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Atenção redobrada: a otite nos cães é mais comum no verão

28 de janeiro de 2023 por Claudia Costa Deixe um comentário

Conheça cinco fatos sobre otite dos cães.  A doença, que tem grande incidência no verão, é um dos problemas mais frequentes na clínica de pequenos animais

Uma das doenças mais comuns dos cães é a otite, inflamação do conduto auditivo, responsável por muita dor e desconforto para os animais, interferindo diretamente no seu bem-estar. Quase sempre as otites acontecem devido à proliferação de fungos, ácaros ou bactérias no conduto auditivo dos cães, mas fatores genéticos e ambientais podem favorecer seu aparecimento.

A médica-veterinária gerente de produtos pets da Ceva Saúde Animal, Fernanda Ambrosino, enumerou cinco curiosidades importantes sobre as otites que todo tutor deveria saber:

1) Existem três regiões em que as otites podem acontecer

A orelha externa é responsável por coletar o som no ambiente e levá-lo, por meio de um canal, à orelha média. Ela é, basicamente, a orelha como enxergamos – tecido cartilaginoso coberto por pelos – e o canal auditivo, que é responsável por levar o som até os tímpanos. A orelha média é composta pelo tímpano e uma pequena câmara de ar com três pequenos ossos – martelo, bigorna e estribo – e têm também a janela oval e a trompa de Eustáquio. Já na orelha interna ficam a cóclea, que é o órgão responsável pela audição, e o sistema vestibular, que auxilia na manutenção do equilíbrio.

“As otites podem ser classificadas como otite externa, otite média ou otite interna de acordo com a região em que a inflamação acontece. A conduta de tratamento pode variar de acordo com a região acometida, por isso é importante o diagnóstico preciso do médico-veterinário”, explica.

 

2) Não são apenas os cães com orelhas grandes que sofrem com o problema!

Cachorros com as orelhas grandes e pendulares (caídas) têm mais chances de ter a infecção, porque elas atuam como verdadeiros abafadores do conduto auditivo, o que facilita a manutenção da umidade, deixando um ambiente perfeito para a proliferação de fungos e bactérias.

“Muitas vezes pensamos que as orelhas curtinhas e pontudas têm menos risco de sofrer com otite porque estão sempre bem ventiladas, mas a verdade é que elas também têm uma menor proteção contra a entrada de água, sujidades e outras impurezas, que acabam causando a irritação e inflamação dos tecidos”, comenta.

Atenção redobrada para as raças Cocker Spaniel, Buldogue, Chihuahua, Teckel, Basset Hound, Golden Retriever, Dachshund, Labrador e Pastor Alemão, que podem apresentar maior propensão às otites.

 

3) Cães alérgicos também sofrem mais com a otite

Muitas vezes, os microrganismos causadores da otite (fungos, bactérias e ácaros) já habitam naturalmente a pele do cão e, quando ocorre algum desequilíbrio na imunidade do pet, eles se proliferam de maneira oportunista, acarretando a infecção. “Os animais que já apresentam histórico de alergia e problemas recorrentes de pele também podem apresentar mais predisposição às otites, porque a microbiota natural da pele destes animais já apresenta algum tipo de alteração ou desequilíbrio, prejudicando a defesa natural do organismo”, Fernanda elucida.

 

4) As otites são mais frequentes no verão

No verão, é comum também que os pets busquem formas de se refrescar junto aos humanos, como tomar banho de piscina ou mar, por exemplo, o que facilita a entrada de água nos condutos auditivos. Se não forem limpos corretamente ao final do passeio, é possível que os condutos auditivos úmidos se tornem ambientes muito agradáveis para os fungos, ácaros e bactérias se proliferarem.

“O calor e a umidade típicos desta época do ano na maior parte do Brasil também contribuem para que os casos de otite ocorram mesmo nos cães que não frequentam praias ou piscinas, por isso o tutor precisa estar atento a qualquer sinal de incômodo, coceira ou balançar frequente de cabeça, vermelhidão ou mau cheiro na região das orelhas”, reforça.

 

5) Otites de repetição são um problemão

Quando não cuidadas de forma adequada ou quando ocorre alguma falha no tratamento, as otites podem se tornar problemas crônicos, conhecidas como otites de repetição (ou recidivantes).

“Otites de repetição são problemas maiores, porque quase sempre elas passam a ser otites internas causadas pelos microrganismos que criaram alguma resistência ao medicamento utilizado previamente no tratamento. Nestes casos, o tratamento precisa ser mais específico para o agente causador da inflamação, que deve ser identificado por meio de exames citológicos e cultura fúngica e bacteriana. Além disso, o tratamento precisa ser feito com bastante rigor, para evitar que o quadro piore”, finaliza.

As otites de repetição, quando não são possíveis de serem curadas de forma clínica por meio do uso de medicações, podem demandar intervenção cirúrgica.

 

Cuidar bem das orelhas dos pets é um gesto de cuidado e de amor, por isso é muito importante ter certeza de que elas estarão protegidas durante o banho para evitar a entrada de água no conduto auditivo, realizar a limpeza externa da orelha com ceruminolíticos específicos para os pets na periodicidade recomendada pelo médico-veterinário, e nunca remover os pelos que estão presentes nas orelhas dos cães, pois eles auxiliam na barreira protetora do conduto auditivo.

Sobre a Ceva Saúde Animal

A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção. Mais informações em: www.ceva.com.br

Texto e foto: Divulgação

 

Arquivado em: Amigos Bichos Marcados com as tags: #portalideiadelas, #verão, AmigoBichos, bacterias, Basset Hound, Buldogue, cães, CevaSaúdeAnimal, Chihuahua, Cocker Spaniel, Dachshund, dog, dordeouvido, ernanda Ambrosino, fungos, Golden Retriever, imunidade, infecções, inflamaçao, Labrador, otite, otitesderepetição, Pastor Alemão, pequenosanimais, pet, Teckel, tutor, veterinaria

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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