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Enquete: Como eles convivem com a Diabetes?

14 de novembro de 2019 por Claudia Costa 7 Comentários

Leonardo Batisteti , Edson Neves, Fernando Peixoto, Nilson Monteiro, Giovana Caram Oguido e Vera Mache. Arte: Alekcey Willians

A diabetes é um conjunto de doenças parecidas, mas que refletem a dificuldade do organismo de metabolizar carboidratos. Ela é uma doença crônica que já atinge 10% da população brasileira adulta. O paciente de diabetes deve controlar o nível de glicose no sangue e manter uma vida regrada. A pessoa que tem diabetes não produz insulina, um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue, ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. O organismo precisa da insulina para utilizar a glicose que consumimos através dos alimentos como fonte de energia. O que acontece com um diabético é que o organismo não fabrica a insulina.

 

Por Claudia Costa

 

 

 

 

Fernando Peixoto: um exemplo de superação

“Minha doença resolveu ‘dar as caras’ quando eu tinha 8 anos, mais precisamente em meados de setembro de 1999. Sei especificamente porque o dia em que recebi o diagnóstico do meu pediatra, ao lado da minha mãe Elisiê, me marcou de forma significativa. Naquele momento eu não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas pela reação de surpresa e choro descontrolado da minha mãe eu sabia que não era coisa boa. E não era mesmo.

Fui obeso até os 8 anos, o que com certeza contribuiu para o desenvolvimento da doença, além do emocional. Emagreci mais de 30 kg em poucos meses por conta da diabetes, um dos fatores que despertaram a desconfiança dos meus pais. Mas acredito que existam males que venham para o bem. Apesar das dificuldades, minha vida se tornou mais saudável, a obesidade não era mais um fator preocupante e me senti melhor, principalmente na questão estética. A diabetes, de início, foi um desafio avassalador porque eu não entendia completamente o que aquilo significava. Não compreendia, necessariamente, por que os meus amigos podiam comer o que queriam e eu não. E olha que eu sempre amei doces e Coca-Cola.

Como criança eu sofri de um jeito muito pessoal. Na verdade eu não aceitei minha doença durante muito tempo, até aproximadamente os 15 anos, quando quase morri por conta de um descuido. Naquele momento, enxerguei de fato o que estava fazendo comigo mesmo, o que despertou minha maturidade. Meus pais deram suporte como se a doença fosse deles. Cuidaram de mim noites em claro, gastando mais em mercado com produtos dietéticos, correndo atrás de médicos e plano de saúde sem pensar em absolutamente nada, além do meu bem-estar e qualidade de vida. Fui inúmeras vezes para o pronto-socorro e algumas vezes para a UTI e lá presenciei coisas que me deixaram mais realista. Vi que minha saúde depende única e exclusivamente de mim, mesmo com todo o suporte da família e dos amigos.

Desde então, passei a ter uma relação amigável com a diabetes. Não reclamo de absolutamente nada, nem em questões alimentares nem pelo desconforto de aplicar insulina todos os dias. Imagine há algumas décadas, quando não existiam muitos avanços na medicina para pessoas diabéticas e nem mesmo alimentos dietéticos/zero. Com certeza era muito mais difícil de lidar. É ironia usar essa palavra, mas nasci numa época ‘confortável’ pra se ser diabético. Apesar de não existir uma cura, é muito mais fácil se cuidar hoje com a tecnologia à disposição.

Meu maior problema até pouco tempo atrás era o sedentarismo. Sempre ouvi do meu endocrinologista, Dr. Guilherme Marquezine, que exercício físico é o melhor remédio. Nunca acatei de forma completa e sentia que apenas a musculação resolveria o problema.

Sou autônomo há cinco anos, trabalho dentro de casa e já cheguei a passar 18 horas sentado diante de um computador, sem sair de casa nem para ir ao mercado. Obviamente, eu sentiria o peso disso. Desenvolvi uma neuropatia diabética nas costas. Acredite, eu não desejo a dor que senti para absolutamente ninguém. Noites em claro, sem saber exatamente o que era, sem nada pra resolver. Após meses convivendo com a dor e ouvindo opiniões de diferentes profissionais (e não profissionais) da área, finalmente recebi meu diagnóstico após um exame dolorido, a eletroneuromiografia.

A partir daquele momento, vi o que a diabetes, acompanhada de falta de exercícios, pode fazer com uma pessoa. Aliás, uma pessoa com menos de 30 anos. Comecei a tomar muitos medicamentos e ainda convivia com as dores. O que realmente faltava era o exercício físico. Passei a ir à academia e praticar aeróbico todos os dias. No início fazia corpo mole, aquela preguiça que a maioria das pessoas tem por conta da rotina. Venci isso e me dediquei, tanto que hoje não falto um dia. Conciliei uma dieta nova, perdi 15% de gordura corporal em poucos meses, tenho uma autoestima muito melhor por conta dos resultados que tenho visto em meu corpo e, o mais importante de tudo, não sinto mais nenhuma dor causada pela neuropatia e parei completamente com todos os remédios. Ou seja, tudo por conta da diabetes. Antes a doença me causava problemas. Hoje, eu a uso a meu favor.

Esse é o meu conselho pra quem tiver descoberto a diabetes recentemente e/ou que tenha dificuldades em aceitar o problema. Use-a a seu favor. Diabetes é sim uma doença silenciosa, ingrata e não é pra qualquer um. Mas saiba que ela pode trazer benefícios, contanto que você a respeite, junto ao seu corpo e, principalmente, à sua vontade de viver. Não deixe que ela seja um peso, faça com que ela seja o pontapé inicial pra você ter uma vida melhor. Alimentação, exercícios, monitoramento, exames frequentes… tudo isso chega a ser óbvio, não só pra diabéticos. Mas você, como diabético, obrigatoriamente precisa disso pra ter uma vida melhor. Pense a longo prazo, no começo as coisas apertam e logo em seguida passam, aí você vai preferir deixar pra amanhã e, lá na frente, quando menos esperar, vai estar com um problema sério, como aconteceu comigo.

Você pode ter uma vida normal e muito mais saudável do que seu marido, sua mãe, seu irmão, uma amiga ou qualquer outra pessoa que não tenha a doença. Basta querer. Demorei pra entender isso, me arrependo de não ter entendido antes, o que me pouparia de muitas situações difíceis que passei, mas finalmente entendi e hoje não volto atrás!”,Fernando Peixoto Silveira, 27 anos, é diabético tipo 1, insulinodependente, ou seja, aplica insulina todos os dias.

Arquivado em: Destaque, Entrevistas

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Claudia Costa diz

    26 de março de 2018 em 17:50

    Como sempre uma matéria esclarecedora. Obrigada a cada um que contribuiu com depoimentos. Certamente ajudará muitos diabéticos e familiares, que convivem com a doença ou que acabam de descobrir. Meu filho Fernando é diabético infanto juvenil, e hoje, aos 27 anos, dá o seus testemunho de força, coragem e superação. Parabéns Cláudia!

    Responder
  2. Benedito Teixeira Junior diz

    26 de março de 2018 em 19:04

    Gostei do artigo .
    Muito instrutivo.

    Responder
  3. Rozângela Ortiz diz

    27 de março de 2018 em 18:12

    Linda matéria e esclarecedora, verdadeiros guerreiros mesmo, enfrentar essa doença deve ser mesmo muito dificel! Parabéns Claudia pela iniciativa de trazer esse assunto para o Portal 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻🙏🏼

    Responder
    • Claudia Costa diz

      27 de março de 2018 em 18:15

      obrigado Rosângela. Temos sempre enfatizar a prevenção e os cuidados que os pacientes devem ter para manter uma vida com qualidade. obrigado pelo apoio.

      Responder
  4. Heloísa Bettoni diz

    1 de abril de 2018 em 01:12

    Gostei muito da matéria e o depoimento do Fernando foi excelente pois foi muito esclarecedora. Desejo muitas bênçãos e muita saúde para ele

    Responder
  5. Eloah diz

    14 de novembro de 2019 em 09:11

    PARABÉNS! Matéria útil e esclarecedora.

    Responder
    • Claudia Costa diz

      14 de novembro de 2019 em 13:15

      obrigado pelo incentivo!!!

      Responder

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