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  Dificuldade de acesso ao crédito, taxas de juros mais altas, jornada tripla e preconceito dificultam crescimento do empreendedorismo feminino

17 de dezembro de 2025 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

Por Ana Claudia Badra Cotait, Presidente do CMEC Nacional

Em 2025 o empreendedorismo feminino no Brasil alcançou números que merecem comemoração e atenção. Os dados mostram que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no país, um recorde que expressa tanto a resiliência quanto a iniciativa feminina diante de um mercado em transformação.

Apesar desse aumento em participação, o cenário revela fragilidades estruturais que podem limitar a sustentabilidade e o crescimento desses empreendimentos. Em termos de representatividade, as mulheres corresponderam a cerca de 34% dos empreendedores, sinalizando progresso, mas também a existência de barreiras em relação à igualdade de gênero na economia.

Um dos maiores desafios que nossas empreendedoras enfrentam é o acesso ao crédito. Estudos apontam que apenas uma parcela reduzida dos recursos destinados a pequenos negócios – cerca de 25% –  chega às mulheres enquanto existem muitas linhas que beneficiam majoritariamente empreendimentos masculinos. Essa diferença significa menos capital para investimentos, estoque e profissionalização das empresas lideradas por mulheres.

Outro problema são as taxas de juros mais altas cobradas das empreendedoras. Pesquisas apontam que empresárias, especialmente as microempreendedoras, chegam a pagar taxas médias efetivas superiores às dos homens, reduzindo ainda mais a viabilidade financeira de expansão dos seus negócios. Essa diferença agrava desigualdades já existentes e aumenta o risco de endividamento e de fechamento prematuro.

Outro aspecto que precisa ser considerado é a jornada das empreendedoras. Muitas mulheres acumulam uma jornada dupla ou tripla que engloba administrar o negócio, cuidar da casa e também da família, o que limita tempo para gestão estratégica, capacitação, networking e busca por novos mercados. Pesquisas apontam alto índice de sobrecarga das empreendedoras, com impactos diretos na produtividade, na capacidade de inovação e na expansão dos negócios.

As desigualdades raciais também atravessam esse ecossistema: negócios de propriedade de mulheres negras tendem a ser menores, com menor formalização e menor renda média, o que exige políticas específicas de inclusão e fomento para reduzir essa assimetria territorial e racial.

Para 2026, precisamos consolidar os ganhos de participação feminina e reduzir as vulnerabilidades que limitam a qualidade desse avanço. Algumas prioridades práticas e políticas públicas devem priorizar:

Linhas de crédito — ampliar produtos financeiros com juros e garantias compatíveis à realidade de micro e pequenas empresárias, incluindo planos específicos para MEIs lideradas por mulheres e por negras.

Desburocratização dos serviços — expandir e digitalizar capacitação, consultorias e redes de mentoria, com oferta em horários e formatos compatíveis com jornadas reduzidas.

Compras públicas — criar cotas e estímulos para que compras governamentais e grandes cadeias contratem produtos e serviços de empreendedoras.

O Brasil vive hoje um momento promissor no protagonismo feminino no empreendedorismo com mais empreendedoras, que significam mais diversidade de ideias, mais resiliência econômica e maior dinamismo para a economia local. Entretanto, sem ações estruturais que enfrentem o acesso desigual ao crédito, o ônus das taxas mais altas, a sobrecarga de trabalho e as desigualdades raciais, corre-se o risco de que o crescimento permaneça concentrado em negócios de subsistência, em vez de negócios sustentáveis e escaláveis.

Precisamos reconhecer o avanço quantitativo e, ao mesmo tempo, implementar medidas que transformem qualidade, igualdade e oportunidade em resultados concretos. Só assim transformaremos a presença feminina no empreendedorismo em um motor potente de desenvolvimento econômico e social para todo o país.

 

SOBRE ANA CLAUDIA BADRA COTAIT

Ana Claudia Badra Cotait é presidente do CMEC Nacional  –  Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura –  órgão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) – que atua como um fórum de referência de estudos, debates e inspirações à mulher empreendedora, além de desenvolver ações, campanhas e projetos sociais e culturais. Também atua como instrumento para que lideranças femininas discutam seus problemas e apresentem propostas que mobilizem a comunidade empresarial e a sociedade organizada. Possui mais de 900 conselhos da mulher, distribuídos pelo Brasil.

cmecmulher.com.br/liberdadeparaempreender2025

www.cmecmulher.com.br

www.instagram.com/cmecmulher

www.instagram.com/anaclaudiabadra

 

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Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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