• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

Entre cinzas, ossos e elefantes

29 de outubro de 2019 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

 

Uma instalação performativa de Renato Rocha

A partir do dia 3 de novembro o NAI – Núcleo de Artes Integradas apresentará ao público sua mais nova criação, “Entre cinzas, ossos e elefantes”, uma experiência imersiva, interdisciplinar e intercultural, que transformará a Casa da Glória, no Rio de Janeiro, num site specifc, uma instalação performativa, convidando os espectadores para uma experiência sensorial.

 

A obra pretende deslocar o espectador da ideia do entendimento lógico, trazendo-o para o centro da experiência e da ação dramatúrgica, uma vez que não há condução de plateia, e o espectador é obrigado a tomar suas próprias decisões e escolher como irá percorrer e se relacionar com a instalação. Dessa forma ele tem a tarefa de construir sua própria obra, a partir de como ele se afeta e especula sobre o que vê. Assim, cada espectador acaba experienciando a cada noite, uma obra final diferente, única e efêmera.

– A partir de uma pesquisa dramatúrgica, que parte de diferentes referências e pensadores, que vai desde uma reflexão de Walter Benjamim sobre o famoso quadro de Paul Klee, o Angelus Novus, onde Benjamin discorre sobre o que ele chama de “Anjo da História”, impelido pelo progresso em direção ao futuro, em que ele vira de costas e olha esse passado em ruínas, com sua boca aberta e os olhos dilatados; os estudos sobre heterotopias de Foucault, esses lugares transitórios, essas “outras topias”, essas construções de lugares possíveis, do novos habitats; a reflexão de Richard Schechner sobre a performance como histórias e memórias soterradas em um monte de escombros; além do poema Jardins de Ericson Pires sobre vida e morte, renascimento e semeadura, e ainda a estética carnavalizada e o espírito libertário do carnaval de rua do Rio de Janeiro, o NAI se lança na construção de um campo afetivo entre seus artistas e os espectadores, criando imagens, sensações e dispositivos que provoquem e afirmem, que mesmo em tempos de censura, de destruição e obscurantismo, nós insistimos em criar uma pulsão de vida, beleza e poesia, inventar memórias e habitats -, declara o diretor Renato Rocha. – Desses edifícios da modernidade em desmoronamento, que são na verdade nossos próprios corpos, identidades, direitos, ofícios e desejos atacados hoje por forças opressoras, criaremos novos lugares possíveis, reexistindo, se reinventando e dando voz ao amor, a alegria e a esperança. Como refletir sobre essa sociedade em escombros sobre a qual vivemos hoje, o sujeito contemporâneo e seu corpo como esses edifícios em constante erosão, arruinamento e desmoronamento, a nova vida que ressurge após a destruição? O que seria caminhar sobre os escombros e construir um mundo possível para um novo futuro? Como criar, atravessamentos capazes de traduzir essas questões numa obra aberta e multidisciplinar? Dessa forma será proposto aos espectadores que eles sejam provocadores de sua própria experiência, a partir de como eles escolhem percorrer os cômodos da Casa da Glória, quanto tempo irão dedicar a cada performance/instalação e o quanto vão decidir se envolver nos acontecimentos que irão transformar o espaço durante a obra -, conclui o diretor.

 

O diretor comenta a respeito das suas referências estéticas:

 

– Minhas referências internacionais para esse novo trabalho do NAI são artistas ligados a performance art como Marina Abramovic, John Cage, Joseph Beuys, os happenings de Alan Krapow, artistas que fizeram parte do Judson Church em NY como David Gordon. Artistas da arte contemporânea como Ai Weiwei, Louise Burgeois, Annette Messager, Shiraro Shiota, além de grupos da cena underground nova-iorquina como Living Theatre o diretor multidisciplinar belga Jan Fabre e a Escola Bauhaus – comenta Renato. – No Brasil, eu diria que minha inspiração vem de artistas icônicos da nossa arte contemporânea como Tunga, Cildo Meireles e Hélio Oiticica, além do trabalho realizado por Valéria Martins, o qual atuei como performer em 2010, chamado Projeto Coleções, onde nossos corpos interagiam com obras de arte de artistas contemporâneos. Esse trabalho foi realizado am Inhotim, onde percebi a importância de trazer uma experiência mais aberta e sensorial para os espectadores. Tinha assistido uma entrevista do Ernesto Neto, onde ele dizia que nas artes visuais o público era dono de seu próprio tempo, de sua própria perspectiva sobre a obra e no caso dono de sua própria experiência. Então eu me sentido compelido a buscar isso no meu trabalho. Abrir esse espaço para encontro entre espectadores e a obra, onde nesse espaço tudo é possível, longe da obrigatoriedade de um entendimento lógico racional.

 

O elenco do NAI é composto por artistas criadores de diferentes disciplinas: Claudia Wer, Dani Barbosa, Daniel Bouzas, Dandara Patroclo, Eduardo Ibraim, Gabriela Freire, Gabrielle Novello, Luiz Marques, Maria Cândida Portugal, Miguel Kalahary, Nina Rodrigues, Raquel Polistchuck, Renan Fidalgo, Stella Brajterman, Tatyane Meyer e Thaisa Santoth.

 

“ENTRE CINZAS, OSSOS E ELEFANTES” é dedicado a memória de Fernando Mello da Costa e Cicely Berry.

 

O NAI – Núcleo de Artes Integradas é um núcleo de pesquisas continuadas criado com o intuito de desenvolver plataformas multidisciplinares e multiculturais, onde a partir do conceito de antropofagia, que o diretor vem chamando de processo criativo antropofágico, fundamentar estruturas de processo criativo, capazes de produzir dispositivos, ferramentas e fundamentos para pesquisas de possíveis dramaturgias, corporeidades, estados sensórios e afetivos e linguagens estéticas. Dessa forma o NAI vem se estabelecendo num campo de pesquisa e interfaces entre as artes visuais, a performance art, o happening, o site specfic, a tecnologia, a palavra e as experiências imersivas e performativas, onde o espectador é convidado para o centro dessa experiência, criando assim por cognição, sua própria dramaturgia, e por consequência, sua obra. A gênese do NAI é de agosto de 2016, no Rio de janeiro, quando Renato Rocha foi convidado pelo National Theatre of Scotland, a criar um projeto multidisciplinar para o Festival Home Away, em Glasgow. Assim, artistas como Renato Rocha, Márcio Vito, Renato Machado, Tarsila Takahashi, Felipe Habib, Carol Machado, entre outros, criaram o espetáculo “Antes que tudo acabe” (Before Everything Ends). O projeto teve a parceria do Sesc Rio, onde o espetáculo fez sua temporada no Brasil, e Renato, a convite do Sesc Rio, ministrou uma residência artística com artistas de diferentes disciplinas. A partir dessa residência, outros artistas se juntaram a esse grupo e assim seguiram pesquisando com o diretor esse campo das interfaces artísticas e em como trazer para o espaço expositivo uma outra relação espectador – obra – experiência? Em seu segundo trabalho, “S’BLOOD” (2018), abriu essa pesquisa ao público, querendo perceber como o olhar do espectador iria interferir nas direções dessa pesquisa, e o resultado dessa experiênica foi indicado ao Prêmio Shell-RJ na categoria Inovação. Em seu terceiro projeto, “Entre Cinzas, Ossos e Elefantes”, o NAI pretende percorrer novos caminhos e amadurecer sua pesquisa artística e sua relação com o espectador.

 

Renato Rocha é um diretor brasileiro que desenvolve uma carreira internacional desde 2010. Em Londres criou espetáculos para a Royal Shakespeare Company, The Roundhouse, LIFT (London International Festival of Theatre) e Circolombia. Criou espetáculos também para a Bienal Internacional de Artes de Marselha, National Theatre of Scotland, o Festival Internacional de Dança de Leicester, União Européia, Unicef e Aventura Entretenimento. Além de ter dirigido e colaborado em projetos na Índia, Berlim, Tanzânia, Quênia, Egito, Paris, Nova Iorque, Edimburgo, Estocolmo, Budapeste e Colômbia. No Brasil dirigiu “Ayrton Senna” e “Meu Destino é ser Star”, espetáculos produzidos pela Aventura, entre dezenas de outros espetáculos. Fundador do NAI – Núcleo de Artes Integradas, desenvolve ainda uma pesquisa artística multidisciplinar, que vem chamando de processo criativo antropofágico, e vem ministrando residências artísticas ao redor do mundo. Seu mais recente espetáculo, “Eu, Moby Dick” acumulou 16 indicação pelos principais prémios de teatro do Brasil e segue circulando pelo país. (Website do diretor: https://www.rrenatorrocha.com)

 

 

 


Ficha técnica

Direção: Renato Rocha

Artistas Criadores / Performers: Claudia Wer, Dani Barbosa, Daniel Bouzas, Dandara Patroclo, Eduardo Ibraim, Gabriela Freire, Gabrielle Novello, Luiz Marques, Maria Cândida Portugal, Miguel Kalahary, Nina Rodrigues, Raquel Polistchuck, Renan Fidalgo, Stella Brajterman, Tatyane Meyer e Thaisa Santoth.
Assistência de Direção: Rafaela Amodeo
Instalação Sonora: Daniel Castanheira
Direção de Movimento: Eléonore Guisnet
Iluminação: Renato Machado
Figurinos: NAI – Núcleo de Artes Integradas

Instalação: Renato Rocha

Produção de objetos artísticos: Claudia Wer

Vídeos: Diego Estteve
Colaboração artística: Valéria Martins

Colaboração no conceito de figurinos: Tarsila Takahashi

Colaboração dramatúrgica: Daniel Castanheira

Colaboração textual: Marcio Vito

Participação textos em off: Carolina Virguëz

Máscaras Eletroluminescentes: O Aramista (@oaramista)

Comunicação Visual: Ian Guerra

 

Serviço

 

Local: Casa da Glória – Ladeira da Glória, 98, Glória, Rio de Janeiro

(próximo a Estação Glória do Metrô)

Telefone: 21 98849-7853

Temporada: de 3 de novembro até 3 de dezembro de 2019. Domingos, segundas e terças, às 20h.

Valor do Ingresso: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia-entrada)

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 120 minutos, aproximadamente.

 

Texto: Ney Motta

Arquivado em: Acontece

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

Reader Interactions

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

“Quase Inverno” estreia no dia 11 no Olhar de Cinema

2 de junho de 2026 por Claudia Costa

Saúde mental vira dado obrigatório na gestão de riscos ocupacionais

29 de maio de 2026 por Claudia Costa

Mercado Municipal de Curitiba realiza festival gastronômico inspirado na Copa do Mundo

28 de maio de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login