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Câncer de testículo registra 38,6 mil novos casos no mundo entre 20 e 39 anos e concentra 61,67% das mortes no Brasil

25 de abril de 2026 por Claudia Costa Deixe um comentário

 

Dados da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC), da OMS, o tumor é o segundo mais incidente entre homens jovens, com 38.665 casos em 2022, enquanto no Brasil, segundo o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), foram registradas 527 mortes em 2024 por esta doença, das quais mais de 60% ocorreram entre 20 e 39 anos e 76,66% até os 49 anos

O câncer de testículo é o segundo tumor mais incidente no mundo entre homens de 20 a 39 anos, com 38.665 novos casos registrados em 2022, ficando atrás apenas do câncer de tireoide, que somou 61.961 diagnósticos nessa faixa etária. Os dados da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC/OMS) mostram ainda que o tumor supera outros tipos relevantes entre jovens adultos, como colorretal, leucemias e linfomas, consolidando-se como uma das principais neoplasias nesse grupo populacional.

Apesar da alta incidência relativa, a mortalidade global permanece baixa. Estima-se que cerca de 3,5 mil homens de 20 a 39 anos tenham morrido pela doença no mundo em 2022, número significativamente inferior ao observado em tumores como leucemias, fígado e sistema nervoso central, que lideram os óbitos nessa faixa etária. Esse contraste reflete o alto potencial de cura do câncer de testículo, especialmente quando diagnosticado precocemente.

No Brasil, os dados mais recentes reforçam o impacto concentrado da doença entre homens jovens. Em 2024, foram registradas 527 mortes por câncer de testículo, das quais 61,67% ocorreram entre homens de 20 a 39 anos e 76,66% até os 49 anos, segundo levantamento baseado no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. A distribuição etária mostra que a maior concentração de óbitos está entre 20 e 29 anos, com 190 mortes, seguida pela faixa de 30 a 39 anos, com 135 registros. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram contabilizados 21 óbitos, enquanto acima dos 50 anos o total soma 100 mortes, o equivalente a 18,98% dos casos.

A análise regional indica que o Sudeste concentra o maior número absoluto de mortes, com 193 registros, seguido pelo Sul, com 154. O estado de São Paulo responde isoladamente por 119 mortes, cerca de 22,73% do total nacional, padrão que acompanha a distribuição populacional do país. Em perspectiva histórica, entre 2012 e 2021, o câncer de testículo foi responsável por mais de 3,7 mil mortes no Brasil, sendo aproximadamente 60% entre homens de 20 a 39 anos. As estimativas de incidência indicam entre 1.700 e 2.000 novos casos anuais no triênio de 2026 a 2028.

“Os dados chamam atenção, principalmente, porque estamos falando de uma doença que tem entre 90% e 95% de chances de cura quando diagnosticada e tratada precocemente”, afirma o urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador geral dos Departamentos Cirúrgicos Oncológicos da BP.

Incidência global e padrão etário

O posicionamento do câncer de testículo como o segundo mais incidente entre homens jovens no mundo evidencia uma característica singular da doença dentro da oncologia. Diferentemente da maioria dos tumores sólidos, cuja incidência aumenta com o envelhecimento, esse tipo de câncer concentra-se em idades produtivas, especialmente a partir dos 20 anos.

O volume de 38.665 casos globais entre 20 e 39 anos coloca o tumor à frente de neoplasias como colorretal, com 29.546 casos, e leucemias, com 29.510, além de linfomas não Hodgkin e tumores do sistema nervoso central. Esse perfil reforça a necessidade de estratégias específicas de conscientização voltadas a um público que, em geral, tem menor contato com serviços de saúde.

 
Diagnóstico, tratamento e sinais de alerta

A identificação precoce continua sendo o principal fator associado aos altos índices de cura. Alterações como nódulo endurecido e geralmente indolor no testículo, mudanças na consistência, sensação de peso no escroto, dor na região abdominal ou na virilha e desconforto local estão entre os sinais mais frequentes. Em alguns casos, podem surgir manifestações hormonais, como aumento das mamas, além de dor lombar.

O diagnóstico envolve exames clínicos, exames de imagem e análise de marcadores tumorais. Um dos desafios ainda presentes é a interpretação equivocada desses sinais, frequentemente atribuídos a traumas ou infecções, o que pode retardar a busca por avaliação especializada.

O tratamento é definido de forma individualizada. A orquiectomia, cirurgia para retirada do testículo afetado, é a principal abordagem inicial e tem papel tanto terapêutico quanto diagnóstico. Nos seminomas em estágios iniciais, pode ser suficiente, embora radioterapia ou quimioterapia possam ser indicadas conforme o risco de recorrência. Já nos tumores não seminomatosos, a quimioterapia é mais frequentemente utilizada, sobretudo em doença avançada.

Os avanços terapêuticos têm permitido não apenas altas taxas de cura, assim como a preservação da qualidade de vida. Pode haver impacto na fertilidade, enquanto alterações na função sexual são raras. Há ainda a possibilidade de próteses testiculares para reabilitação estética.

Os dados globais e nacionais convergem ao demonstrar que, embora apresente baixa mortalidade relativa, o câncer de testículo tem impacto relevante entre homens jovens. Nesse contexto, ampliar o reconhecimento dos sinais iniciais e facilitar o acesso ao diagnóstico são medidas centrais para manter os elevados índices de cura e reduzir o peso da doença no país.

Sobre o IUCR

O Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães – IUCR, criado em 2013, é especializado na prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação do paciente com câncer. A equipe médica é formada por profissionais altamente especializados em uro-oncologia, cirurgia oncológica e oncologia clínica, sob a liderança do cirurgião oncológico Dr. Gustavo Guimarães, que possui mais de 20 anos de atuação e dedicação à assistência do paciente, ao ensino e à pesquisa científica nessa área. Guimarães desenvolveu ampla experiência em tecnologias e procedimentos minimamente invasivos como cirurgia laparoscópica, ultrassom focalizado de alta intensidade-HIFU e cirurgia robótica, tendo desenvolvido um consistente Programa de Consultoria e Capacitação sobre Cirurgia Robótica para Instituições de saúde em todo o país, que engloba a implantação, o desenvolvimento das diversas técnicas cirúrgicas e a capacitação das equipes.

Texto e fotos:divulgação

Arquivado em: Saúde, Sem categoria Marcados com as tags: câncerdetesticulos, cirurgia, homem, Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães, robótica, tratamento

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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