Por Claudia Costa
O Prêmio Nobel de Medicina 2018 foi conquistado por dois pesquisadores pioneiros pelos trabalhos desenvolvidos no uso da imunoterapia no tratamento contra o câncer. O imunologista e químico japonês Tasuko Honjo e o norte-americano James P. Alisson descobriram como despertar as células do nosso sistema imunológico e usá-las para atacar os tumores.
É importante entender que o “câncer” é um nome genérico dado para um conjunto de doenças em que uma de nossas células sofre uma mutação e começa a se multiplicar descontroladamente. A doença é um “erro de digitação” no DNA. Algumas dessas mutações podem ser herdadas dos pais; outras, induzidas por fatores externos, como tabagismo e má alimentação.
A imunoterapia utiliza medicamentos que fazem com que o próprio sistema de defesa do organismo reaja às células cancerosas, combatendo-as. Este procedimento é relativamente novo, mas tem obtido excelentes resultados. O tratamento do câncer pode ser feito por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.
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Segundo a médica oncologista clínica Marcela Jorge Uchôa, a imunoterapia não é usada em todos os tipos de câncer. “Utilizamos esse método principalmente no tratamento de tumores de pele (melanomas), de bexiga, rim, pulmão”, salienta a especialista que trabalha no Hospital de Câncer de Londrina e no Centro de Oncologia e Radioterapia de Londrina. Ela atua na área há 10 anos e também estagiou durante cinco anos no Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, uma referência no tratamento clínico e cirúrgico de pacientes com câncer e doenças oncológicas.
A doutora Marcela está bastante otimista com o avanço que a imunoterapia trouxe para os pacientes com câncer. “É um tratamento menos agressivo que a quimioterapia e os resultados, em alguns casos, são excelentes”, diz ela.
O uso da imunoterapia no tratamento do câncer possui cobertura pelos planos de saúde, porém os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não estão tendo direito a essa terapia. Apenas o Hospital de Câncer de Barretos (Hospital de Amor), localizado na cidade de Barretos, interior do Estado de São Paulo, começou a oferecer a imunoterapia para tratar câncer pelo SUS no País, conforme reportagem do portal de notícias R7.
Nesta entrevista ao Portal IDEIA DELAS, a médica oncologista clínica Marcela Jorge Uchôa explica sobre a imunoterapia e em que casos este tratamento é utilizado.
Serviço:
- Hospital de Câncer de Londrina
- Hospital Erasto Gaertner – Curitiba
https://www.erastogaertner.com.br/
- Hospital de Câncer de Barretos – Estado de São Paulo https://www.hcancerbarretos.com.br/
Fontes:
INCA -Instituto Nacional do Câncer
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=104
Portal R7 – https://noticias.r7.com/saude/hospital-de-barretos-e-1-a-oferecer-
Revista Super Interessante – https://super.abril.com.br/ciencia/nobel-de-medicina-2018-vai-para-os-pais-da-imunoterapia-contra-o-cancer/


Claudia parabens pela materia .Super interessante e util a todos nos dias de hoje eu já tinha ouvido falar sobre imunoterapia e tinha muita vontade de saber mais sobre o assunto.
Obrigada , e um forte abraço, Kássima Karina Finardi
Obrigada Kassima pelo incentivo. Este tratamento é uma nova esperança na busca da cura desta doença.
Excelente matéria. A ciência vai avançando e as pessoas precisam tomar conhecimento disso. Parabéns!
Já não era sem tempo. Tanto sofrimento com as quimioterapia e radioterapias na batalha contra o câncer. A Imunoterapia brilha como uma luz de Esperança.