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A COMPLEXA HISTÓRIA DE MARIA, QUE NUNCA FOI COM AS OUTRAS

5 de outubro de 2017 por Claudia Costa 7 Comentários

 

Por Antônio Mariano Júnior

 

Encantou-se por Aquele.

(…)

Ela não se conformava.

Conversava com as paredes, atirava-lhes copos e pratos e pragas.

As paredes tinham ouvidos, mas não continham soluções.

(…)

O Baile do Hawai.

A estampa floral do vestido também camisa fez-se para Ele.

Três outros casais estampados.

Mesas decoradas com abacaxi, laranjas, maçãs, uvas

e melancias esculpidas.

Seis seres com colares havaianos.

Flores de plástico, aquilo.

(…)

Aquele Um, na ponta da mesa.

Ofereceu-lhe um cavuco de abacaxi com vodca.

“Isso não sobe, trepa. Cuidado, hein”, alguém brincou e gargalhou

(…)

Ela riu por falta de opção. Pegou no ar o copo com uísque

e gelo de água de coco oferecido por Aquele engraçadinho,

“amigado” com Su, conhecida de outros, digamos, carnavais.

(…)

Ela e Aquele prosseguiram dias e noite outras.

Devoram-se noites e dias.

Tudo muito rápido.

(…)

Ela sentia frieza por parte dAquele depois de devorada.

Ela gelava sozinha, por dentro;

as paredes ofendidas não lhe davam mais ouvidos.

(…)

“…A estampa floral do vestido também camisa fez-se para Ele.”

 

Ela pensou em fugir com o circo, certa vez.

Admirava a frieza daquela que rodava

na redonda tábua e circundada era

por desaforos e facas do atirador.

Encantava-se com a ousadia do motociclista,

que girava no Globo da Morte.

(…)

Ele começou a pintar os cabelos.

Ela o pegou, várias vezes, assobiando sem mais nem por quê.

(…)

Ele deu para visitar regularmente um amigo melhor,

ex mágico e guardador de segredos.

(…)

Ela e Ele, certa noite, encresparam-se.

Ele tacou na cara quantos quilômetros

percorreu no Globo da Morte para chegar

ao coração dEla.

Ela, cinicamente, respondeu que sentia

apenas vertigens com o escapamento da motocicleta dEle.

(…)

Numa macarronada beneficente,

juntaram-se aos mais próximos

Aquele entornou doses generosas de uísque.

Su e o mágico engoliram baldes de batida de abacaxi e vodca

e leite condensado.

(…)

Ela tomou água.

(…)

Aquele falou, lá pelas tantas,

a quem quisesse ouvir, que era aberto

a outras experiências tipo assim, bicho, mora?!

Ele, imediatamente, colocou a mão no joelho dAquele

e pediu um gole do uísque.

O mágico levantou-se e sumiu;

voaram pombas e pragas e lágrimas, na saída.

“…ela riu por falta de opção. Pegou no ar o copo com uísque e gelo de água de coco oferecido por Aquele engraçadinho”.

 

(…)

Ela retocou o batom.

Anunciou, como se diante de um respeitável público,

que seu nome seria Maria, daquela noite em diante.

(…)

A loira monocromática riu

como pomba mamada, girada.

Maria soletrou vagarosamente o nome de Su, a conhecida.

Nome: Esse, u, dois eles, ípsilon, e, ene.

Sobrenome: vê, a, cê, a.

(…)

Foi um show.

(…)

Dias depois, Maria, vejam só,

cruzou com Aquele Um, numa rua

pouco andada, que deveria

ter sido e não foi.

(…)

Estendeu-lhe a mão direita.

– Muito bem, obrigada, e você?!

– Bem melhor, agora.

(…)

Lembra?

Aquele Um, do canto da mesa,

do cavuco de abacaxi e vodca.

É do Baile do Hawai.

Então…

(…)

Aquele Um poderia

chamar-se José. No entanto, era humano

demais para ser Miguel, Gabriel ou Rafael.

Ou mesmo Ricardo, Rodrigo, Roberto, Raimundo,

rimas fáceis ou ricas.

(…)

Era nome e sobrenome do peso da dor,

do peso de cruz.

– Maria, olha o que o amor me fez!

Mostrou o coração e os pêlos.

 

(…)

O pomo de Adão saliente.

Úmida Eva.

(…)

Ampliaram carnes e músculos;

prolongaram-se.

Havia urgência, havia amor.

(…)

Havia convenções também.

Não causariam dor aos seus;

seriam condescendentes com os seus.

(…)

Ele e Aquele e o ex mágico faziam a diferença.

Suellyen, a Su, teve as palmas das mãos

atravessadas por facas do atirador.

Converteu-se em recatos.

(…)

Aquele Um mora e cuida da mãe dada como louca,

desde que a ex nora abriu os braços para a trapezista;

juntas foram respirar outros ares.

Deixou a sogra definitivamente viúva.

(…)

Maria viveria feliz para sempre com

aquele semideus de machos pêlos

e masculinas sensibilidades.

(…)

Os demais que aprendam a

reescrever os próprios destinos;

nas traçadas linhas do amor

ou da dor.

 

“…nas traçadas linhas do amor ou da dor”.

 

 

 

 

Arquivado em: Antonio Mariano Jr, Colunistas, Vale a pena

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Raquel diz

    5 de outubro de 2017 em 16:41

    Parabéns. …adorei

    Responder
  2. Antônio Mariano Júnior diz

    5 de outubro de 2017 em 22:15

    Que bom, Raquel, você ter gostado!!! Fico numa felicidade quando recebo retorno do que publico; são “coisas”minhas, palavras e textos que ofereço de coração. E de coração agradeço a você. Um beijo, flor.

    Responder
  3. Marcelo diz

    6 de outubro de 2017 em 00:33

    LIndo!

    Responder
  4. Antônio Mariano Júnior diz

    6 de outubro de 2017 em 12:04

    Obrigado, Marcelo, muito obrigado!!!!!

    Responder
  5. Janayna diz

    9 de outubro de 2017 em 00:51

    👏👏👏👏👏👏👏👏
    Texto maravilhoso, como todos os textos do Mariano! !

    Responder
  6. Antônio Mariano Júnior diz

    9 de outubro de 2017 em 12:46

    Muito obrigado, Janayna. É estimulante receber palavras carinhosas como as suas.

    Um próximo texto fechará a trilogia.

    Um beijo, flor

    Responder

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