O amor é um sentimento que muda a vida de uma pessoa. Quando amamos, tudo fica mais colorido, mais alegre, e as emoções se afloram, choramos e sorrimos com mais facilidade, nosso semblante muda, nosso objetivo é outro. Amar é tão bom que as pessoas voltam a ter o mesmo sentimento, uma, duas, três vezes. Quantas vezes for necessário. Da mesma forma, há diversos jeitos de amar e em idades diferentes. Um amor pode ser eterno e permanecer durante toda uma vida. Ou pode ser reencontrado depois de vários anos. Outro pode ser descoberto por acaso, num dia qualquer, num lugar qualquer. E existe o amor que atravessa fronteiras, rompe barreiras e pode ser complicado. Ou simples demais como respirar. A verdade é que a alegria de estar junto à pessoa amada sempre irá valer a pena. O Portal Ideia Delas conversou com algumas pessoas que amam, encontraram a felicidade e querem permanecer nela. Vamos conhecer suas histórias?
Por Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Amor, afinidade e maturidade
A corretora Rozângela Ortiz, 49 anos, dois filhos, divorciada, conta que está vivendo um momento especialmente feliz. Há um ano ela conheceu o empresário Alberto Henrique Ferreira, 67 anos, três filhos, viúvo, se apaixonaram e decidiram ter uma vida em comum. O noivado foi em Portugal, durante uma viagem de férias. O casal foi apresentado pelo irmão dele, dono da casa, durante um jantar. “Conhecemo-nos nessa reunião familiar, mas não notei qualquer interesse, a princípio. No dia seguinte, o anfitrião me ligou, perguntando se poderia passar o meu telefone para o Alberto, que gostaria de me conhecer melhor. Foi quando finalmente marcamos um encontro no Lago 2, no dia seguinte, pela manhã. Foi ótimo porque caminhamos, conversamos muito e nunca mais nos separamos. O Alberto chegou à minha vida para me fazer feliz, foi uma resposta de oração. Admiro as qualidades dele, é um homem íntegro, foi casado durante 46 anos, cuidou da esposa quando ela adoeceu, é um pai e um avô presente. Hoje posso afirmar que não ganhei apenas um noivo, mas uma família. Ele é português, veio para o Brasil com apenas 10 anos e aqui fez sua vida profissional. Um de seus filhos mora em Portugal, onde costumamos passar dias de férias e, quem sabe, futuramente, residir. Acredito que não há idade para se apaixonar e ser feliz. O amor da sua vida pode encontrá-lo em qualquer lugar, e em qualquer idade. Dia 7 de março fará um ano que estamos juntos, mas temos tanta afinidade! Parece que estamos juntos há muitos anos. Estamos felizes, fazemos planos e queremos estar juntos para sempre”, finaliza Rozângela.

Por toda a vida em Ibiza
O DJ e produtor de eventos Pablo Palumbo, 44 anos, que durante muito tempo animou as pistas londrinenses, resolveu alçar voos maiores… e sozinho. Isso foi há sete anos. Escolheu Ibiza, na Espanha, em busca de novas oportunidades de trabalho, e no meio do caminho a sua história foi mudada. E para melhor. Conheceu sua futura esposa, a bonita libanesa Margot, 46 anos, através de uma amiga em comum, num dia qualquer, numa padaria em São Paulo. Ele conta: “Fazia muitos anos que não encontrava essa amiga de infância. E a Margot estava junto. Acabamos nos apaixonando e ela foi embora comigo para Ibiza. Posso garantir que passamos por muitas provações e permanecemos juntos. Creio que amor é quando, num relacionamento, os dois buscam ajustes e fazem dar certo. Amar simplesmente não é o suficiente. Ibiza, que considero um lugar mágico, é considerada a Ilha do Amor da Deusa Tani, divindade fenícia da fertilidade. E foi o nome que demos a nossa filha, hoje com 3 anos e 8 meses. Ela veio acrescentar na minha vida, que já tinha outra filha, Érica, hoje com 14 anos. Eu e a Margot somos diferentes, mas nos amamos, nosso encontro foi algo planejado por Deus e creio que nosso relacionamento também é espiritual, porque nos entendemos só pelo olhar. Sem dúvida, essa mulher foi o divisor de águas na minha vida e sou muito feliz ao lado dela”. O casal inaugura em Ibiza o espaço Margot Jabbour Art Gallery, que terá diversos eventos culturais, entre eles pintura, moda, música e gastronomia. “E com várias parcerias, inclusive do Brasil. Estamos animados e trabalhando muito”, finaliza Palumbo.

Da Alemanha para o Brasil
“Conheci o meu marido no meu local de trabalho, em 1997, na época a joalheria Bergerson. Ele foi até lá com o seu cunhado, que ia comprar uma joia de presente de aniversário de casamento para a esposa. A irmã do meu marido, que também é alemã, havia se mudado para o Brasil nos anos 70, acompanhando a mãe, para visitar uma fazenda que o pai tinha deixado de herança, já com intenção de fugir para o Brasil. Foi assim que o meu marido, Michael Juncker, teve seu primeiro contato com o Brasil”, relata Ivete Alves Monteiro, 56 anos, aposentada. Ela conta que, na visita à joalheria, entregou um cartão para ambos e que foi ter notícias de Michael depois de um mês, quando recebeu uma carta. “Tinha três páginas, era linda, levou meu ego às alturas. Ele dizia que tinha se encantado com o meu sorriso. Eu estava recém-divorciada, com um filho de nove meses, nem pensava em outro relacionamento. Mas confesso que fiquei emocionada com as palavras dele. ‘Mike’, como é chamado, é diretor de cinema e escritor de roteiro, inclusive produziu um documentário no Brasil, em 1998, sobre os judeus alemães em Rolândia, quando tivemos nossa relação mais fortalecida porque ele permaneceu mais tempo aqui. Hoje ele tem 65 anos.” O casal se relacionou durante quatro meses através de fax (Ivete tem uma pasta com 100 folhas guardadas). “Imagine que nós falávamos idiomas diferentes, e para traduzir cada fax eu pedia a ajuda de uma funcionária que foi minha intérprete na época. Finalmente, chegou o dia em que fui buscá-lo no aeroporto e nunca mais nos separamos. Ficamos nove anos nos vendo a cada três meses e finalmente nos casamos em 2006. Desde 2007 ele mora no Brasil. Sou grata a Deus pelo meu casamento. Fomos perseverantes, acreditamos no nosso amor e hoje estamos juntos e felizes”, finaliza.

Alguns quilômetros de amor
Quem vê o casal de namorados Angela Bernadete Borim e Wagner Zanon percebe como ambos estão apaixonados. O sorriso fácil, as gentilezas e a troca de olhares entre eles demonstram uma fina sintonia e muita cumplicidade, comportamento comum em pessoas que estão felizes e vivendo um grande amor. O casal está junto há dois anos e três meses. Wagner Zanon, 55 anos, divorciado, pai de um casal de filhos, trabalha na área comercial da Fepal/Hidrofort – empresa de tubos e conexões. Após 28 anos de casamento, ele se divorciou e ficou sozinho por um ano e meio. Foi na Bierfest – festa da cerveja da AREL – que Wagner Zanon conheceu a professora de matemática Angela Borim, mãe de duas filhas, divorciada há 33 anos, mas que estava sem um namorado há seis anos. Ela mora em Apucarana, cidade a aproximadamente 50 quilômetros de Londrina, onde Wagner mora. Eles se encontram todos os finais de semana, se Wagner não vai até Apucarana, Angela vem a Londrina. O casal acaba de retornar do Rio Grande do Norte, onde foi passar as férias de verão. Durante o carnaval, Wagner não acompanhou a namorada até Camboriú, Santa Catarina, pois tinha compromissos profissionais em Londrina. Mas a confiança e a fidelidade do casal é um dos pilares do relacionamento deles. “Foi muito bom encontrar o Wagner, porque estamos vivendo uma fase da vida em que existem confiança e companheirismo de ambas as partes”, salienta a professora. Segundo ela, a honestidade, os cuidados do namorado com ela e a cumplicidade entre os dois são o que mais gosta no namorado. Já Wagner salienta o bom humor e a alegria da amada. “Ela está sempre sorrindo, tem um ótimo astral e está sempre organizando e fazendo planos para os nossos encontros!”, explica ele. Tanto Angela como Wagner são profissionais independentes, com carreiras profissionais consolidadas, e podem curtir o relacionamento de forma serena e mais intensa ao mesmo tempo, sem aquelas cobranças tão próprias em casais sem experiência. Como moram em cidades diferentes, resolvem seus problemas do dia a dia sem deixar que eles interfiram na vida dos dois. “Quando nos encontramos é só alegria, e o nosso desejo é curtir cada momento, contar as novidades e compartilhar os momentos bons”, salienta Angela. O casal adora estar junto, sair para dançar e jantar, passear, viajar, conversar e namorar. “É um todo que se completa”, diz ela. Quanto ao futuro, ambos concordam que é cedo para pensar em algo diferente. “Está muito bom do jeito que estamos, porque essa pequena distância entre nossas cidades nos aproxima. Faz com que tenhamos momentos incríveis juntos e desejemos sempre repeti-los”, diz ela.

Amor na dança e na vida
Rodrigo Rocha tem 37 anos, é professor de dança, casado com a personal trainer Lais Moura Ferreira Rocha, 26 anos. Eles têm um filho, Rafael, 6 meses. Rodrigo já enfrentou grandes batalhas, como um câncer, e hoje, curado, tem uma nova visão da vida, sempre buscando valorizar a família que tem, os momentos com a esposa e o passo a passo do filho, que trouxe uma alegria enorme ao casal. “Conheci a minha esposa na escola. Ela foi fazer parte do grupo de bolsistas e foi amor à primeira vista. Eu defino amor exatamente como aquilo que vivemos. Quando você compartilha seu coração e não vive só por você, mas em prol da sua relação. O companheirismo se resume em ser parceiro da pessoa que você ama. Na verdade, trata-se de uma via de mão dupla, quando um cede para o outro, a fim de alcançar o mesmo objetivo. Creio que o casal precisa ser cúmplice, ter respeito. Sempre digo isso para a Lais, que nunca vamos insultar um ao outro, porque, a partir do momento que isso acontecer, acaba-se o respeito e a relação termina. Já somos parceiros na dança e creio que na vida a dois é melhor ainda”, revela. O casal acaba de estrear no rol de papais com a chegada do Rafael. E o pai coruja conta como tem sido a experiência: “Mudou tudo na nossa vida. Sempre tive vontade de ter um filho e quando ele veio aconteceu uma mudança para melhor. Foi o segundo milagre que Deus me deu. Com a vinda do Rafa tudo tomou outra dimensão, hoje eu não vivo sem a minha linda esposa e o meu filhão. Nossa vida virou uma rotina, mas é bom, tem hora para almoçar, dormir, banho, e assim vai. E cada descoberta é uma alegria. Tentamos fazer o melhor possível. Certa vez me disseram que as pessoas somente dão o que elas têm, mas eu discordo. Meu pai não foi presente e eu sempre senti muita falta disso, queria um pai que eu pudesse abraçar, chutar uma bola. E agora, com o meu filho, quero tudo isso, faço questão de ser presente e ser um grande amigo dele. E dividir tudo isso com a esposa que está ao meu lado, porque ela me completa, sempre guerreira e ao meu lado no momento que mais precisei”. O casal está de mudança para outra cidade. “Encaramos a mudança muito bem, vivendo um dia de cada vez e aprendendo com cada descoberta”, comenta Lais, que completa: “Amor para mim é doação. Companheirismo é estar presente e atuante em todos os momentos, é a parceria no dia a dia. Muita coisa mudou dentro de mim e de nós. O amor só aumentou, apesar da convivência ter agora uma terceira pessoa, para a qual não dividimos e sim multiplicamos o amor. Mudou também a nossa rotina quase que completamente. Agora pensamos tudo em torno do nosso filho. O Rodrigo representa a metade que me completa. Sou muito feliz com a minha família”, finaliza.

Da adolescência para a maturidade
O professor e designer José Tessarine, 63 anos, e a relações-públicas Rosane Montosa, 59 anos, são protagonistas de uma história de amor que teve seu primeiro capítulo quando ainda eram pré-adolescentes. Uma história que teve encontros e reencontros e um final feliz. Ela relata: “O Tsé e eu nos conhecemos quando ele se mudou para a casa vizinha dos meus avós paternos, em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo. Ele tinha 13 anos e eu 9. Durante as visitas aos meus avós, eu ficava na varanda e o Tsé na janela do quarto dele. Ficava, como dizíamos antigamente, paquerando. Um dia ele tomou coragem e veio conversar comigo. Foi quando nos tornamos amigos e depois namorados. Quando voltava para Londrina, nos correspondíamos direto, escrevíamos até duas ou três cartas por semana. Pela distância, o namoro de adolescente não durou, mas continuamos amigos, e a última carta que trocamos foi antes do meu casamento com o pai dos meus quatro filhos. Eu sempre o tive como um grande amigo e ele também se casou. Enfim, cada um seguiu com a sua vida e o reencontro foi após 30 anos. Ele havia ficado viúvo e eu tinha me divorciado”. Certo dia, o casal se encontrou casualmente numa livraria do aeroporto de Curitiba e começaram as trocas de e-mails. Rosane recorda: “Foi tudo muito intenso, verdadeiro, e um dia por telefone ele acabou declarando que não me queria mais como amiga, mas como esposa. Fiquei surpresa, mas senti que era recíproco. Comunicamos aos filhos a nossa decisão de ficar juntos e nos casamos numa cerimônia na chácara dos meus pais. Meu neto entrou carregando as alianças com algumas das cartas que o Tsé guardou durante tantos anos. Em março vamos completar nove anos de casados. Confesso que logo após o divórcio não pensava em outro casamento, mas depois de um período de reflexão agarrei a oportunidade de ser feliz com todo o meu coração. Quando nos casamos novamente e ainda com filhos solteiros, temos que ter critérios e conhecer muito bem com quem nos unimos. Na maioria das vezes saímos feridos de uma relação e ficamos temerosos ao enfrentar outro relacionamento. Mas eu insisto em dizer que vale a pena. O amor não tem idade, ele pode encontrar você numa livraria num dia qualquer, inesperadamente, como aconteceu comigo e com o Tsé. Estamos muito felizes, somos companheiros, parceiros, amigos, namorados e nos amamos”, ela conclui.


Que reportagem deliciosa;parabéns e felicidades a todos os casais!!!!
Parabéns,esta matéria e muito edificante nos dias de hoje.Pois onde ressalta o amor, a cumplicidade e a confiança .O amor é uma essência maravilhosa e contagiante.Amei
Que matéria maravilhosa. É tão bom ver histórias de amor que dão certo. Assim podemos dizer que o amor verdadeiro existe sim sem ver raça, crença, distância ou idade, ele simplesmente existe!! Muito amor e sucesso a todos casais.😍😍
Que lindo Elisiê!
Realmente o Amor não tem idade e na maturidade torna-se especial ❤️
Amei a matéria. Muito importante frisar que não existe idade para encontrar a nossa alma gêmea. O que vale a pena é sermos felizes e termos com quem dividir nossos bons e maus momentos. Parabéns as jornalistas pela excelente idéia de tratar esse assunto com tanta naturalidade e a espontaneidade de todos os entrevistados.
Amém ler essas histórias.. e mais ainda a da mina amiga Ângela..
Muito relevante essa matéria nos dias de hoje, onde tantos casais vivem em guerra e separação. Saber que para muitos o amor é o mais importante. 💓
MUITO LINDO ESSAS HISTÓRIAS !!! ANGELA FICAMOS ENCANTADAS COM A SUA , PARABÉNS!
Amei a matéria…mostra que amar ainda é possível.
Lindas histórias !!! Muito bom ver casais felizes; se completando em uma relação gostosa , madura de muita cumplicidade e amor !!!Desejo felecidades a todos !!!
Muito lindo. Num mundo tão difícil, falar e comemorar o amor é importante. Parabéns mais uma vez pela bela matéria.
Que delícia de materia!!! Viva o amor!!!