43) 991717127
Agradecimento: arte banner/ Vladmir Farias – pdfmatriz@gmail.com
Fotos: Arquivo pessoal


Relatos, depoimentos emocionantes. Impossível não ficar com o coração doído. Mas ainda assim, com admiração por esses projetos que perpetuam os nomes dos que se foram e certamente vão continuar vivos no coração de cada pai, mãe, familiares e amigos. Parabéns Cláudia pela matéria!
Gratidão imensa ao portal pela oportunidade de compartilhar o legado da Fernanda! Me solidarizo com a família do Mateus, que passa pelo mesmo enfrentamento da dor da separação e também parabenizo por darem sequência ao legado do Mateus.
Mateus e Fernanda representam inúmeros outros jovens que passaram/passam pelo desafio do câncer… Alguns se curam, outros não. É a história de cada um. A nós cabe aprender e entender que vida e morte andam juntas desde o nosso nascimento. Assim é fundamental avaliar “que vida estamos vivendo? Qual é o legado que vamos deixar?” Fer e Mateus cumpriram a missão, e nós?
Que lindo propósito nos uniu quando eu descobri o Instituto. Passei por esta dor, e hoje ressignifico dia a dia, junto com vocês! Gratidão por esta oportunidade 🙏
Parabéns aos familiares da Fer e Do Matheus , como mãe de um jovem que também teve uma careira de Modelo internacional podada por essa doença maldita , me solidarizo a dor desses pais e os parabenizo pela força em continuar com seus projetos . Vinicius também teve um tumor nas fossas nasais Esthesioneuroblastoma com síndrome de Cuching,era agressivo em poucos meses levou o de mim. Estou escrevendo sua biografia também para deixar seu legado e positividade ensinamentos , vivo nas pessoas . Seu maior legado era o amor a família , justiça e fé. Vejo nestes jovens tão bom em ter partido e justamente para deixar um legado mas principalmente fazer com que as pessoas mudem e sejam mais solidárias umas com as outras . Esses projetos nos confortam e com certeza deixará nossos filhos mas plenos no plano onde estão hoje. e com certeza sentindo muito orgulho de seus pais .
Parabéns aos familiares da Fer e Do Matheus , como mãe de um jovem que também teve uma careira de Modelo internacional podada por essa doença maldita , me solidarizo a dor desses pais e os parabenizo pela força em continuar com seus projetos . Vinicius também teve um tumor nas fossas nasais Esthesioneuroblastoma com síndrome de Cuching,aos 30 anos , câncer era agressivo em poucos meses levou o de mim. Estou escrevendo sua biografia também para deixar seu legado e positividade ensinamentos , vivo nas pessoas . Seu maior legado era o amor a família , justiça e fé. Vejo nestes jovens tão bom em ter partido tão cedo , justamente para nós deixar uma missão , um legado mas principalmente fazer com que as pessoas mudem e sejam mais solidárias umas com as outras . Esses projetos nos confortam e com certeza deixará nossos filhos mas plenos no plano onde estão hoje. e com certeza sentindo muito orgulho de seus pais .
Parabéns Claudia pela matéria .
Parabenizo os pais destes dois jovens pela coragem diante da dor com a perda dos seus filhos, lutarem para manter vivo o legado deles, ajudando outras pessoas. Parabéns Claudia pela bela matéria,