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  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

A marcha das incontáveis formas familiares

17 de novembro de 2017 por Claudia Costa 2 Comentários

“Família é o todo. Toda a família é tudo. Qual parte do tudo uns e outros se julgam melhores?”

 

Por Antônio Mariano Júnior

 

UM

 

Um belo dia ela resolveu mudar. Levantou com a “pega”.

Bonita mulher, bem posicionada financeiramente, atraente fisicamente.

No perfil do Facebook, apenas o dia e o mês de nascimento.

Viúva há vários estalares de dedos.

O marido morreu numa trombada de carro, naquela curva, foi horrível…

Um filho universitário.

(…)

A primeira decisão quando resolveu mudar:

conhecer melhor aquele homem parrudo e gentil e bonitão

e “gostosão como a pega”. Bem avantajado financeiramente.

Viúvo porque a esposa, para ele, morreu;

foi ser feliz com outro homem.

Duas filhas formadas.

(…)

A bonitona e o homão da pega casaram-se no fato;

não no papel. Juntaram as dele e o dela; uma nova família formaram.

 

(…)

DOIS

Um belo dia ele e ela resolveram dar um basta.

Levantaram com a macaca, ambos. Informaram

aos seus: aos domingos, cada um no seu quadrado.

Com exceção do Dia dos Pais e do Dia das Mães.

Formaram os três filhos, fizeram muitos papagaios em bancos

para dar conta da empreitada. Não aguentavam mais aquele

povo “folgado”, aquela neta desaforada de cabelo colorido.

(…)

Um casal comum e grisalho.

Que faz “tsc tsc tsc tsc tsc” diante do noticiário

do Jornal Nacional.

Acreditam, ela e ele, que a salvação da Pátria está

na intervenção…

Ah!

(…)

A-do-ram o neto universitário. Que sempre

leva o amigo, tão simpático, no Natal. Ou no almoço

do Dia das Mães.

(…)

TRÊS:

Um belo dia ele resolveu assar novamente uma carninha.

Assou e fatiou e deu aos presentes.

“Vai uma linguiça aí? Quem gosta de chuleta?”

Ele sabe animar um churrasco.

Engraçadíssimo! Imita um veado como ninguém.

Aff!

(…)

Amigado com a tia do meio, que fuma como

uma “lazarenta” e não está nem aí com a paçoca;

anda para os que falam isso ou aquilo.

(…)

No churrascão, o veado incorporado vai e solta

essa aos dois rapazes, grudados no muro:

“Não sei, não!!! Vocês duas aí, hein?!!”, ironizou com gargalhadas.

Recebeu de volta, de um deles: “nós três né, titia?!”

A família adora picanha também.

(…)

 

DOIS, O RETORNO:

Aos domingos:

missa, macarronada com carne moída, maionese,

frango assado e recheado e encomendado; uma garrafa

de Coca-Cola, meia dúzia de cerveja artesanal.

Dia desses, o corredor daquele andar amplificou

a voz do rei:

“O homem que sabe o que quer/ E se apaixona por uma mulher/

Ele faz desse amor sua vida/ A comida, a bebida, na justa medida.”

(…)

QUATRO:

Um belo dia ele resolveu ser do contra,

por conta daquele suposto estalo em seu cérebro.

Desde então, passou a fazer sermões em todas

as montanhas. Até nas inimagináveis montanhas.

(…)

Passou a acomodar o pinto para o lado direito, dentro da cueca, sob a calça

de tergal ornando sempre com a camisa de popeline.

O passado ainda lhe serve.

Aquilo à direita ajuda, de fato, ajuda a desviar a atenção de coisas realmente importantes em nível…

Ah!!!

(…)

CINCO:

Um belo dia ela resolveu e estava resolvido.

Comunicou à esposa: “quero ter mais um filho ou uma filha”.

Deus e a Justiça terrena decidiram:

dois meninos. Lindos!!!

(…)

SEIS:

Um belo dia eles resolveram… porra nenhuma.

Tudo está, há tempos, bem resolvido entre os dois homens.

Nunca desejaram ter filhos.

(…)

Uniram-se civilmente, no cartório da área central, de onde se ouve

a correria da cidade, que arde.

Usam alianças na mão esquerda.

Família pequena.

(…)

TODOS JUNTOS E MISTURADOS:

Chamam-se mutuamente de bem, mor, amor, amada,

pai, mãe; tratamentos que a intimidade assenta

e ninguém tasca.

Vivem juntos, se dão bem, não desejam mal a quase ninguém.

Viva o Lulu. Vivas também para o auau, o miau, a samambaia,

o tu, o rabo do tatu, o chicobarrigudo. Aos agregados.

(…)

FAMÍLIAS:

Cristãos e ateus de todas as orientações formam famílias,

saibam ó, ungidos por perdigotos.

Famílias são constituídas com amplas formas

e visões. Todas abençoadas como a de vocês

ó, transtornados pregadores.

(…)

Deus faz tudo em grau, número.

E gênero.

(…)

Família é o todo.

Toda a família é tudo.

Qual parte do tudo uns e outros se julgam melhores?

(…)

A amiga de muitos anos falou assim, mais ou menos assim,

no auge do saco bem cheio com tanto policiamento moral:

– Esse *#*@% e aquele #%*& têm tempo para limpar

o &%$* antes de sair para cuidar do &%$* dos outros?

(…)

NOVES FORA:

As histórias narradas acima são reais.

Eles e elas existem. Eu os conheço.

(…)

Alice, acorda!!! Já para o quarto, anda!!!

Marcha, se assim entende melhor.

Tire imediatamente os peixes mortos dessa cegueira.

Pega um pandeiro e vem para o carnaval!!

(…)

Todas as famílias são iguais.

Todas as famílias são abençoadas.

Todas as famílias constituídas de formas várias deveriam

colocar os respectivos blocos na rua.

Todas juntas e misturadas!!

(…)

Não se misturam, algumas, como se azeites fossem.

Fecham portas.

Deixam-se abertas às midiáticas janelas.

Apenas.

(…)

Todas as famílias botam cadeados no portão.

Deus protege o mais.

“Chamam-se mutuamente de bem, mor, amor, amada, pai, mãe; tratamentos que a intimidade assenta e ninguém tasca. Vivem juntos, se dão bem, não desejam mal a quase ninguém”.

Arquivado em: Antonio Mariano Jr, Colunistas, Vale a pena

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. dorothy diz

    19 de novembro de 2017 em 10:47

    Mariano, hoje vc se superou. Tenho orgulho de você e saudade daquele tempo bom e alegre quando você, amigão da minha filha Sandra, frequentava a nossa casa já com o objetivo de ser jornalista. Parabéns! conseguiu. E dos BONS. Adoro ler você. Abraços!!!!!

    Reply
  2. Maeve Mendonca diz

    20 de novembro de 2017 em 05:22

    Aiiiii Marianooooo sou dessas .Sou da sua familia

    Reply

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