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Com espaço cênico criado a partir de obra de Cildo Meireles, espetáculo Na Solidão dos Campos de Algodão faz temporada na Praça das Artes/SP

18 de agosto de 2022 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

Crédito Ju Paié

 

 

Trabalho dirigido por Eliana Monteiro é uma montagem do texto do renomado dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès. Além de assistir à peça, público pode visitar o espaço cênico 

“(…) afinal de contas, você não se desviou, pelo fato de toda linha reta existir apenas em relação a um plano, e nós nos movermos em dois planos distintos. E afinal de contas, só existe o fato de você ter me olhado e eu ter cruzado esse olhar, ou o inverso e, portanto, por mais absoluta que fosse, a linha em que você se movia tornou-se relativa e complexa, nem reta nem curva, mas fatal” – trecho da peça de Bernard-Marie Koltès

 

Crédito Ju Paié

Considerado um dos grandes nomes do teatro francês do século XX, o dramaturgo Bernard-Marie Koltès (1948-1989) escreveu, em 1985, a peça Na Solidão dos Campos de Algodão, que acaba de ganhar uma montagem inovadora e ousada dirigida por Eliana Monteiro. O espetáculo está na Praça das Artes, onde fica em cartaz até o dia 31 de agosto, em temporada gratuita.

A peça é encenada em um espaço cênico criado a partir da obra “La Bruja”, do artista visual carioca Cildo Meireles. Esse espaço é todo composto por centenas de fios brancos que invadem e se apropriam da sala de exposições da Praça das Artes, criando uma espécie de lugar-nenhum. E esse espaço cênico poderá ser visitado pelo público fora do horário das apresentações.

A obra de Koltès adota como protagonista a própria linguagem. Na trama, duas pessoas se encontram à noite em um local indefinido – aparentemente com a intenção de fazer negócios. Uma delas pretende fornecer o que a outra quer comprar, mas nem o desejo, nem a mercadoria são revelados. E essa relação mostra-se, ao longo do tempo, como um combate, que evidencia a estrutura do patriarcado, o racismo e a luta de classes, tendo a solidão como horizonte e a palavra como principal arma. 

“Há aí uma espécie de comércio do desejo, em que a Dealer oferece à outra o que ela desejar, não sem violência, numa relação que vai se estabelecendo como contraditória e tensa. Essa ‘oferta’ força vendedora e compradora a entrar em contato com sua mais profunda condição humana, com aquilo que pode haver de mais escondido, e que é feito explícito na peça, pelo embate de pensamento das duas”, comenta a diretora Eliana Monteiro sobre o texto.

A montagem também inova ao trazer, pela primeira vez, os dois protagonistas masculinos do texto original interpretados por mulheres, as atrizes Lucienne Guedes e Mawusi Tulani, com tradução primorosa de Silvia Fernandes. 

Aqui no Brasil, Na Solidão dos Campos de Algodão ganhou uma icônica montagem no porão do CCSP – Centro Cultural São Paulo em 1996, dirigida por Gilberto Gawronski e estrelada por ele e por Ricardo Blat. Na época, a encenação evocava a questão do HIV/AIDS e como a doença representava um fantasma bastante cruel que rondava os desejos e o imaginário da sexualidade tal como um castigo. 

“Quase 30 anos depois da primeira montagem no Brasil, a AIDS, e mesmo a questão da homossexualidade ali depositada na tensão entre os dois homens da peça, muito embora de maneira não explícita, já não está tão presente nos medos do nosso imaginário. Agora, com duas atrizes em cena, nossa montagem desloca as questões presentes no texto para o plano do enfrentamento do patriarcado, esgarçando e desvendando a teia da estrutura racista e machista”, 

completa a diretora.

Oficina

Além do espetáculo e da visitação ao espaço cênico, a Praça das Artes recebe a oficina “Procedimentos de criação da montagem de Na Solidão dos Campos de Algodão”, ministrada pela diretora e pelas atrizes. A ação será nos dias 23, 24 e 26 de agosto (veja mais informações abaixo).

A ideia da oficina é fazer com que as/os participantes experienciem os procedimentos de criação do espetáculo, a partir dos temas evocados pela dramaturgia. O workshop proporcionará ação prática e reflexiva sobre as possibilidades de leitura e encenação dos textos contemporâneos.

Sinopse

O texto de Bernard-Marie Koltès (1948-1989) traz a linguagem como protagonista. Na situação da peça, duas pessoas se encontram à noite num lugar indefinido, aparentemente para fazer negócios. Uma tem algo a ofertar para a outra, sem que tal mercadoria seja revelada. Nesse encontro, estabelecem um embate de ideias e pensamentos que as leva a entrar em contato com suas profundas condições humanas, com seus desejos e suas solidões.

Ficha técnica

Texto: Bernard-Marie Koltès

Direção artística: Eliana Monteiro

Atrizes: Lucienne Guedes e Mawusi Tulani

Tradução: Silvia Fernandes

Iluminação: Aline Santini

Direção musical: Dani Nega

Figurino: Claudia Schapira

Espaço cênico: criação a partir da obra La Bruja, de Cildo Meireles

Coordenação de produção: Leonardo Birche e Renata R. Allucci

Assessoria de imprensa: Pombo Correio


Este projeto foi contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura


Dans la solitude des champs de coton – © Verlag der Autoren by Bernard-Marie Koltès Verlag Der Autoren GmbH & Co. KG., Taunusstrasse 19, 60329 FRANKFURT AM MAIN, Germany. All rights reserved

Serviço

Na Solidão dos Campos de Algodão, de Bernard-Marie Koltès, com Lucienne Guedes e Mawusi Tulani e direção de Eliana Monteiro

Praça das Artes – Avenida São João, 281, Centro Histórico, São Paulo

 

Temporada: 11 a 31 de agosto: 

 

11 de agosto, às 20h

12 de agosto, às 17h e às 20h

13 de agosto, às 16h e às 19h

 

15 de agosto às 20h

16 de agosto às 20h

17 de agosto às 20h

18 de agosto, às 20h

19 de agosto, às 17h

20 de agosto, às 16h* e às 19h 

 

22 de agosto às 20h

23 de agosto às 20h

24 de agosto às 20h*

25 de agosto, às 20h*

26 de agosto, às 17h e às 20h*

 

29 de agosto, às 17h e às 20h 

30 de agosto, às 17h e às 20h 

31 de agosto, às 17h e às 20h

 

*Sessões com tradução simultânea em LIBRAS.

 

Classificação: 14 anos

Duração: 120 minutos

Ingressos: gratuitos, devem ser retirados em theatromunicipalsp.byinti.com/#/

Entrada não permitida depois do início

Visitação ao espaço cênico

Quando: 4 a 31 de agosto, de segunda a sábado, das 10h às 15h

Sinopse: visitação gratuita aberta ao público do espaço cênico da peça Na Solidão dos Campos de Algodão, criado a partir da obra La Bruja, de Cildo Meireles. Composto por centenas de fios brancos que invadem e se apropriam da Sala de Exposições, criando um lugar-nenhum. Todos os dias haverá arte-educadores para receber o público, propor mediações e novas percepções sobre o espaço cênico.

Oficina 

“Procedimentos de criação da montagem de Na Solidão dos Campos de Algodão”, com Eliana Monteiro, Lucienne Guedes e Mawusi Tulani

Sinopse: a partir dos temas movidos pela dramaturgia de Na Solidão dos Campos de Algodão, as participantes e os participantes serão conduzidos pela diretora artística e pelas atrizes da montagem para experienciarem procedimentos de criação do espetáculo. A oficina proporcionará ação prática e reflexiva sobre as possibilidades de leitura e encenação dos textos contemporâneos.

Quando: 23, 24 e 26 de agosto, na terça e na quarta-feira, das 14h às 17h, e na sexta, das 9h30 às 12h30

Local: Sala de exposições

Forma de seleção: análise de currículo e breve carta de interesse, enviadas através do formulário  

Cronograma: Inscrições de 1º a 14 de agosto. Resultados divulgados por e-mail no dia 17 de agosto

Vagas: 25

Público: Estudantes de artes cênicas (bacharelados, licenciaturas, cursos técnicos, pós-graduação etc).


olhar, ou o inverso e, portanto, por mais absoluta que fosse, a linha em que você se movia tornou-se relativa e complexa, nem reta nem curva, mas fatal” – trecho da peça de Bernard-Marie Koltès

Arquivado em: Vale a pena Marcados com as tags: #cultura, #teatro, espetáculo

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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