
Cristye Vilas Boas
Para os mais céticos, o dia dos namorados é um grande clichê endossado pelo capitalismo que vivemos. Para os mais românticos, contudo, é a ocasião perfeita para surpreender quem se ama e criar lembranças especiais. Ainda que sejam presentes ou surpresas mais simples, ou até viagens e situações mais elaboradas, a intenção é sempre que conta. Perguntando um pouco aqui e ali, é possível descobrir que são várias as pessoas que guardam consigo memórias muito preciosas dessa data. E, mesmo com apenas algumas dessas, somos capazes de nos emocionar e ceder sorrisos só de ouvir o amor na voz de quem conta.

Bruna Favaro tem 25 anos e é professora da rede municipal de Londrina – e, para ela, o dia dos namorados é bastante especial. Foi nessa data que seu atual noivo, Lucas Jardim, de 23 anos, a pediu em namoro. “Nós já éramos amigos havia algum tempo… ele era um dos melhores amigos do meu irmão”, ela conta. “Naquela época, ele já havia contado para o meu pai e meu irmão que me pediria em namoro, pedindo a permissão deles. Então, no dia dos namorados, fomos a um show eletrônico que nós gostamos muito. Foi quando um dj de quem gosto bastante estava tocando que ele fez o pedido.”
Um ano depois, em 2017, Lucas fez da data mais uma vez o carro-chefe de uma surpresa especial. “Foi o presente que mais me marcou até hoje”, diz Bruna. Lucas havia feito uma caixa explosiva – uma caixa em que várias partes se abrem e, de cada uma, saem fotos, cartas e surpresinhas. “Para mim o melhor de tudo foi todo o esforço e o tempo que ele colocou naquela caixa… Ele não é muito bom com trabalhos manuais, e ela ficou linda!”, ri Bruna, lembrando-se da surpresa. “Depois, a mãe dele me contou que ele passou dias preparando a caixa, cortando, colando… Ele me deu ela junto com um relógio, mas para mim todo o trabalho dele foi mais importante.”
Hoje, Bruna e Lucas estão noivos e planejam se casar até 2021. Enquanto isso, guardam dinheiro para a cerimônia e têm certeza de que, daqui para a frente, será um mundo ainda mais vasto de surpresas e de amor. “Como é gostoso relembrar esses momentos”, finaliza Bruna. “Na correria do dia a dia, acabamos nos esquecendo do quanto eles são especiais.”

Sidney Figueiredo, de 45 anos, é diretor de criação. Roseane Figueiredo, de 44 anos, administradora. Antes de casarem, Cicinho e Rose namoraram por oito anos. Mesmo namorando tanto tempo, ele confessa – entre risadas – que não era muito romântico. “O que aconteceu um dia é que disse assim para a Rose: ‘Eu até gostaria de ganhar uma daquelas cestas de namorados. Mas aí teria que ser uma coisa mais masculina, né? Um uísque, umas alcaparras, chocolates belgas…’”, ele lembra. “Eu falei mais brincando, mas a Rose fez mesmo, e me entregou uma daquelas cestas, mas do jeito que pedi, mais ‘masculina’. Na época tínhamos três anos de namoro e esse foi o auge do nosso romantismo!”

Caroline Motoori tem 21 anos de idade e estuda biomedicina na Universidade Estadual de Londrina (UEL); Álvaro Paixão, da mesma idade, estuda Direito na UEL. Os dois estão juntos há quatro anos e também têm uma espécie de comemoração dupla no dia dos namorados. O aniversário de Caroline é no dia 8 de junho, apenas alguns dias antes do especial dia 12. Sendo assim, Álvaro sempre capricha nas surpresas. “No ano passado, a Carol queria muito uma câmera daquelas que tiram fotos instantâneas”, diz Álvaro. “Sempre que íamos ao shopping e passávamos em frente à loja em que era vendida, ela parava e comentava que podíamos guardar dinheiro e comprar juntos, para registrar nossos momentos e fazer um álbum.”
Ele conta que, então, planejou comprar a câmera para Caroline, com algumas de suas economias. “Fomos ao shopping e ele me disse que precisava ver umas coisas, que era pra eu dar uma volta”, ri Caroline. “Achei um pouco estranho, mas estava desconfiada de que ele estava olhando algum presente, por conta da data, e fui. Só que aí ele demorou demais, dei voltas e voltas e ele não aparecia, até que liguei para ele brava, dizendo que iria para o carro.”
“A Carol é muito ansiosa”, Álvaro diz. “Mas foi no carro mesmo que escondi o presente! Ela ficou muito surpresa e amou. Fiz um vídeo na época e a gravei abrindo o carro e descobrindo o que era.”
“Acho que essa foi a mais especial, mas teve uma outra também, que para mim foi muito importante”, fala Caroline. “Em 2017, lembro que na véspera do dia dos namorados eu passei muito mal, porque minha gastrite tinha atacado. Lembro que das 5h da manhã até as 7h do dia 12 eu passei acordada, vomitando, com dor. Às 8h da manhã, de repente, o Álvaro apareceu lá, com um monte de rosas e uma cesta enorme de chocolates!”
“Lembro-me que fui buscar as rosas supercedo!” ele conta. “Coloquei o celular para despertar, peguei o carro e fui pra lá assim que abriu. Depois passei pegar a cesta e fui pra casa da Carol. Liguei para ela e disse para ela olhar pela sacada, porque eu estava lá. Na hora ela não acreditou e correu para confirmar. Quando me viu, ficou muito emocionada.”
“E o mais interessante desse dia é que, depois disso, a minha gastrite passou!”, Caroline ri outra vez. “Passei o dia comendo muito chocolate e coloquei uma das rosas dentro de um dos meus livros preferidos.”

Valéria Rubo, de 51 anos, e Marcos Rubo, de 46, são casados há 22 anos, fora os quatro de namoro antes do casamento. Valéria conta que para ela e o marido o dia dos namorados é sempre especial. “Pode ser um dia de trabalho comum, mas que começa com bilhetinhos no espelho ou um cafezinho no London Café”, ela descreve. “Às vezes é um jantar à luz de velas na sala do apartamento mesmo. Mas o que fizemos de mais especial, até hoje, foi uma viagem de improviso, combinada às vésperas. Ele me convidou e, sem pensar muito, aceitei.”
- Cristye Vilas Boas é estudante de jornalismo na Universidade Estadual de Londrina e estagiária do Portal Ideia Delas.
Fotos: arquivo pessoal e pixabay
Revisão: Jackson Liasch


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