Por Claudia Costa
Nos primeiros anos de vida, a criança tem mais possibilidades de ficar doente, pois seu organismo não possui muitas defesas. Por isso, é fundamental que os pais e os responsáveis pelo bebê tenham consciência de que as vacinas são importantes para a saúde da criança e sigam atentamente o calendário de vacinação.

“A criança é um ser em desenvolvimento e crescimento, isso é o que a faz se diferenciar de um adulto. Nos primeiros anos de vida, ela entra em contato com todas as substâncias, experiências que trazem coisas boas e perigos. Dentre os perigos estão os vírus, as bactérias e os fungos. As crianças não possuem resistências porque não nascemos com elas, adquirimos as resistências ao longo da vida”, explica o médico pediatra Issao Yassuda Udihara.
Vacinação das crianças
O especialista, que atua na área ha 39 anos, salienta a importância das vacinas na prevenção das doenças. “A vacina é uma arma de extrema importância na prevenção de doenças mais graves que, quando acometam a população, principalmente as crianças, levam a uma gravidade maior da doença. Em alguns casos, com sequelas e até a morte”, explica o pediatra.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o reaparecimento de doenças já eliminadas na maioria dos países tem trazido preocupação às autoridades sanitárias e aos pediatras brasileiros. O alerta vem após a divulgação de países como França, Itália, Alemanha, Bélgica, Bósnia, Geórgia, Cazaquistão, Romênia, Sérvia, Dinamarca e Ucrânia estarem sob risco de surtos de sarampo e rubéola. Embora eliminado no Brasil desde 2000, o sarampo é endêmico em nove países da Europa, conforme divulgado em boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a rubéola, eliminada no Brasil desde 2010, é considerada endêmica em 14 países europeus. Com a globalização, o risco de o vírus voltar a circular no Brasil se torna real, aumentando a necessidade de manter sempre atualizada a caderneta de vacinação.
Em junho, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram uma nota pública na qual conclamam a população, os médicos e demais profissionais de saúde a se contraporem ao movimento antivacinas, que surgiu nos países mais desenvolvidos e tem ganhado adeptos no Brasil. Para as duas entidades médicas, a falta injustificada de vacinações pode causar o aumento da morbidade e da mortalidade de crianças, de adolescentes e da população adulta, “consolidando um retrocesso em termos de saúde pública”.
Alimentação das crianças
O pediatra salienta que o aleitamento materno é o melhor alimento para a criança no primeiro ano de vida. “Exclusivamente nos seis primeiros meses. Muitas vezes temos que complementar, mas esta complementação é analisada caso a caso. Com a mulher trabalhando fora, temos que achar a melhor solução e o melhor local para a criança ficar enquanto a mãe estiver no trabalho”, salienta o pediatra.
Higiene e contágio
O povo brasileiro, com sua característica latina, tem necessidade de abraçar e tocar, porém precisamos ter bom senso. Quando estivermos doentes, devemos tentar evitar o contato físico com as pessoas, principalmente com as crianças, para evitar a transmissão de vírus. “Na Europa e no Oriente é comum ver pessoas usando máscaras quando estão doentes. Isso já é uma cultura deles. Aqui no Brasil dificilmente vemos isso”, explica o médico.
Fontes:
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Pediatria


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