• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

“Pá de Cal (Ray-lux)”

10 de março de 2020 por Claudia Costa Deixe um comentário

A nova produção da Cia Teatro Independente, com dramaturgia inédita de Jô Bilac e direção de Paulo Verlings, estreia dia 12 de março, no CCBB Rio.

O Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, recebe de 12 de março a 20 de abril, quinta a segunda, às 20horas, o espetáculo “Pá de Cal (Ray-lux)”, com dramaturgia inédita do premiado autor Jô Bilac, direção de Paulo Verlings e os atores Carolina Pismel, Isaac Bernat, Orlando Caldeira, Pedro Henrique França e Ruth Mariana no elenco. A trama gira em torno da morte do membro mais jovem de uma família e de como serão terceirizadas as responsabilidades nas decisões seguintes ao trágico acontecimento. O projeto tem patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo Federal.

“Pá de Cal (Ray-lux)” é o novo espetáculo da Cia Teatro Independente, que em 2020 completa 14 anos de existência.

– O espetáculo narra uma relação “familiar” por uma perspectiva diferente. Através das representatividades discutimos o quanto nós hoje na contemporaneidade terceirizamos nossas relações –, comenta o diretor Paulo Verlings, também responsável pelo argumento e idealização da peça. – Atravessamos questões como culpa, ausência de diálogo e afeto, a partir de um acontecimento trágico.

A expressão “Pá de Cal” quer dizer que fará uma última referência a um assunto não prazeroso. Já “Ray-lux” se refere ao nome de uma urna funerária tão cara, que custa o preço de um automóvel.

A trama de “Pá de Cal (Ray-lux)” parte do suicídio de um personagem central, ou seja, ele está ausente. O mesmo acontece com suas irmãs que mandam representantes para a reunião “familiar” na qual irá se definir o destino do pai dessa família e também o destino da mãe do morto (uma antiga empregada), que também manda seu representante. O morto também é representado por uma pessoa com quem conviveu em terras estrangeiras. Além de uma morte traumática a peça lida com a terceirização de responsabilidades e de como essas representatividades interferem na boa condução das questões. Toda a ação se desenrola na casa onde mora o patriarca, local que é foco de uma disputa pela posse, revelando interesses divergentes entre as partes. Conflitos inesperados emergem a partir desse encontro. Com o passar do tempo, as relações entre pai e seus filhos – representados – se revelam aos espectadores cada vez mais límpidas e latentes.

Com “Pá de Cal (Ray-lux)” o Teatro Independente se debruça sobre um tema delicado, mas emergencial e a favor da vida. O Brasil está na contra mão da tendência mundial em relação aos índices de suicídios. Dados da OMS mostram que por aqui as taxas de suicídio foram 7% maiores em 2016, último ano da pesquisa, do que em 2010. Já o índice global teve queda de 9,8%.

Quanto à linguagem interpretativa, o encenador Paulo Verlings juntamente com seus atores se concentram em explorar performances naturalistas, porém não realistas, com fisicalidade intensa, para que desloquem o espectador, através de uma relação estética quotidiana de ação, para o universo dos vínculos catárticos em que se baseiam as relações familiares ali abordadas.

Para a escalação do elenco a Cia pensou em arquétipos bem distintos para formar um elenco brasileiro, com muitas diversidades, personagens reais, pessoas críveis. “Colocamos em cena o retrato real da miscigenação do Brasil”, comenta Verlings.

Ao comentar a direção, Verlings diz que “cada processo é único. Os espetáculos tomam seus espaços naturalmente na minha mente e o processo criativo se dá de forma muito natural e intensa. Em ‘Alguém acaba de morrer lá fora’, também do Jô Bilac, minha primeira direção, já era uma dramaturgia que me interessava explorar esteticamente. Já ‘ELA’, com dramaturgia de Marcia Zanelatto, é um argumento idealizado por mim, por conta do meu interesse sobre a síndrome de mesmo nome. Em ‘Pá de Cal’, eu também idealizei o argumento e o Jô Bilac comprou a ideia, transcendeu e construiu uma dramaturgia potente, ágil e intrigante.”

– Logo após a experiência de viver/criar com a Cia Marginal “Hoje não saio daqui”, dentro da Maré, peça itinerante, céu aberto… um atravessamento sem volta. E a Cia Teatro Independente tem isso de DNA. Cada um trabalha em seus rolês à parte e depois de anos a gente volta para a sala de criação com as vivências que tivemos nesse hiato. Seja na televisão, cinema, teatro, o sentido de estarmos juntos é a simbiose dessas vivências, independente e coletiva. Voltar hoje para um teatro com palco italiano, com a minha Cia e com a ideia de trazer convidados, nasce justamente da necessidade de diálogo com diferentes encontros. E “Pá de Cal” fala essencialmente disso: a natureza do diálogo dos encontros. As tramas são como um fio de um painel, esse painel é o espetáculo, com áspero/ sensível/vivo,  esse painel não é o espelho da sociedade, ele quebra justamente esse espelho, o que nos permite permear caminhos poéticos e carnais. O humor e a tragédia são traços que identificam a gente não só como grupo, revela uma identidade que reflete os paradoxos do nosso país, da nossa sociedade, da vida – conclui Jô Bilac.

Cia TEATRO INDEPENDENTE

Fundada em 2006, a Teatro Independente vem mantendo seu compromisso de permanecer em movimento constante. Com o interesse voltado para a pesquisa continuada e a crença de que o processo colaborativo é capaz de democratizar e enriquecer as possibilidades de criação cênica.

A formação do Teatro Independente se configura com o dramaturgo Jô Bilac, autor de todos os espetáculos da Cia, as atrizes Carolina Pismel, Júlia Marini e o ator, diretor e produtor Paulo Verlings.

O repertório do Teatro Independente conta com os espetáculos: “Cachorro!” (2007), indicado ao Prêmio Shell RJ de Melhor Direção (Viniciús Arneiro), a peça narra a trajetória de uma mulher casada que tem como amante o melhor amigo do marido. A sensação de perigo constante e o desejo pelo proibido fazem com que os amantes se arrisquem mais do que deveriam; “REBÚ” (2009), indicado ao Prêmio APCA de Melhor Autor (Jô Bilac), a história se passa no século XIX, quando o jovem casal Matias e Bianca se preparam para receber a visita de Vladini, irmã adoentada do chefe da casa, ela traz consigo uma espécie de filho. A presença dos visitantes traz à tona embates e revelações; “Cucaracha” (2012), a peça aborda a delicada relação de afeto e dependência entre Vilma e Mirrage, respectivamente uma paciente em coma e uma enfermeira. A peça investiga temas como amizade e futuro, em duas frágeis perspectivas de liberdade.

Em 2014, o Teatro Independente foi convidado a integrar a equipe de “Beije Minha Lápide”, espetáculo inpirado na vida de Oscar Wilde, produzido pela Pequena Central, estrelado por Marco Nanini e dirigido por Bel Garcia, onde Jô Bilac assinou a dramaturgia original e os atores Carolina Pismel, Julia Mairini e Paulo Verlings dividiram a cena com Marco Nanini.

Ficha técnica

Dramaturgia: Jô Bilac
Direção: Paulo Verlings
Diretora Assistente: Mariah Valeiras
Elenco: Carolina Pismel, Isaac Bernat, Orlando Caldeira, Pedro Henrique França e Ruth Mariana
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Karen Brusttolin
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Trilha Sonora: Rodrigo Marçal
Direção de Movimento: Toni Rodrigues
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: André Senna
Fotos de Divulgação: Paula Kossatz
Direção de Produção: Jéssica Santiago
Argumento e Idealização: Paulo Verlings
Realização: Teatro Independente e 9 Meses Produções

Serviço

Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro.
Informações: 21 3808-2020
Temporada: 12 de março a 20 de abril de 2020, quinta a segunda, às 20h.
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia entrada).
Vendas na bilheteria, de quarta a segunda, das 9h às 21h, ou pelo site www.eventim.com.br.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Duração: 70 minutos

Texto Ney Motta

Arquivado em: Acontece

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

Reader Interactions

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

“Quase Inverno” estreia no dia 11 no Olhar de Cinema

2 de junho de 2026 por Claudia Costa

Saúde mental vira dado obrigatório na gestão de riscos ocupacionais

29 de maio de 2026 por Claudia Costa

Mercado Municipal de Curitiba realiza festival gastronômico inspirado na Copa do Mundo

28 de maio de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login