
Silenciosas e, muitas vezes, sem provocar qualquer sintoma, as hepatites virais continuam sendo um importante desafio para a saúde pública. Apesar dos avanços no diagnóstico, da oferta de testes rápidos e da vacinação contra alguns tipos da doença, milhares de brasileiros ainda descobrem a infecção apenas quando o fígado já apresenta danos significativos. Por isso, a campanha Julho Amarelo busca mudar esse cenário ao incentivar a prevenção, a vacinação e a realização de exames.
As hepatites virais são inflamações no fígado causadas pelos vírus A, B, C, D e E. As formas de transmissão variam conforme o tipo da doença e incluem o consumo de água ou alimentos contaminados, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes e contato com sangue contaminado. Por isso, além da vacinação contra as hepatites A e B, os especialistas orientam o uso de preservativos, a adoção de materiais esterilizados em procedimentos de saúde e estética e a realização periódica de exames, principalmente entre pessoas que nunca fizeram o teste ou apresentam fatores de risco.
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou, entre 2000 e 2024, mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais. As hepatites B e C concentram a maior parte das notificações e são as principais responsáveis pelas formas crônicas da doença, podendo evoluir para cirrose e câncer de fígado.
Para o cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado, o Prof. Dr. Lucas Nacif, responsável técnico do transplante de fígado da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a falta de informação ainda contribui para que muitos casos sejam descobertos tardiamente. Identificar a doença nas fases iniciais amplia as chances de controle e tratamento, além de reduzir o risco de complicações como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado. Muitos casos podendo ser evitado cirurgia e até o transplante.
“As hepatites virais podem permanecer sem sintomas por muitos anos, o que faz com que as pessoas só descubram a infecção quando já existem lesões importantes no fígado”, ressalta.
Nesse cenário, ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames são medidas essenciais para reduzir o número de casos não diagnosticados. A conscientização deve ir além das campanhas sazonais, reforçando que a testagem passe a fazer parte dos cuidados preventivos com a saúde, especialmente entre pessoas com fatores de risco ou que nunca realizaram o exame.
“Assim como já incorporamos à rotina exames para controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, precisamos naturalizar a testagem para as hepatites virais. Identificar a doença precocemente protege o paciente, interrompe a cadeia de transmissão e contribui para reduzir o impacto dessas infecções na saúde pública.”, reforça o especialista.
A principal mensagem do Julho Amarelo é que um exame simples pode fazer toda a diferença: quando a infecção é identificada precocemente, as chances de tratamento são maiores e o risco de complicações graves diminui significativamente.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários.
As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS.
A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.
Texto: divulgação


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