O dentista Pedro Nogueira , o publicitário Leopoldo Cesar, o médico Ivan Pozzi, o dentista Hélio Takeda e a médica psicanalista Ivani do Carmo são profissionais bem sucedidos em suas áreas de atuação. Porém, todos eles devotam à música um amor incondicional.

Por Claudia Costa
Ela é uma comunicação universal, muitas vezes não precisa entender o significado das palavras, mas sentir os sons da sua melodia (sequência de notas ou sons que se relacionam reciprocamente de modo a formar um todo harmônico). A música une as pessoas, expressa seus sentimentos de amor, tristeza, esperança, sonhos, indignação….enfim, ela expressa a vida! Ela é a expressão cultural de um povo, com sua riqueza de ritmos e estilos.
“A música nos aproxima de DEUS”, foi uma frase que ouvi certa vez do meu filho sobre o impacto que ela tem em nossas vidas. Para mim faz todo sentido essa frase!
Uma das definições da música é que ela é a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira agradável ao ouvido. No sentido amplo é a organização temporal de sons e silêncios.
Segundo o maestro e compositor Antônio Carlos Jobim, o Tom Jobim, “só a linguagem musical basta.” Aliás, este é o título de um documentário dirigido por sua neta Dora Jobim, em parceria com o diretor Nelson Pereira dos Santos. O documentário denominado “A música Segundo Tom Jobim” revela em imagens de arquivo diversas interpretações de músicas do compositor sem qualquer tipo de narração, depoimento ou legendas.” Entre os artistas apresentados no filme, estão Gal Costa, Judy Garland, Frank Sinatra, Paulinho da Viola, Gilberto Gil e Ella Fitzgerald, entre muitos outros.
Famosos ou anônimos, cada um a sua maneira, encontra na música a maneira de se expressar. Nesta entrevista, o Portal IDEIA DELAS conversou com alguns profissionais de diversas áreas, mas que também são conhecidos pelo amor que devotam à música.
PEDRO DOS SANTOS NOGUEIRA JÚNIOR, 53 anos, dentista, morador de Jacareí (São Paulo)
Ele é um apaixonado pela Música Popular Brasileira. Desde os 10 anos, Pedro toca violão e canta. Ele nunca teve banda e nem pensou em ser músico profissional, porém atualmente é um sonho que acalenta. Frequentemente é possível ouvir e ver o Pedro Nogueira cantando nos vídeos que posta em seu facebook. Seus ídolos são os grandes nomes da música Popular Brasileira (MPB) como Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil, Caetano, Edu Lobo, dentre muitos.
O dentista diz que toca e canta diariamente. “É uma terapia. Quando quero relaxar o instrumento me ajuda muito “, diz ele, revelando que a música representa uma alternativa e uma nova possibilidade para extravasar suas emoções.
LEOPOLDO CESAR, 71 anos, designer gráfico e publicitário, morador de Santos (São Paulo)

Ele conta que começou a tocar violão e guitarra aos 15 anos e que aos 17 anos formou com os amigos uma banda de rock. Ele era o contrabaixista . “Em 1968 formamos a banda JUNK, o nome da banda (lixo) é porque entendíamos que não éramos assim tão virtuosos”, lembra Leopoldo que diz que gostaria de ter sido músico profissional. “Essa é uma das grandes frustrações da minha vida, além de não ter tido um filho. Na época e talvez ainda hoje, tem gente que acha que músico não é profissão. Assim pensava meu pai, que tratou logo de me dissuadir da ideia ”.
Para Leopoldo a música é sinônimo de Paz. “Adoro música. Ela é uma fonte de inspiração e uma paixão! Diria, sem exagero, que foi na música encontrei a paz e os meus verdadeiros amigos. Toco pra relaxar, quando não tenho trabalhos a fazer”.
Os seus ídolos do publicitário são os Beatles e os Rolling Stones. “Os Beatles foram uma grande inspiração pra mim e para milhões de jovens em todo o mundo. Sobretudo porque encantavam as meninas!”, diz Leopoldo
O médico IVAN POZZI, 67 anos, morador de Londrina (Paraná)

Ele toca violão e guitarra desde os 14 anos, chegou a ter uma banda denominada Rusty. “Fomos a semente que criou a B- Side, banda fantástica, que toca na noite londrinense. Depois participei de um trio, Ordinary People, e fazíamos apresentações para os amigos”, lembra Ivan.
O médico diz que gostaria muito de ter sido músico profissional. “Minha ligação com a música é vital. De toda hora, de lembranças e descobertas”, salienta.
Suas referências musicais são os Beatles, Rolling Stones, Neil Young, Crosby, Stills and Nash, Simon & Garfunkel, Chico Buarque, Tom Jobim, dentre tantos.
O seu pai, Márcio Corrêa, foi quem o influenciou no amor pela música. Diariamente Ivan pega seus instrumentos para “brincar” como gosta de dizer. “Eu recorro a música o tempo todo, seja no trabalho, na academia, ao deitar e mesmo dormindo. Durmo com os fones no ouvido e minhas playlists ligadas”, diz ele salientando que a “Música é vida. Paz e harmonia. Melancolia e melodia. Esperança. Renascimento, desafio. Ciência e emoções, matemática e intuição”.
HÉLIO TAKEDA, DENTISTA, 65 anos, dentista, morador de Londrina (Paraná)
Desde a década de 90 ele possui a banda WET. A Bateria e os instrumentos de percussão são os seus preferidos. Hélio explica que nunca estudou música, mas que na casa de seus pais a música sempre esteve presente. Apesar da descendência oriental, é o samba e os ritmos da música baiana como a do grupo Olodum que balançam o seu coração. Hélio é autodidata quando o assunto é música. Ele conta que é um curioso e que aprendeu a tocar de ouvido os instrumentos, observando e escutando muita música. “A música brasileira é muito rica”, diz ele , salientando que suas influencias vão desde a banda britânica Led Zeplin, Beatles, até os clássicos do samba como Almir Guineto, Xande de Pilares, Zeca Pagodinho, dentre outros.
Hélio trabalha como dentista em Londrina, mas diz que não consegue viver longe da música. “ É um “vício” bom”, brinca ele. A Banda Wet é composta por 12 músicos: Alexandre, Tim , Newton, Clécio, Maike, Wilson, Baiano, Anderson, Leandro, Wesley, Hélio Takeda.
A Banda Wet é muito requisitada para festas corporativas, aniversários , casamentos e o Carnaval. A Wet está com um projeto novo na praça. É o “Yellow Samba Marine” é uma referência e homenagem a música dos Beatles “Yellow Submarine”. O Banda toca em ritmo de samba algumas músicas do grupo inglês. O projeto está sendo muito bem aceito pelo público.
A médica psicanalista IVANI DO CARMO CORREA, 75 anos, reside em Londrina (Paraná)
Ela aprendeu a tocar piano aos 5 anos de idade. Estudou em conservatório e a música clássica era o seu foco. Na juventude Ivani chegou a pensar em ser professora de piano, mas o sonho de cursar medicina falou mais alto. A música sempre esteve presente na família de Ivani. Seu tio tocava acordeon e tinha até uma banda que tocava na noite, e seu pai cantava e tocava violão.
Ivani relembra que adorava ir ao cinema principalmente para assistir aos musicais. “Eu conhecia todas as músicas dos filmes . O meu favorito foi West side story/ Amor sublime amor”, diz. A psicanalista sempre dedicou-se a música clássica e teve na pianista brasileira, Guiomar Novaes ( sucesso internacional, principalmente nos estados Unidos), sua principal referência.

Quando foi cursar medicina em Curitiba, na Universidade Federal do Paraná , acabou deixando a música um pouco de lado, pois não teve como levar o piano. Na sequência, Ivani foi cursar especialização em Psicanálise em Buenos Anires (Argentina). Casou-se e vieram os filhos, mas ela sempre acalentou o sonho de voltar a tocar piano. Ivani aproveitou a oportunidade dos filhos estarem estudando música para retornar ao Conservatório junto com eles. “Aos poucos fui voltando, mas só depois que os filhos saíram de casa é que pude me dedicar mais ao piano ” Hoje em dia , estudar piano é parte da minha rotina diária, como trabalhar e estudar. Eu sinto que vou amadurecendo a cada dia . A música, assim como a leitura, são minhas fieis companheiras. Nas horas felizes e também nos momentos de tristeza. A música me ajuda a extravasar meus sentimentos e sensações. Sou muito grata por poder desfrutar de tocar um instrumento. Aprecio ouvir, porém tocar traz outro tipo de satisfação. Tenho vários instrumentos em casa e incentivo meus netos a brincar com eles. A música nos aproxima sempre com muito afeto. Tenho me aproximado de pessoas através da música também, nos reunimos em volta do piano em despretensiosos saraus e tem sido muito bom”, diz ela.
Outra Fonte:https://ims.com.br/filme/a-musica-segundo-tom-jobim/
Fotos e vídeos: arquivo pessoal dos entrevistados


Parabéns pelo seu competente trabalho!