• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

Curitiba chega aos 333 anos com inteligência artificial na gestão pública e ainda enfrenta desafios de execução

28 de março de 2026 por Claudia Costa Deixe um comentário

Aplicações de IA já impactam mobilidade, segurança e serviços públicos, mas limitações de integração e continuidade ainda restringem a escala das soluções; especialista Gui Zanoni aponta que o avanço depende mais de gestão do que de tecnologia

Imagem do Jardim Botânico de Curitiba criada através do chat Chat GPT.

Curitiba chega aos 333 anos, que será celebrado em 29 de março, com um histórico de planejamento urbano que passa a incorporar a inteligência artificial como ferramenta operacional, em um movimento que leva a tecnologia do discurso para a prática e impacta diretamente a forma como a cidade responde às demandas urbanas.

O avanço da capital paranaense ocorre em contraste com o cenário nacional, marcado por limitações históricas de produtividade e pela dificuldade de transformar planejamento em execução, uma combinação que restringe a eficiência da gestão pública e mantém o Brasil distante de padrões internacionais de desempenho, conforme apontam dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e análises do FGV IBRE sobre a estagnação da produtividade nos últimos anos.

Nesse contexto, a incorporação de inteligência artificial à gestão urbana passa a ser menos uma agenda de inovação e mais um instrumento de reorganização estrutural da administração pública, ao permitir previsibilidade, leitura de padrões e melhor alocação de recursos, ainda que sua efetividade dependa diretamente da capacidade de integração entre áreas e da continuidade de políticas públicas.

“A diferença entre discutir tecnologia e operá-la na prática revela um dos principais pontos de inflexão no debate sobre modernização do setor público no país, sobretudo em um ambiente em que a baixa capacidade de implementação limita o impacto de políticas digitais. É nesse cenário que a experiência de Curitiba passa a ser interpretada como evidência concreta de aplicação”, explica Gui Zanoni, especialista em futuro do trabalho, inovação e inteligência artificial, com certificação internacional em futurismo pelo IFTF.org (2025).

Ainda segundo o especialista, o diferencial não está no acesso à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la à rotina administrativa de forma contínua, superando a lógica de projetos isolados e avançando para um modelo de gestão orientado por dados, no qual a tomada de decisão passa a se apoiar em evidências e não apenas em diagnósticos pontuais.

“O impacto da inteligência artificial na gestão pública está diretamente ligado à capacidade de reduzir custo e aumentar eficiência, porque ao organizar dados e antecipar demandas o poder público passa a operar com mais precisão e menos desperdício”, diz.

Na prática, a capital disponibiliza mais de 140 serviços digitais, que incluem desde o agendamento de consultas médicas pelo aplicativo Saúde Já até solicitações de manutenção urbana, coleta de resíduos e atendimento social, formando uma base estruturada de dados que permite a aplicação de inteligência artificial para análise de demandas, identificação de padrões e organização da resposta pública.

Na mobilidade urbana, o uso de dados orienta ajustes operacionais com base no fluxo de passageiros e veículos, enquanto sistemas de monitoramento contribuem para a gestão do trânsito; já na segurança pública, a integração de informações amplia a capacidade de prevenção e resposta, com apoio de análises preditivas que reorganizam a atuação do poder público de forma mais precisa.

Apesar dos avanços na digitalização e na integração de serviços, a experiência urbana ainda apresenta pontos de fricção, sobretudo em demandas que exigem coordenação entre diferentes áreas da administração, como saúde, infraestrutura e atendimento social, onde a informação já está disponível, mas a execução ainda ocorre de forma fragmentada, o que evidencia limites na transformação dos dados em ação.

Esse conjunto de fatores evidencia gargalos estruturais de execução na gestão pública brasileira, que limitam a capacidade de transformar tecnologia em eficiência operacional. “O desafio não está na geração de dados, mas na capacidade de transformá-los em ação coordenada, porque sem integração entre áreas a inteligência artificial opera sobre uma estrutura que ainda é fragmentada”, explica Gui Zanoni.

O modelo desenvolvido em Curitiba também se sustenta em um ecossistema estruturado de inovação, com destaque para o Vale do Pinhão, que conecta poder público, universidades e empresas na criação de soluções aplicadas à cidade, tendo o Pinhão Hub, inaugurado em 2024, como ponto de articulação entre esses agentes e como espaço de convergência entre tecnologia e gestão urbana.

A instituição do Dia das Cidades Inteligentes, por lei municipal em 2025, celebrado em 12 de março, reforça essa estratégia ao integrar o tema à agenda pública da cidade e associar inovação, sustentabilidade e planejamento urbano em uma mesma lógica de desenvolvimento, conectada ao aniversário do próprio Pinhão Hub.

O reconhecimento internacional desse modelo ocorreu em 2023, quando Curitiba foi eleita a cidade mais inteligente do mundo no World Smart City Awards, na Espanha, resultado da integração entre planejamento urbano, sustentabilidade e tecnologia.

“A existência de um ecossistema como o Vale do Pinhão é um diferencial, mas não garante resultado por si só, porque a conexão entre governo, empresas e universidades precisa se traduzir em execução contínua, caso contrário a inovação permanece concentrada em projetos e não se consolida na operação da cidade”, reforça o especialista em Inovação e IA.

Para Zanoni, o principal efeito da inteligência artificial na administração pública está na capacidade de antecipar demandas e reorganizar a operação antes que os problemas se ampliem, mas esse avanço ainda esbarra em limitações como a fragmentação entre áreas, a ausência de bases de dados integradas e a descontinuidade administrativa, fatores que impactam diretamente a capacidade de execução no setor público.

“A gestão pública no Brasil ainda opera reagindo a problemas já instalados, o que gera sobrecarga, aumenta custo e reduz a eficiência; a inteligência artificial permite antecipar demandas, mas sem integração entre áreas e continuidade na execução, essa capacidade fica limitada”, afirma.

Mesmo com o avanço na aplicação de inteligência artificial, a expansão dessas soluções em Curitiba ainda depende de padronização de dados e integração entre diferentes áreas da administração, o que limita a velocidade com que iniciativas bem-sucedidas conseguem ser replicadas em toda a estrutura pública.

“O desafio deixa de ser testar soluções e passa a ser escalar, porque muitas iniciativas funcionam de forma localizada, mas encontram dificuldade para se expandir de forma consistente dentro da própria estrutura pública”, diz.

Para a população, a incorporação de inteligência artificial na gestão urbana se traduz em mudanças concretas na relação com os serviços públicos, com redução do tempo de resposta, maior previsibilidade no atendimento e menor necessidade de deslocamento para resolver demandas cotidianas, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade do poder público de organizar fluxos e priorizar atendimentos com base em dados.

“O impacto mais relevante da inteligência artificial não está na tecnologia em si, mas na forma como o cidadão percebe o serviço público, porque quando o atendimento passa a ser mais rápido, previsível e resolutivo, a relação com o Estado deixa de ser baseada em espera e passa a ser baseada em confiança”, afirma Gui Zanoni.

A replicação do modelo observado em Curitiba em outras cidades brasileiras ainda depende de fatores estruturais, como a consolidação de bases de dados integradas, a qualificação técnica de equipes e a capacidade de coordenação entre diferentes áreas da administração pública, elementos que influenciam diretamente a escala e a continuidade de iniciativas baseadas em tecnologia.

“O avanço da inteligência artificial não depende apenas de tecnologia, mas da maturidade da gestão pública, porque é essa base que determina se a inovação se transforma em eficiência ou se permanece restrita a iniciativas isoladas”, conclui Gui Zanoni.

Texto e imagem: divulgação

Arquivado em: Variedades Marcados com as tags: #curitiba, aniversario, ANIVERSARIO DE CURITIBA, GESTÃO PUBLICA, Gui Zanoni, iNTELIGENCIA ARTIFICIAL

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

Reader Interactions

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

Campos do Jordão recebe concerto à luz de velas com temática de roda de viola durante o feriado de Páscoa

28 de março de 2026 por Claudia Costa

Gregorio Duvivier apresenta o sucesso “O Céu da Língua” em São Paulo no Teatro Bradesco

27 de março de 2026 por Claudia Costa

Programa da Plaenge incentiva a carreira em Engenharia Civil

26 de março de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login