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A hora da despedida

29 de agosto de 2017 por Claudia Costa 2 Comentários

 

 

” Por trás daquela carinha se escondia um “monstro” estabanado e barulhento”, brinca Jackson Liasch sobre a graciosa Sanfona

 

“ Não deu para segurar a tristeza quando a Sanfona se foi”, diz Liasch

Por   Claudia Costa e  Jackson Liasch 

Chega um momento em que o animalzinho de estimação envelhece, adoece e acaba morrendo. Quem tem um bichinho desses em casa sabe o sofrimento que causa essa perda

Os animais de estimação, como os cães e gatos, têm uma expectativa de vida de 12 a 18 anos, em média, e vai chegar a hora deles partirem, ou virarem estrelinhas como dizem alguns apaixonados pelos animais. É o ciclo da vida. Nesse momento, a tristeza e o sentimento de luto se instalam, mas não são todas as pessoas que compreendem essa angústia de ter perdido um bichinho.

Quem já perdeu um animalzinho querido deve ter ouvido várias opiniões que parecem subestimar o sentimento de perda. É comum ouvir frases como: “era só um bicho”, “arrume outro que a essa dor passa”, “você não vai ficar chorando por causa de um simples animal?”, entre outras tentativas de nos deixarem menos tristes e abatidos. Essas frases costumam vir acompanhadas de certo desdém por sentimentos como aqueles.

O sentimento de luto, entretanto, existe e vai durar o tempo que for necessário até nos conformarmos com a partida de um ser tão querido como são os animais de estimação. Eles se tornaram parte da família, companheiros inseparáveis de todos os momentos. Poderiam ter lá suas manias, mas era um amor incondicional. E um sentimento assim não poderia ser menosprezado pelas pessoas, principalmente aquelas que não têm animais e parecem que não compreendem tamanho pesar.

Ana Carolina e a cachorrinha Liza: amor e companheirismo por 18 anos

O aumento de famílias que passaram a ter animais em casa, por outro lado, está fazendo com que mais pessoas sintam compaixão pela tristeza de quem perdeu um animalzinho. As redes sociais exibem várias manifestações emocionantes e têm unido mais as pessoas que sentem amor por cães e gatos e não nos sentimos mais tão desamparados quando o animal morre. Sim, ficamos desamparados mesmo, aquele ser peludo não vai mais nos recepcionar alegre quando chegamos em casa, não vai ficar “perturbando” até ganhar um carinho, um pote de ração ou o tão esperado passeio diário.

Enfim, quando chegar a hora, viva o período de luto que só o tempo vai cicatrizar. Vai ser duro, sim, mas ainda há gente que compreende esse sentimento e vai apoiá-lo e dar seu ombro para chorar. E não se envergonhe de ficar triste, pois nessa hora é que vai dar para perceber claramente quem gosta realmente de animais – e de você! – e quem simplesmente não se importa muito.

 

Presente de aniversário: Ana Carolina ,com a Liza no colo ,e os amiguinhos em sua festa de 8 aninhos

Os bichos têm alma?

“ A pergunta não tem resposta, mas algumas experiências dão uma “pista” sobre o além-túmulo dos animaizinhos. Existem vários relatos de pessoas que “sentiram” a presença dos bichinhos mesmo depois que eles se foram. Alguns descrevem que sentem o animal pular nas suas pernas, sentem na pele alguns carinhos e ouvem latidos ou miados alegres nos locais que eles frequentavam. “Durante uma semana depois da morte da Sanfona, uma vira-latíssima que me fez companhia durante 15 anos, ouvia seus passos à noite pelo assoalho de madeira, como se viesse conferir se eu estava mesmo deitado (algo que ela fazia regularmente). Os passos sumiam assim que se aproximavam de meu quarto, bem no local onde ela dormia. Pode ser apenas imaginação, mas dava um alívio em pensar que o bicho estava bem, diminuindo um pouco a tristeza que me acompanhou por meses.”,  depoimento do revisor Jackson Liasch

Arquivado em: Amigos Bichos

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. Ana Carolina Acosta diz

    29 de agosto de 2017 em 18:37

    Obrigada Claudia! Foi um prazer conversar com vc, a matéria ficou linda! bjs

    Responder
  2. DENIZE MAIONE GRANDE diz

    22 de setembro de 2017 em 11:50

    Quando perdemos um amiguinho desses, o melhor é só pensar na felicidade e na alegria que tivemos ao conviver com eles, pois serão para sempre inesquecíveis!

    Responder

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