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Cinco passos para construir o pertencimento de pessoas com deficiência no ambiente corporativo

13 de setembro de 2025 por Claudia Costa Deixe um comentário

Ausência de ações efetivas de inclusão impacta diretamente o bem-estar, a produtividade e o engajamento dos colaboradores com deficiência

Atualmente, no Brasil, mais de 18,6 milhões de pessoas, cerca de 8,9% da população, vivem com algum tipo de deficiência física, visual, intelectual, múltipla ou são neurodivergentes, segundo a PNAD (2023). Embora existam avanços, o mercado de trabalho ainda apresenta barreiras que vão além da contratação. A ausência de acessibilidade, o despreparo das lideranças e, principalmente, a falta de ações que promovam pertencimento comprometem não só o ingresso, mas também a permanência e o engajamento contínuo das pessoas com deficiência (PcD) nas organizações.

No Brasil, a saúde mental é um tema que tem repercutido, especialmente nos últimos anos, quando houve um aumento nos índices de afastamentos por transtornos de saúde mental, burnout e ansiedade. “Para as pessoas com deficiência esses desafios são ainda maiores, além da acessibilidade, existe mais uma barreira: viver o verdadeiro pertencimento no ambiente de trabalho”, explica Flávia Mentone, especialista em diversidade e inclusão e CEO da Reponto, empresa especializada no recrutamento e seleção de pessoas com deficiência.

Segundo Flávia Mentone, a acessibilidade precisa ser pensada em pelo menos sete dimensões: arquitetônica, atitudinal, comunicacional, metodológica, instrumental, programática e natural, um conceito difundido por Romeu Sassaki, considerado pai da inclusão. Com a garantia de estrutura, é possível abrir espaço para que profissionais com deficiência possam demonstrar suas habilidades, competências e talentos para performar e se desenvolver dentro das organizações, muito além dos fatores limitantes.

A especialista destaca que esse processo de adaptação à acessibilidade completa exige preparo das equipes e lideranças para lidar com a deficiência de forma natural, sem discriminação ou capacitismo e lista 5 dicas para auxiliar as empresas que desejam gerar real pertencimento:

 

  • Capacite lideranças e equipes: o primeiro passo para incluir é realizar treinamentos e atividades com foco em letramento sobre capacitismo a fim de mitigar os estereótipos e preparar a empresa para lidar com a deficiência de forma natural, empática e respeitosa.
  • Garanta acessibilidade nos espaços: não é possível ignorar a acessibilidade arquitetônica, por isso é importante garantir adaptações razoáveis nos espaços de circulação da organização, permitindo a autonomia e mobilidade para as pessoas com deficiência.
  • Disponibilize recursos e tecnologias assistivas: se possível, invista em ferramentas que possam facilitar a rotina de trabalho desse grupo de profissionais. Muitos colaboradores com deficiência não conseguem se desenvolver nas empresas por falta de recursos, por isso é fundamental dar atenção a esse aspecto.
  • Ofereça apoio individualizado: para garantir o bem-estar emocional e o crescimento dos profissionais, analise com calma as necessidades individuais de cada colaborador e crie condições personalizadas que possam ajudar em sua permanência e engajamento dentro da empresa.
  • Construa uma cultura de pertencimento: coloque a segurança psicológica em primeiro lugar e construa um espaço onde cada profissional com deficiência se sinta à vontade para crescer e ser ele mesmo. Para isso, é possível investir em programas de integração, mentorias e acompanhamentos para progressão e desenvolvimento individual desses colaboradores, tornando a inclusão um valor real na organização.

 

Com a falta de ações efetivas de inclusão, as pessoas com deficiência acabam sofrendo isolamento e baixo envolvimento nas atividades de trabalho, o que afeta diretamente a saúde mental, produtividade e bem-estar pessoal. “Por isso, é preciso investir tempo e recursos para que eles se sintam incluídos e à vontade em um ambiente totalmente seguro. Isso é pertencimento”, finaliza a CEO da Reponto.

Sobre Flávia Mentone

Flávia é especialista em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e fundou a Reponto com o propósito de transformar a inclusão profissional de forma significativa, criando metodologias próprias para recrutamento e seleção. Psicóloga formada pela PUC-SP, com MBA em Gestão de Pessoas pela FGV e pós-graduação em Emprego Apoiado, já impactou a vida de mais de 5 mil pessoas com deficiência ao longo de sua trajetória profissional e ajudou grandes empresas a adotarem práticas inclusivas efetivas.

Sobre a Reponto

A Reponto é uma empresa especializada na jornada de atração e retenção de Pessoas com Deficiência em todo o Brasil. Com foco na experiência do candidato e no suporte às empresas, a Reponto oferece recrutamento e seleção, consultoria personalizada e programas de retenção para garantir uma inclusão efetiva e sustentável no mercado de trabalho.

Texto e foto: divulgação

Arquivado em: Inclusão - Respeito & Empatia Marcados com as tags: #cidadania #, #portalideiadelas, deficientenoambientedetrabalho, dicas, Flávia Mentone, inclusão, pertendimento, pessoadeficiente, pessoas com deficiência (PcD) nas organizações., Reponto A Reponto é uma empresa, respeito, trabalho

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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