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Arco e flecha

2 de janeiro de 2020 por Claudia Costa 2 Comentários

A arma símbolo do Robin Hood, além de ser um esporte olímpico, virou hobby de muitas pessoas

Por Claudia Costa

Concentração, disciplina, força e postura são apenas alguns dos benefícios que a prática do arqueirismo (arco e flecha) produz em seus praticantes. A modalidade esportiva é uma das mais antigas. Há mais de 5 mil anos, os anciões egípcios já preparavam os arcos para seus guerreiros. Os segredos eram transmitidos cerimonialmente de pai para filho. Nos Jogos Olímpicos de 1908, realizados na Inglaterra, participaram cerca de 200 arqueiros da Europa e da América do Norte, mas o esporte teve um destaque especial nos Jogos Olímpicos de 1992, na Espanha. Um dos momentos mais belos da história dos jogos aconteceu durante a abertura oficial, quando a pira foi acesa com uma flecha flamejante.

Na região de Londrina, um grupo de pessoas com diferentes atividades profissionais se reúne numa chácara todos os sábados à tarde para praticar o arqueirismo. O grupo é liderado pelo fisioterapeuta Afonso Ogawa, que há cinco anos começou a praticar a modalidade por lazer. Ele conseguiu com um amigo o espaço onde montaram uma infraestrutura para a prática do arco e flecha e até os alvos eles mesmos produziram. O grupo conta com aproximadamente 15 pessoas e mais se parece com uma confraria, pois além da prática do tiro ao alvo eles cultivam plantas na chácara e sempre preparam algum prato especial.

O fisioterapeuta Afonso Ogawa é técnico em arco e flecha e o grande mobilizador do grupo que se reúne na chácara para treinar

No tiro com arco existem várias distâncias (18, 30, 50 e 70 metros) entre a posição em que o atirador fica até o alvo. No tiro olímpico a distância é de 70 metros. Na chácara, os praticantes se posicionam até 22 metros do anteparo do alvo (estrutura de 90×90 cm), sendo que o alvo em si tem 40 centímetros. Daí o desafio e as dificuldades que envolvem a modalidade (posicionamento correto, força, concentração e disciplina) que cada um tem que conseguir para atingir o objetivo.

Ogawa, 56 anos, que conquistou recentemente o título de Instrutor Nível I pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco, explica que decidiu que iria fazer algo diferente e começou a pesquisar uma atividade para praticar. Desde então, ele faz aulas em Curitiba com Eduardo Oliveira, diretor técnico e de treinamento da Ecco Archery e técnico internacional da International Field Archery.

 

Ele possui 15 arcos e é quem orienta e acaba comprando para os amigos todos os equipamentos (arco, flecha, aljava, protetor de braço, luva com dedeira) para a prática da modalidade. “O nosso grupo é bem unido e o gostoso é que cada um segue seu ritmo. Cada um dos participantes dá em média 200 tiros e caminhamos até 40 metros cada vez que vamos até o alvo pegar as flechas. Portanto, o esporte contribui para o condicionamento físico, pois andamos uns cinco mil metros por sábado”, explica ele, demonstrando a satisfação em poder compartilhar com os amigos o aprendizado da modalidade. “Gosto muito de poder transmitir o que aprendi e ver a evolução dos amigos.”

O corretor de café Carlos Amaral Monteiro é um aficcionado por arco e flecha. Ele também é instrutor da modalidade, possui 18 arcos

O corretor de café Carlos Amaral Monteiro, 58 anos, também é um aficionado por arco e flecha. Ele conta que o primeiro tiro que deu foi há quatro anos no consultório de Afonso Ogawa e desde então não deixou mais de praticar a modalidade. Carlos e Afonso são excelentes atiradores e observá-los a acertar o alvo com tanta facilidade não dá a dimensão das dificuldades que envolvem a prática deste esporte. Monteiro possui 18 arcos, tendo inclusive um arco olímpico, de fibra de carbono, que custou R$ 10 mil – os outros arcos são mais baratos, em média R$ 1 mil. Ele também é instrutor de tiro com flecha, sendo instrutor Field Nível I e CTbarco da Confederação Brasileira de Tiro com Flecha Nível 2. Os instrutores possuem um regulamento com regras de segurança, técnicas básicas, manutenção de equipamentos e responsabilidades para o ensinamento e treinamento da modalidade.

Elas também são boas de tiro

 

“Para mim é uma terapia vir para a chácara todo sábado”, explica a Tânia Esper, mãe de dois filhos e avó de um bebê de cinco meses.

 

 

“Aumentou minha concentração e judou bastante a diminuir a ansiedade. Este esporte é bem relaxante”, salienta Giovanna Gorini
A fisioterapeuta Priscila Ostuka, também é a fotógrafa oficial do grupo, registrando cada movimento e conquista dos amigos
“Estou praticando há três meses, mas vivenciei o resultado que a modalidade trouxe para minha filha”, afirma o professor Lázaro.

As mulheres também são adeptas de tiro com arco. A fisioterapeuta Priscila Ostuka, 36 anos; a professora Tânia Regina Esper, 59 anos; e a acadêmica de Biologia Giovanna Gorini, 21 anos, são algumas das participantes do grupo. Priscila começou a treinar há um ano como terapia e forma de lazer. Durante algum tempo ela acompanhou as aulas que o Afonso fazia em Curitiba. Ela também é a fotógrafa oficial do grupo, registrando cada movimento e conquista dos amigos. Outro hobby que Priscila pratica na chácara é cuidar das frutas e flores e das hortaliças que são usadas nas comidas preparadas pelo grupo. A professora Tânia vem todos os sábados de Arapongas, onde mora, para treinar arco com os amigos. “Nosso grupo é muito bom de conviver. Cada um tem seu tempo e esse esporte ajuda muito na postura. Para mim é uma terapia vir para a chácara todo sábado”, diz ela, que é mãe de dois filhos e avó de um bebê de cinco meses. A estudante Giovanna vai com o pai, o professor Lázaro Gorini. Ela explica que o esporte a ajudou no período que fazia cursinho. “Aumentou minha concentração e me ajudou bastante a diminuir a ansiedade. Eu tinha muita insônia e este esporte é bem relaxante”, salienta. Seu pai enfatiza a importância que o esporte teve na vida da filha. “Estou praticando há três meses, mas vivenciei o resultado que a modalidade trouxe para a Giovanna, além de ser um esporte elegante”, afirma o professor.Jovem promessa

Uma grande promessa do grupo é o jovem Henrique Lopes, de apenas 15 anos. Ele está praticando arco e flecha há dois meses, mas com grande desenvoltura e assertividade. “Sempre gostei do esporte. Quando via os filmes de ação imaginava um dia aprender e aqui estou”, diz o jovem, que também pratica ciclismo e natação.

“Quando via os filmes de ação imaginava um dia aprender arco e aqui estou”, diz o jovem Henrique Lopes

O professor Adolfo Matsuo, 54 anos, pratica o esporte há um ano. Segundo ele, a modalidade é uma grande terapia. “Conviver com os amigos aqui é muito bom, é muito relaxante”, explica ele, salientando que recebe as orientações técnicas dos instrutores Afonso Ogawa e Carlos Monteiro.

“Conviver com os amigos aqui é muito bom, é muito relaxante”,, firma o professor Adolfo Matsuo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTES:

Federação Paulista de Arco e Flecha

http://www.fpaf.com.br/home/index.php?option=com_content&view=article&id=2&Itemid=135

Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO)

http://www.cbtarco.org.br/pdfs/1401075463REGULAMENTO%20VF.pdf

  • Matéria original publicada em 21 de agosto 2018

Agradecimentos:

Fotos: Arquivo pessoal

  • Arte/capa: Alecksey WilliansRevisão:  
  • Jackson Liasch (fone (43) 99944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com)

Arquivado em: Destaque, Sem categoria

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Antonio Tazima diz

    21 de agosto de 2018 em 15:36

    Reportagem muito boa e o grupo está de parabéns !

    Responder
  2. Mafalda diz

    21 de agosto de 2018 em 16:48

    Matéria excelente. Parabéns Claudia.

    Responder

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