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A solidão e o reencontro

22 de agosto de 2019 por Elisiê Peixoto 7 Comentários

Por Elisiê Peixoto

 

Hoje convivo com a distância do meu filho que mora em São Paulo, já namorei quem mora em outro lugar, precisei me acostumar com o ninho vazio quando a minha filha casou e, em alguns anos da minha separação, precisei reaprender a viver sozinha e sem marido. Tudo ruim. Dizer que foi bom, mentira. Foi muito ruim. Gosto de momentos sozinha, de ter hábitos solitários como ler um livro, abrir a geladeira na madrugada sem me preocupar com o barulho, tomar meu café da manhã na varanda. Mas preciso saber que minha vida, a qualquer momento, estará sempre cercada de gente.

 

 

Semana passada, reencontrei uma amiga que não via há pelo menos 20 anos. Incrível, moramos na mesma cidade, que nem é tão grande assim, mas quanto tempo não tínhamos notícias uma da outra. A vida se encarrega dessas coisas, afastar, aproximar, afastar novamente, reaproximar. Nosso encontro foi distraído, sem qualquer compromisso, em um café rápido no shopping. O suficiente para colocar a conversa em dia, relembrar fatos, perguntar da família. Eu estava com pressa e ela também. Porque a vida pede isso, um corre-corre enlouquecido. Pelo menos o meu cotidiano é assim.

Depois, mais tarde e em casa, refleti sobre o encontro. E de como a distância pode afastar boas lembranças. Como o tempo corrói as recordações e como estar longe é algo ruim. Eu não gosto de distanciamento, talvez por isso minha casa sempre esteja cheia de amigos, gente que convive comigo há pelos menos 30 anos. Eu tenho essa característica, gosto de manter, gosto de paparicar, gosto de saber que está por perto. Minha casa é o reduto de amigos sempre, eu gosto e eles mais ainda.

Hoje convivo com a distância do meu filho que mora em São Paulo, já namorei quem mora em outro lugar, precisei me acostumar com o ninho vazio quando a minha filha casou e, em alguns anos da minha separação, precisei reaprender a viver sozinha e sem marido. Tudo ruim. Dizer que foi bom, mentira. Foi muito ruim. Gosto de momentos sozinha, de ter hábitos solitários como ler um livro, abrir a geladeira na madrugada sem me preocupar com o barulho, tomar meu café da manhã na varanda. Mas preciso saber que minha vida, a qualquer momento, estará sempre cercada de gente.

A saudade dói fisicamente. Assim como a ausência é algo muito cruel, você tenta tocar e olhar, mas é só vazio. Por isso que não acredito em relacionamentos que permanecem distantes por muito tempo. E por isso que o reencontro é algo bom. O tempo passou, mas você se surpreende com intensa emoção, parece que nada mudou e que tudo volta à tona.

Minha mãe costumava dizer que solidão é boa quando a gente sabe que ela tem um tempo contado. “Por um tempo vá lá… mas por muito tempo, nem ermitão aguenta”, brincava. Talvez por isso mesmo dona Norma viveu cercada de amigas, casa movimentada, teve dois maridos e a presença dela significava motivação, música e alegria. Está aí uma ausência no meu dia a dia que ninguém supre, uma saudade que permanece em todo tempo e em todo lugar. Mas pra essa não tem jeito. Saudade de mãe não tem remédio.

Arquivado em: Cá pra nós

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

Reader Interactions

Comentários

  1. Sandra Piazzalunga diz

    22 de agosto de 2019 em 19:31

    Muito bom minha amiga!! Vc descreve com uma perfeição tão genuína, q nos representa sempre !! Concordo …solidão só com tempo determinado!! Casa cheia de alegria é tudodebom !!!💗

    Responder
    • Elisie diz

      23 de agosto de 2019 em 21:36

      Obrigada amiga. Vc sempre me prestigia!

      Responder
  2. Lucita Neme F Ruiz diz

    23 de agosto de 2019 em 02:12

    Amorrrrrrr , quantas lembranças boas temos juntas . Até os momentos de choro se transformaram em ótimas lembranças , porque sempre foram regadas de muito amor e cumplicidade . E fato , eles existem ., assim como temos lembranças incríveis , de grande alegria . É fantástico esse cafezinho casual , que nos permite enchermos nossa alma de amor e gratidão . Gratidão a Deus e a vida . A todas as conquistas e amizades verdadeiras , que são eternas . Tia Norma sempre foi referência de mãe . Vaidosa e lindíssima , super prendada , sempre nos inspirou com sua alegria e sua casa acolhedora, cheia de amor e doces deliciosos . Não tem como ela não estar presente em nossas vidas . Tio Cleyde , qtas Sds de conviver com eles , naquele lar gostoso , onde me refugiava e me acolhia . Pai Chico , meu amado Pai , qtas Sds … Somos privilegiadas amiga querida . Deus nos deu o privilégio de conviver com eles . Sou muito grata a Ele , e a vc minha amiga irmã por todos os anos de amizade e cumplicidade onde o amor sempre , em todas as circunstância sempre foi nosso alicerce . Sozinhas , jamais ….. temos o maior e valioso bem , a amizade verdadeira . Bjosssss minha querida . Deus abençoe vc e sua linda família que amo de paixão . ❤️

    Responder
    • Elisie diz

      23 de agosto de 2019 em 21:38

      Ah como temos boas lembranças! Encontros e reencontros ao longo de 40 anos, da pra acreditar? Sim, temos boas histórias juntas. Deus é bom. Obrigada amiga!

      Responder
  3. katia zanetti diz

    23 de agosto de 2019 em 15:24

    Amiga!!!!!!!!!! Te amo de paixão, hoje, ontem, sempre!!!!!!!! Passe o tempo que for, vc sabe que aqui tem alguém que ama verdadeiramente vc e sua família!!!!!!!! LINDONA!!!! saudade das nossas mil risadas! Saudade de conversar sobre roxo escuro quase preto! hahahahahahah
    Nós, haverá sempre nós ok!!!!!!!!

    Responder
    • Elisie diz

      23 de agosto de 2019 em 21:41

      KAAAA, sim, sempre seremos nós nas risadas, no vinho, no chopinho, nas conversas…menos na solidão! Um grande beijo amiga!

      Responder
  4. Neusa Maria diz

    16 de setembro de 2019 em 01:18

    Falar o quê ? Vc descreve com uma propriedade tão real e perfeita que só nos resta aplaudir e concordar ! Parabéns 👏👏😘😘

    Responder

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