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A arte de cultivar orquídeas

21 de janeiro de 2022 por Elisiê Peixoto 1 comentário

Apaixonados por orquídeas, Claudinho Reis e Mariah Casellato estudam o cultivo das plantas e estão à frente do Orquidário Casellato

 

Orquídea: leve, bela e encantadora. Foto Pixabay.

 

Claudinho Reis e Mariah Casellato estão à frente do Orquidário Casellato.

 

As orquídeas compõem a família Orchidaceae, uma das maiores famílias de plantas existentes. Elas são sempre muito requisitadas, recebidas, retribuídas, e invariavelmente estão dispostas em cachepôs e vasos em algum lugar da sala. Os brasileiros, em especial, gostam muito de ter e presentear com orquídeas, um sinal de gentileza e bom gosto. Entre as mulheres – já que as orquídeas são consideradas uma flor bastante associada à sexualidade e beleza da feminina e que por isso representa a mulher – quando são presenteadas com a flor, ficam encantadas.

 As orquídeas são muito apreciadas no Brasil, até porquê tem variadas formas, cores, tamanhos. Elas existem em todos continentes, são predominantes nas áreas tropicais. Cada tipo de orquídea tem uma característica, inclusive no preço. Há aquelas mais difíceis de encontrar e disputadas pelos orquidófilos e colecionadores, há aquelas mais comuns que decoram a sala de muitos lares. Um papel fundamental para se manter a qualidade de uma orquídea é o trabalho de um orquidário, principalmente, do profissional que se encarrega dos cuidados e conhece ao fundo tudo o que cerca o plantio, o cultivo de uma orquídea. Porque existem cuidados básicos para manter uma orquídea bonita, saudável e durável. Afinal, flores sempre alegram, enfeitam, agradam e devem ser cuidadas com carinho e atenção.  Em Londrina, os orquidicultores Claudinho Reis e Mariah Casellato estão à frente do Orquidário Casellato.

O Portal Ideia Deles conversou com Claudinho, que navega com excelência nesse assunto. Vamos aprender mais sobre orquídeas?

Elisiê Peixoto

Um festival de cores, formatos e beleza. (pixabay)

 

“No ano de 1990 , não me recordo o mês,  deparei-me com uma caçamba dessas de entulho e dentro havia uma touceira de Dendrobium nobiles (olho de boneca) que fora descartada. Curioso, acabei pegando e levando para casa na tarefa de tentar replantar, porém, não sabia o que era, e a missão foi colocar em um vaso com terra comum!. Lógico que cultivando dentro de casa, com terra e molhando pelo menos duas vezes por dia, a planta acabou morrendo. Não satisfeito com o insucesso fui procurar saber o que seria essa rejeitada. Na época, visitei o sr. Suzuki, do Cantinho da Samambaia, famoso local que vendia plantas ornamentais, entre elas, orquídeas. E descobri do que se tratava. Fui de pronto estudar o assunto e estudo até hoje!”, relata Claudinho.
O Orquidário Casellato
“O Orquidário Casellato especializou-se em multiplicar espécies Sul americanas, principalmente as Cattleyas. O nicho de mercado é para atender colecionadores de espécies raras, com foco em Cattleyas walkeriana e nobilior, violacea, labiata etc. Fazemos desde a polinização das matrizes selecionadas, geração da capsula de sementes, e cultivo, até a primeira floração, processo este que pode durar de 5 a 10 anos dependendo da espécie. Nosso público está nas redes sociais e a negociação é puramente virtual. O cliente escolhe os itens desejados através das fotos das flores e mandamos em embalagens próprias por transportadoras para todo o Brasil”. O Orquidário também recebe visitas, porém, o foco é o e-commerce, que tem uma abrangência enorme .
Cores vibrantes. (foto pixaba)
O cultivo
“Cultivar orquídeas é mais fácil do que se imagina. Basta saber das necessidades básicas de cada espécie, pois na maioria das vezes elas são epífitas ou seja, vivem em galhos e troncos de arvores ou palmeiras e por tanto muito resistentes!. Algumas até mais resistentes do que cactos. Saber se a planta teve os seus descendentes (no caso de híbridos) vegetando na serra, litoral, ou cerrado é o primeiro passo pra adequar o cultivo de acordo com as necessidades da planta”, explica. Para Claudinho, muitas vezes as pessoas molham com exagero, ou plantam em vasos muito grandes ou mesmo mantém dentro de casa ( perdi minha primeira orquídea assim!!) . Isso fatalmente definha a planta levando à morte. Sabendo destas informações, de onde ela se adaptou na natureza, tentamos imitar dentro de um Orquidário.
Cuidados
“Boa umidade ambiental,  adubação balanceada, regar duas ou três vezes por semana, sol filtrado a 50% com tela sombrite e substrato adequado a cada espécie, tudo isso é fundamental”. ressalta o proprietário do Orquidário. Segundo ele, fica difícil padronizar uma forma de plantar. “Mas a forma mais usada é vaso de barro ou plástico, adequado para dois  anos de crescimento da planta, com substrato mix de casca de pinus, carvão e brita no fundo pra equilibrar o vaso e ajudar na drenagem do excesso de água. A grosso modo o substrato precisa secar pra que a orquídea volte a ser molhada, pois água muito tempo acumulada no vaso causa o apodrecimento das raízes e com algum tempo a morte da planta. Também se faz necessário aplicação preventiva de fungicidas e inseticidas permitidos pra uso doméstico”. O orquidicultor adiante que “no inverno, como as temperaturas caem ( no sul), devemos molhar menos e atentar pra que as plantas não desidratem muito. Temperaturas abaixo de 3 graus podem causar queimaduras nas folhas das orquídeas, e seria correto proteger nesse período. O segredo do bom cultivo é observar!. Falta de raiz, desidratação, incidência de cochonilhas, amarelamento vegetal é indício de que algo está faltando. Atentar a dar luz solar filtrada a 50%, boa adubação, ventilação, rega na medida certa é 90% de sucesso”, completa.

 

Mais de 35 mil espécies

“Há  orquidáceas em todos os continentes, sendo disparado a campeã em espécies botânicas. Em árvores, arbustos, pedras, turfa, aquáticas, terrestres, desertos,  subterrâneas enfim, todos os lugares são passíveis de existir ou ter existido orquidáceas. Sabemos que pode chegar a 35 mil espécies, sem considerar as feitas pelo homem em cruzamentos intergenéricos. Algumas flores podem ter aparências bizarras como insetos, macaco, pássaro, sapatinho e as mais infinitas formas e tamanhos, sempre tentando atrair o seu polinizador, o que a torna sem sombra de dúvidas a mais evoluída do reino vegetal. Comercialmente são usados os híbridos de  Phalaenopsis, Dendrobiuns, Cymbidium, Denphal e Cattleyas. Em relação aos colecionadores, na qual a pessoa estuda mais em relação as espécies, as desejadas são as Cattleyas, e podemos citar as walkerianas, nobiliors, labiatas, schillerianas, lueddemannianas, violaceas, purpuratas, etc. Mas tambem tem o pessoal das micros  orquídeas, Vandas, Catasetuns, enfim, é vasto os tipos de plantas apreciadas e por tanto justificado o desejo de ter todas e apreciar as suas diferenças”.

 

A boa vibração do amarelo nessa orquídea maravilhosa. (foto pixabay)
Alegria e prazer
Claudinho afirma que, o fato de trabalhar com plantas proporciona prazer. “É um privilégio santo porque a natureza nos reconecta com o belo, com o ato de contemplar e quando você tem a oportunidade de usufruir disso e ainda ver a satisfação, alegria que consegue proporcionar as pessoas, tudo isso é muito lindo. Costumo dizer que levamos alegria em forma de orquídeas para muitos. Trata-se de uma terapia, um prazer em cuidar daquela nova vida e isso é maravilhoso. E certamente, é no dia a dia que continuamos aprendendo, pois sempre surgem novos desafios. Isso torna um dia diferente do outro’, concluí.
Facebook Orquidário Casellato,
Instagram orquidariocasellato

O Orquidário Casellato fica na Rua da Aeronáutica 177, Jardim Caravelle, em Londrina/PR.

(Fotos Arquivo Pessoal)

Arquivado em: Destaque

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Mafalda diz

    21 de janeiro de 2022 em 18:52

    Excelente matéria. Muito informativa.

    Responder

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