

O Canadá ocupa a quinta posição entre 158 países do mundo no quesito felicidade. Trata-se de um país que busca o bem-estar do povo em primeiro lugar. Assim, torna-se mais resiliente a crises sociais e econômicas. Vamos conhecer? Sadi e Neuman Chaiben registraram lances para o Ideia Delas! Boa viagem!
Sadi e Neuman Chaiben viajaram ao Canadá, onde visitaram Toronto, Niágara, Otawa, Quebec, Montreal, Vancouver, Vernon, Banff, Lake Louise, Columbia Icefields, Jasper, Kamloops, Whistler e Victória. O casal retornou encantado com o país e relata a trajetória turística para o portal Ideia Delas. “Ao chegarmos a Toronto, às 6 da matina, já percebemos seu encantamento com o nascer do sol. Nosso hotel era ao lado do belo Lago Ontário. O primeiro passeio foi na CN Tower, com 553 metros de altura, avistando a linda cidade com vários edifícios com cerca de 100 andares. Visitamos uma exposição ao ar livre de locomotivas, conhecemos a cidade subterrânea e não percebemos que estávamos debaixo da terra. Com 125 pontos de acesso, de fácil visualização, é uma cidade sem carros nem avenidas. É o maior complexo subterrâneo do mundo, com 27 km de extensão, cinco estações de metrô e mais de 50 prédios conectados. É difícil se perder. Basta seguir a palavra ‘Parth’ e suas indicações. O ‘P’ em vermelho indica Sul; ‘A’, de cor laranja, Oeste; ‘T’, em azul, Norte; e o ‘H’, em amarelo, Leste. Infelizmente, as lojas fecham aos sábados e domingos. Fizemos um belo passeio de barco pelo Lago Ontário, visitando ilhas e visualizando Toronto, onde sempre se destacam a torre e os altos edifícios modernos. No dia seguinte fomos às impressionantes Cataratas de Niágara, entre os lagos Erie e Ontário, fronteira com o Estado norte-americano de Nova York, com quedas de 385 metros. De barco (hornblower) chegamos até as bocas das quedas, emocionante. Nossas cataratas de Foz são muito mais belas, pena que em jardins, limpeza e cuidados ficamos a desejar. Almoçamos no restaurante panorâmico giratório (Skylon), com uma vista fantástica das cataratas.”




Leis, regras, seguro, multas: um país sério
Para o casal há detalhes que impressionaram em Toronto: a velocidade máxima é de 100 km/h e a mínima de 60, com quatro pistas, sendo a primeira à esquerda para carros com mais de duas pessoas, sem nenhum pedágio. “As multas são altas, chegando a 10 mil dólares, além de prisão. E tudo é monitorado por satélite”, ressalta. Em Toronto não se encontra bebidas alcoólicas em supermercados, somente em casas especializadas, porque é proibido beber nas ruas. As casas de dois andares (a maioria) têm escadas por fora devido a um problema de espaço. A travessia de pedestres é feita somente pela faixa. “Isso é muito respeitado, e se atravessar fora da faixa é multado. A limpeza é seguida à risca e chegamos a presenciar um pedestre sendo multado por consumir cerveja e escondendo em um saco de papel”, conta Sadi.
Também chamaram a atenção dos viajantes a assistência médica e dentária e a educação, que são gratuitas. E a aquisição de imóvel, mobília da casa e carro, pagos somente a prazo que varia de 5 a 25 anos. “Inclusive, o pagamento pode ser feito somente no final. Juros em torno de 2,5% ao ano. Lá, o seguro de carros para jovens é muito mais caro do que para pessoas com mais de 30 anos. Em quaisquer mercadorias e serviços consta o preço sem impostos, que são destacados e adicionados ao serem comprados, em torno de 13%”, comenta.


Salário mínimo
O salário mínimo é de $ 11,60/h. Quem ganha até $ 250.000 ao ano (mais ou menos R$ 7.600,00 ao mês) sofre tributação de 28%; acima de $ 250.000, 50%. O litro de gasolina pura custa $ 1,27 (R$ 3,40) e os preços, em geral, são equivalentes aos daqui. Ele exemplifica: “Uma refeição em self-service, que no Brasil custa R$ 20,00 (100 gramas), lá custa $ 20,00; aqui, um almoço em restaurante médio equivale a R$ 55,00, lá fica em torno de $ 45,00 por pessoa. Outra coisa que me chamou a atenção é que um carro médio completo (Corolla Altis) custa $ 18.000. “Os canadenses preservam muito a qualidade de vida, desfrutam bem os finais de semana e há muitos motor homes”, finaliza.




Otawa, Quebec, Vancouver, cidades que encantam
Em Otawa, contam que conheceram o Canal Rideau, que no inverno vira pista de patinação, e a Colina do Parlamento, em estilo gótico. “Assistimos a um show de iluminação projetado no Parlamento, contando a história do Canadá em seus 150 anos de emancipação, fomos à Basílica de Notre-Dame, fomos a feiras livres”, recorda. Em Quebec, visitaram o Place Royal (do século 17), o Terraço Dufferin (sobre o calçadão do Rio São Lourenço, abaixo do hotel Fairmont Chatêau Frontenac, o mais fotografado do mundo), e o parque das batalhas. Em Montreal, conheceram a cidade subterrânea, o estádio que abrigou os Jogos Olímpicos de Verão de 1976, a Basílica de Notre-Dame, o Monte Royal. Ele conta: “O estádio continua sendo utilizado para práticas esportivas e não deixamos de fazer o passeio pelas mais de mil ilhas, com suas casas maravilhosas”. Em Vancouver, considerada a cidade mais habitável do mundo, visitaram a Planetaware e lindíssimas pontes suspensas com 70 metros de altura e 140 metros de comprimento ao longo do rio Capilano. “E o Flyover, uma aventura fascinante que simula um voo sobre o Canadá, de costa a costa. Fomos também ao Stanley Park, um parque urbano com 400 hectares, 22 monumentos e três praias”, recorda o casal. “Depois conhecemos Kelowna, Vernon, 3 Valley Gap, numa rota cênica. E Banff, um parque nacional, além das quedas do Bow Falls, Tunnel Mountain e Hoodoos, Lake Louise (quase congelado e com neve caindo), Glacier Victoria, quando contemplamos de perto o Bow e Peyto Lakes. Chegando a Columbia Icefields, andamos pelas geleiras em um ônibus conhecido como Ice Explorer, (Athahasca Glacier). Em Jasper, fomos ao Parque Nacional, ao Monte Robson, com 3.954 metros, Blue River e Clear Water.”


A bela cidade de Whistler
Em Whistler, localizada nas espetaculares montanhas costeiras, com sua fantástica subida de teleférico, o casal fez a travessia Peak 2 Peak. “São gôndolas percorrendo 4,4 km numa altura de 436 metros acima do vale, o mais extenso sistema de transporte por cabo do mundo. A altura do pico do teleférico é de 1.833 metros. Em Victória, visitamos as áreas residenciais à beira-mar, o Parlamento (Rainha Victória), a Universidade, o Harbour Front, visitamos o início da Transcanadense, uma rodovia com aproximadamente 4.500 km que corta todo o Canadá, e os famosos e lindos Butchart Gardens (jardins). No retorno a Vancouver de ferry, o ônibus passou por um túnel abaixo do rio Freize. Sem dúvida, uma viagem inesquecível do começo ao fim. Se tiverem oportunidade, não deixem de ir. Vale muito a pena. O Canadá é incrivelmente lindo”, conclui.



(Fotos de Sadi e Neuman Chaiben e Pixabay)


Elisiê , uma apaixonante aula de cultura e também de geografia.A dissertação tão minuciosa e eloquente de lugares desconhecidos nos faz imaginar que estamos dentro do contexto real.
Agradeço ao casal Sadi e Newman Chaiben e Pixabay e a você jornalista competente que traduziu o depoimento deles de forma muito agradável ….Abraços