
Costuma-se dizer que talento é herdado. Mas ele também pode ser desenvolvido, praticado, exercitado e adquirido. Algumas pessoas, naturalmente, nascem com um jeito muito próprio e com facilidade para produzir peças manualmente. Herdam dos pais e avós essa herança: talento para confeccionar objetos que revelam toda uma história de vida. Outras, gostam e investem em conhecimento e prática e da mesma forma confeccionam peças primorosas. A realidade é que o Brasil possui uma rica cultura de artes que encanta pelas cores, texturas, materiais, trabalhos diferentes de norte ao sul. Como ficar alheio a essa mistura de povos e criatividade? Impossível.
As pessoas que gostam de fazer artesanato, do mais simples ao mais complexo, aprendem, reinventam-se, buscam alternativas. Inclusive, fazendo algo que gera prazer e renda financeira, abrindo um espaço no mercado de trabalho. O artesanato tem seu lugar na economia porque tem sido uma boa opção para uma ou mais de uma fonte de renda da família. Muitos começam a ministrar aulas, a comercializar peças e isso vai gerando emprego e sustento. E outros trabalham com artesanato pelo simples fato de proporcionar um prazer enorme! Toda forma de criação desperta emoções retraídas!
Há pessoas formidáveis, como Zizi Calderali, que se especializam em artesanato popular brasileiro, divulgam esse trabalho pelo amor à arte, como é o caso do “Projeto Sertões”. Esses amantes do artesanato brasileiro viajam pelas regiões do país em busca desses artesãos com talento genuíno que emocionam pela simplicidade, desprendimento e boa vontade. São características de quem mexe com argila, madeira, palha, peças de barro, papel, fibras, matérias brutas ou recicladas. O resultado final? Peças que enobrecem qualquer ambiente. O artesanato popular brasileiro é o nosso maior tesouro.
Em cada lugar desse Brasil imenso eles estão lá! Escultores, ceramistas, tecelãs, bordadeiras, pintores, rendeiras, pintoras, gente que evidencia o folclore, dá voz à arte popular. São pessoas capazes de emocionar com uma simples peça de argila e um bordado numa toalha, e que ganham espaço na prateleira da sala da nossa casa. Essas peças chegam ao nosso lar contando histórias, colorindo, revelando o que existe de mais valioso: a importância do amor pela cultura popular. Afinal, não ajudamos apenas os artesãos, (que em muitos lugares do Sertão lutam com dificuldades), mas colaboramos com a divulgação das raízes brasileiras que pertencem a nós também.
O Ideia Delas “viajou” por alguns lugares e trouxe um pouco dessa arte que embeleza, mostra costumes, revela usos de cada lugar. Vamos conhecer a trajetória deles?
Por Elisiê Peixoto

A importância do Projeto Sertões na arte popular brasileira
A jornalista Zizi Calderari é especializada em decoração e arquitetura, mora em São Paulo, muito respeitada e conhecida no setor de arquitetura, decoração e artes plásticas. Ela é a idealizadora do Projeto Sertões, e faz parte de uma série de expedições pelo Brasil, sem dúvida, um grande incentivo e divulgador da arte popular brasileira para uso na decoração contemporânea, com peças genuínas, compondo o visual da casa de muitas pessoas por todo o Brasil. “O projeto surgiu pela necessidade de uso de arte popular e artesanato nas decorações das casas brasileiras, durante o tempo que trabalhei como editora visual na revista Casa Claudia. Ele atua na como capacitação dos saberes e fazeres brasileiros e fomentando o uso nas decorações contemporâneas. O Estúdio Avelós é a marca que coloca em prática as pesquisas feitas durante as expedições do Projeto Sertões – tanto na produção, como na comercialização. Acredito que através do artesanato bem organizado, bem divulgado e bem usado, trazemos conscientização de uma profissão, de um oficio. Através do artesanato, reforçamos a identidade de um povo e podemos praticar economia criativa e sustentável”, salienta Zizi.
“Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz sou rapadura Sou vida difícil e dura
Sou nordeste brasileiro
Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover
Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino
Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser
Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado
Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada
Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer
Mais mesmo nesse padecer eu sou feliz desde menino
Quanto mais sou nordestino, mais orgulho tenho de ser
Terra de cultura viva, Chico Anísio, Gonzagão de Renato Aragão Ariano e Patativa.
Gente boa, criativa
Isso só me dá prazer e hoje mais uma vez eu quero dizer
Muito obrigado ao destino, quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser.” (Poema Ser Nordestino, de Bráulio Bessa)
https://prosas.com.br/empreendedores/1899-projeto-sertoes
Dona Zélia, sua família e suas peças de barro
“Durante cerca de 20 anos trabalhei sozinha, fui aperfeiçoando minhas técnicas e cuidando dos meus seis filhos.”

Dona Maria Zélia Gomes da Silva, 50 anos, mora na comunidade Campo Buriti/ Turmalina, Minas Gerais. Casou-se aos 23 anos, foi morar em Campo Alegre (uma comunidade vizinha), próxima à sua sogra com quem aprendeu o artesanato de barro. “Trabalho há 26 anos como artesã, desde pequena sempre fui muito apaixonada pelo artesanato, pois observava a minha avó fazendo panelas, potes, pratos para o uso em casa. Nossas peças são feitas de barro, ele é coletado na natureza em forma de torrões e é refinado manualmente até virar pó e é misturado em água até o ponto de uso. Nos inspiramos nas coisas ao nosso redor, e em tudo que pode ser reproduzindo com barro na fauna e flora, nos inspiramos também nos trabalhos das gerações passadas que carregam a cultura local.”
“Trabalho em casa com meus filhos e expomos em casa e na associação dos artesãos (AACC) aqui da comunidade, e vendemos online através do Instagram e marketplaces como Shopee e Mercado Livre. O que mais me realiza é o fato de trabalhar com a minha família, além de ter o meu trabalho espalhado pelo o mundo e poder conhecer pessoas incríveis de todos os lugares. Durante cerca de 20 anos trabalhei sozinha, fui aperfeiçoando minhas técnicas e cuidando dos meus seis filhos. Foi quando eles criaram interesse pelo artesanato. A partir daí sentimos a necessidade de criar o Ateliê da Zélia.” (Fotos Arquivo Pessoal)


Dois nordestinos que distribuem abraços
“Morando no Nordeste, lembro-me do meu pai atendendo as pessoas que pediam ajuda de porta em porta. Ele sempre dava algo, podia ser o que restava do almoço ou até algo ensacado. E essas pessoas o abraçavam em forma de agradecimento, muitas, inclusive, emocionadas. Por isso o nome ” O Pedidor de Abraços…”. (Yran)

Yran Palmeira, de Arapiraca, no agreste alagoano, e Emeton Kroll, de Caruaru, Pernambuco, vivem um momento de realizações com suas obras que estão conquistando o Brasil. Já foram protagonistas de matérias em revistas como Marie Claire, Casa e Jardim e Casa Claudia. O ateliê deles chama-se Armoriarte, fica na cidade de Gravatá, Pernambuco. Yran relata um pouco sobre essa trajetória. “A arte entrou na nossa vida de forma muito simples e natural, não foi nada pensado. Somos produtores musicais há mais de 25 anos, temos uma produtora de áudio, atuamos no setor publicitário até hoje. Em 2015 tivemos a honra de cruzar os nossos caminhos com um cara excepcional chamado Cleto, e de quem ficamos amigos, já que ele era bancário e fez o trâmite todo da compra do nosso primeiro apartamento”, relembra.
Numa das visitas à casa do amigo Cleto, em Gravatá, eles se depararam com uma tela linda na sala de estar. “Era a imagem de uma senhora, bem caricata, lúdica, uma imagem colorida, pintada por ele. E foi assim que se iniciou o nosso real interesse pela arte, porque ele nos incentivou a fazer o mesmo para “desestressar”, uma vez que a arte tem o poder de nos transportar para algo mais tranquilo. E hipnotizados por aquela obra tão bonita, começamos a pintar. Os primeiros traços foram ruins, mas insistimos e praticamos bastante. Infelizmente nosso amigo Cleto faleceu na volta de uma viagem de férias ao Chile. Foi um trauma grande na nossa vida porque éramos muito amigos, ficamos deprimidos e até por um tempo, desistimos da arte”, relata.
“E um dia, vendo o programa Life by Lufe, do fotografo Lufe Gomes, que em seu vídeo falava como enfrentar as adversidades e os traumas da vida, retomamos aos desenhos, pinturas e esculturas. E num determinado dia, criamos esse boneco (o Emeton desenhou e esculpiu) que tanto faz sucesso e denominamos de “O Pedidor de Abraços”. Escolhemos esse nome porque a lembrança daquela peça me remeteu à década de 80 e ao meu pai: um homem generoso e que ajudava as pessoas. Morando no Nordeste, lembro-me do meu pai atendendo as pessoas que pediam ajuda de porta em porta. Ele sempre dava algo, podia ser o que restava do almoço ou até algo ensacado. E essas pessoas o abraçavam em forma de agradecimento, muitas, inclusive, emocionadas. Por isso o nome ” O Pedidor de Abraços” , porque abraço engloba carinho, presente, amor fraterno, ajuda, solidariedade, compreensão, respeito. No abraço cabe tudo isso. O primeiro boneco de presente foi para o fotografo Lufe que se emocionou, gravou um vídeo recebendo o presente. Ele ressaltou o fato de “como dois artistas nordestinos fizeram uma obra com nome tão lindo e tão necessário nos dias atuais em que o mundo vive?”. Foi assim que nosso “boneco” despertou um olhar generoso das pessoas. Um olhar mais puro, mais bonito. Nos meses seguintes ao lançamento foram muitas alegrias e até hoje trabalhamos bastante, criando peças e distribuindo abraços!”, completa Yran.
(Fotos Arquivo Pessoal)

As obras de Expedito em pedra sabão
“Gosto de “escutar” a pedra, ver o que está oculto, o que ela está pedindo para ser gerado, gosto de colocá-la em cima de alguma coisa, andar em volta e ver o que ela deseja ser”…”


O artesão Expedito Jonas de Jesus, 42 anos, mora em Tiradentes, Minas Gerais, é escultor e entalhador. Começou a trabalhar como artesão aos sete anos de idade, mas aos quatro anos já brincava com a pedra sabão e as ferramentas.” Aos sete anos criei uma “cara de leão”, mas desde muito criança eu observava o meu pai e aprendi tudo com ele. Meu pai tem 65 anos de profissão como escultor, hoje ele tem 78 anos, tem muita experiência. Cresci vendo meus pais trabalharem como artesãos e hoje sou um apaixonado pelo que faço. Trabalho na rua principal de Tiradentes, aqui todo mundo me conhece, eu não tenho ateliê, tenho esse contato direto com as pessoas. Trabalhei com madeira também, mas a minha paixão é a pedra sabão.”
Expedito adora o ar puro, de mostrar o seu talento, faz esculturas grandes e pequenas na rua da histórica. “O que me acrescenta é quando estou fazendo uma peça e alguém se identifica com aquela obra. Isso para mim é fundamental. Gosto de “escutar” a pedra, ver o que está oculto, o que ela está pedindo para ser gerado, gosto de colocá-la em cima de alguma coisa, andar em volta e ver o que ela deseja ser. Escuto o seu pedido de socorro. Gosto de usar a proporção da pedra, tirar o fragmento, quando consigo lapidar, dar vida ao que está oculto. Acredito que da mesma forma que um artesão tem o seu valor, a pessoa que entende o trabalho de artista também tem. Porque ela tornar-se um artista por interpretar uma obra. Valorizo muito todo aquele que olha para o meu trabalho e define exatamente o que está vendo”, acrescenta Expedito.
(Fotos Arquivo Pessoal)

Clarice Borian e sua arte com as folhas
“Eu tenho uma conexão muito forte com a natureza, e diante daquele monte de folhas secas, ocorreu-me de bordá-las.”

Clarice Borian é paranaense, nasceu em Maringá, mora na capital paulista, e seu trabalho com folhas vai muito além da arte, é uma expressão de respeito à natureza e em especial de respeito às árvores. Sua arte é poética, o bordado é a sua técnica. Ela é formada em antropologia e administração de empresas. Já tem marca e trabalhos assinados, é designer e conceitualizadora de produtos, e hoje, reconhecida artista brasileira. Seu trabalho com as folhas surgiu entre 2013 e 2014, quando São Paulo viveu uma crise híbrida muito séria. Devido à seca, encontrava muitas folhas no chão. Observava a natureza pedindo água! Como sempre teve uma conexão muito forte com a natureza, ocorreu a ideia de bordá-las, uma arte que já dominava por haver trabalhado com bordados anteriormente. Foi quando bordou a palavra “Gratidão” em algumas folhas e colocou de volta na árvore, como forma de agradecer pela sua existência! Através de seu trabalho é possível ampliar o olhar sobre a natureza e valorizar a importância das folhas secas que fazem parte de um ciclo e são necessárias para a terra porque desenvolvem nutrientes, mantém a umidade. A folha é importante em todos os processos.
Ela lançou um livreto intitulado “Oráculo das Árvores”, no qual faz relação de 36 passagens com 36 palavras brasileiras. Trata-se de um oráculo com 36 cartas com as 36 folhas bordadas que foram fotografadas; e tem o livro com 35 verbetes que relacionam cada palavra a uma espécie de árvore. Vão dentro de uma caixa.
Em seu site https://www.clariceborian.contém as informações de suas exposições, fotos de trabalhos, sua trajetória.
(Fotos Arquivo Pessoal)

As bonecas de palha de milho de Brumal
“Sou artesã há mais de 20 anos, tudo começou quando minha mãe, dona Hilda, ganhou uma mini boneca, ela observou e interessou em fazer uma de palha de milho.”

A artesã Maira Lúcia é quem assina as bonecas de palha que encantam pela diversidade de cores e detalhes. Ela conta a sua história. “Moro no sítio Gravatá, em Brumal, Santa Bárbara/Minas Gerais. “Sou artesã há mais de 20 anos, tudo começou quando minha mãe, dona Hilda, ganhou uma mini boneca, ela observou e interessou em fazer uma de palha de milho. Talentosa, ela nem precisou desmanchar e começou a criar seu próprio modelo. Ao ver o sucesso, minha mãe pediu para que eu também pudesse fazer, tive um pouco de dificuldade, mas com bastante habilidade fui modelando as peças. E o sucesso começou quando veio a divulgação. Hoje minha mãe não mais se encontra entre nós, mas deixou um grande legado. Preservo cada habilidade dela com muito carinho, sinto muita emoção em falar da minha mãe, além de uma grande e habilidosa artista, era de muita elegância e uma mulher incrível que tratava todos com muito carinho. E tudo que ela aprendia tinha o prazer de passar para as pessoas. Hoje dou continuidade nessa maravilhosa arte. É um grande orgulho e também, a minha principal fonte de renda. Tenho o registro do patrimônio.”
“Toda a matéria prima é colhida aqui no quintal do meu sítio, onde moro e trabalho. Com o projeto está sendo construído um lindo ateliê que é meu sonho para receber pessoas de várias regiões. Esse ateliê está sendo me presenteado por uma empresa aqui da região, a Pedreira Um Valemix. Sinto-me grata a Deus e a toda minha família que me apoiam. E tenho gratidão também por todos os turistas, que além de comprarem, sempre deixam elogios e um carinho tão grande. Recebo a todos com muito carinho em meu sítio”, ressalta Maira Lúcia.
(Fotos Arquivo Pessoal)
Afetividade e poesia dentro das garrafas
“Eu fazia mil coisas dentro de casa e um belo dia, redecorando o quarto da minha filha, encontrei umas garrafas e comecei a colocar flores, escrever bilhetes.”

Ela sempre teve o lado criativo muito aguçado e conta que o processo sempre fez parte da sua vida. Na infância observava a avó fazendo colares, desidratando ervas e doces. Sandra Gasparian nasceu no Estado de Sergipe, tem 49 anos, mora na cidade do Rio de Janeiro há 19 anos, tem duas graduações, e migrou da moda para viver literalmente “dentro de garrafas”, como afirma. “Comecei na pandemia, em casa, com a necessidade de criar que é vital para mim. Preciso estar sempre mexendo com as mãos e eu comecei com uma brincadeira. Gosto de presentear, de construir os meus presentes, fiz desde sempre. Acredito que um presente feito pela pessoa que presenteia tem muito mais valor afetivo, gera boas energias, deposita amor, carinho, afeto. Eu fazia mil coisas dentro de casa e um belo dia, redecorando o quarto da minha filha, encontrei umas garrafas e comecei a colocar flores, escrever bilhetes. Em seguida fiz uma cesta com vários produtos engarrafados para dar de presente à minha cunhada e amiga, que elogiou. A partir daí comecei e não parei.
Não me considero artista, mas uma” garrafeira”. O nome “Si…poesia engarrafada” tem uma razão de ser. “Si” é o fonema, o som da letra “S” de Sandra…era assim que éramos alfabetizados na cidade onde nasci, em Sergipe. Além disso o meu trabalho tem uma pegada sustentável, tenho parceiros. São donos de restaurantes que me cedem as garrafas, as flores que sobram de algum evento e eu desidrato, o tecido é cru. Preocupo-me com o planeta, não quero poluir e nem destruir nada. E o processo é poético, as flores tem que ter o seu tempo, por exemplo. Todo o meu trabalho tem o DNA da afetividade, faço muitas garrafas com diversos temas que trazem boas lembranças, energia positiva, que emocionam”, completa. “Si…Poesia Engarrafada” nasceu do desejo de semear beleza no ato de presentear os outros e a si mesmo”, completa.
(Fotos Arquivo Pessoal)


A bela arte da dona Elenida feita com palha e cipó
“Meu trabalho consiste em ir no mato, tirar a palha, cozinhar a palha, coloco para secar, riscar e depois fazer o trançado. É difícil, mas gosto muito.”

Artesã e agricultora rural, Elenita, 48 anos, mora na comunidade de Quilombo de Massarandupio, município de Entre Rios, na Bahia. Ela é a terceira geração de artesãs da família que trabalham com palha e cipó. “Meu trabalho consiste em ir no mato, tirar a palha, cozinhar a palha, coloco para secar, riscar e depois fazer o trançado. É difícil, mas gosto muito. São peças variadas, trabalho com cipó e palha. Cipó é o mesmo procedimento. Meu pai trabalhava com cipó e eu, com dez anos, observava a minha mãe e avó fazendo chapéu e outras peças. Faço luminária, cestos, fruteiras, uma diversidade de peças. E o que me inspira é poder mostrar para outras pessoas para que essa arte nunca morra. Trabalho nas feiras, aceito encomendas, existe uma troca de experiência porque nas feiras converso com outras artesãs. Cada uma com o seu saber! É algo que faço com muito amor e cada peça que vendo, sei que a pessoa leva para casa o meu carinho”, completa.
(Fotos Arquivo Pessoal)
Frida Kahlo pelas mãos de Kênia Borges
“Aprendi a fazer sozinha e foi o amor a arte que me conduziu até aqui.”

A professora de história da arte Kênia Borges tem 47 anos, mora em Recife/Pernambuco, é quem assina essas lindas bonecas de barro inspiradas na artista mexicana Frida Kahlo. As cores, sem dúvida alguma, é o que mais desperta atenção nessas peças feitas de barro, com uma variedade de tons de tintas que alegram qualquer ambiente. ” A coleção “Cores da Frida” nasceu em abril de 2021, quando materializei no barro e na pintura toda minha admiração por esta artista que amo tanto. Aprendi a fazer sozinha e foi o amor a arte que me conduziu até aqui. Minha vida é voltada para a arte, durante a semana ministro história da arte em um colégio particular e nos finais de semana exponho minhas peças em feiras locais”, comenta . Kênia ministra em sua cidade oficinas denominadas “Arte na Praça”. Recentemente ela ministrou sobre Tarsila do Amaral, Van Gogh e Frida Kahlo. Sem dúvida, uma iniciativa das mais importantes.
(Fotos Arquivo Pessoal)


A descoberta que trouxe realização
“Nunca é tarde para fazer algo que verdadeiramente te preenche e posso garantir que foi uma opção feliz e quero cada vez mais evoluir com ela.”

Ana Paula Schultz, 41 anos é Designer Floral, morou a vida toda em Apucarana/PR, desde o início de 2022 reside em Londrina/PR, e no processo do seu apartamento começou a se interessar por flores desidratadas devido à falta de luz em alguns lugares como o hall e o lavabo. “Assim comecei a fazer vasos e as pessoas começaram também a gostar e foi quando iniciei meu trabalho com arranjos de flores. Sempre tive muita facilidade e criatividade com trabalhos manuais. Os meus vasos são todos feitos de flores naturais desidratadas, dou a opção para a cliente de usar um vaso que eu tenho ou alguma peça dela mesma. Adoro trabalhar com cores e texturas, nunca fiz nenhum curso nesta área, sou formada em Marketing e Propaganda, mas minha mãe e minha tia Márcia sempre bordaram ponto cruz e outros trabalhos. Acho que seja algo natural meu! Trabalho no meu apartamento, aos poucos fui tomando conta de uma área que não tinha sido planejada para este fim, mas que agora é só minha (risos), utilizo as redes sociais para divulgação. O trabalho manual e de criação me relaxam, é algo do qual nunca imaginei que teria tanto prazer em fazer, consigo conciliar minha vida familiar com o trabalho, o que me deixa ainda mais satisfeita e motivada. A parte de divulgação é o momento no qual posso usar os recursos publicitários da minha formação. Nunca é tarde para fazer algo que verdadeiramente te preenche e posso garantir que foi uma opção feliz e quero cada vez mais evoluir com ela”, conclui.
(Fotos Arquivo Pessoal)




Minha amiga , dessa vez vc se superou!!👏👏Que viagem fantástica pelo mundo do artesanato nacional!!! Riquíssimo em beleza, criatividade e detalhes lindos de histórias de vida e amor à arte!!!❤Apaixonada por tudo…quero um de cada exemplar mostrado na matéria !!😉😄Viva os nossos artistas, que gente talentosa!!👏👏👏
Parabéns a equipe que trabalho maravilhoso estao nos mostrando,a riqueza do artesanato no Brasil,encantado com a materia,encantada com os trabalhos!!!PARABÉNS
Amei a matéria, aprendi com a vó dos meus filhos amar artesanato, Leange prestigiava e incentivava muito os artesões, nunca voltava de alguma viagem sem alguma peça de artesanato. Parabéns Elisiê pela matéria com esses artistas maravilhosos.
Paulinha linda ! Vc já nasceu com todo esse dom e bom gosto em tudo que faz . Parabénssss por novo ciclo de sua vida , muito sucesso!! Te amo Chica ❤️🥰😘