Mãe e filha desfrutaram de um momento único, mergulhado entre história, beleza e cultura da República Tcheca
Por Claudia Costa
A socióloga Luci Woellner dos Santos, servidora pública estadual aposentada, e sua filha Juliana Schmitt, historiadora e professora de História da Arte na FAAP, em São Paulo, viveram em julho de 2025 uma experiência inesquecível na República Tcheca. O país, localizado no coração da Europa Central, foi uma das paradas de uma viagem maior que também incluiu Espanha e Portugal.

Com cerca de 11 milhões de habitantes e formado pelas regiões da Silésia, Morávia e Boêmia — onde fica a capital Praga —, a República Tcheca é um destino que combina riqueza histórica, cultura vibrante e uma impressionante preservação arquitetônica. Mesmo sem litoral, o país encanta por suas cidades medievais, castelos, igrejas góticas e ruas impecavelmente limpas.

Hospedagem e Primeiras Impressões
Mãe e filha se hospedaram em um hotel na Cidade Nova (Nové Město), em Praga, a poucos minutos da famosa Cidade Velha (Staré Město). Da janela, era possível avistar o imponente Castelo de Praga, especialmente belo à noite, todo iluminado.
Logo no primeiro dia, fizeram um tour guiado por uma brasileira, que apresentou os principais pontos históricos e culturais da cidade. “Com base nas dicas e no que havíamos pesquisado antes da viagem, conseguimos aproveitar cada minuto”, conta Luci.
Praga, um museu a céu aberto

A capital tcheca foi, sem dúvida, o ponto alto da viagem. Com mais de 1,3 milhão de habitantes, Praga foi fundada no século IX e preserva como poucas cidades europeias o esplendor de séculos de história. Foi capital do Reino da Boêmia, sede do Sacro Império Romano Germânico e palco de momentos marcantes do século XX, como a Primavera de Praga, em 1968.

Curiosamente, Praga escapou dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial — acredita-se que Hitler planejava transformá-la na capital cultural da Europa, o que contribuiu para a preservação de seu valioso patrimônio arquitetônico.
“Praga é um verdadeiro museu a céu aberto”, descreve Luci. “Cada rua de paralelepípedo revela um novo encanto — igrejas góticas, torres, cúpulas barrocas e cafés charmosos.”

Entre os locais visitados, a Praça da Cidade Velha foi um dos pontos mais memoráveis, com o Relógio Astronômico (Orloj), datado de 1410, e a Igreja de Nossa Senhora diante de Týn, com suas torres góticas inconfundíveis.
A Ponte Carlos, construída em 1357 e adornada por 30 estátuas barrocas, ofereceu uma das vistas mais impressionantes da cidade, especialmente ao pôr do sol, quando artistas de rua e músicos animam o passeio.

Luci também destaca a sensação de segurança, a limpeza das ruas e o transporte eficiente — metrô e bondes que ligam toda a cidade. “O idioma tcheco é um desafio, mas os moradores são gentis e sempre tentam se comunicar em inglês”, comenta.
Kutná hora – arte, mistério e história

Além de Praga, mãe e filha visitaram Kutná Hora, cidade histórica situada a cerca de 80 quilômetros da capital, conhecida por seu passado ligado à extração de prata e por abrigar alguns dos monumentos góticos mais impressionantes da Europa Central.

O destaque da visita foi a Igreja de Santa Bárbara, dedicada à padroeira dos mineiros, uma joia arquitetônica em estilo gótico tardio com vitrais deslumbrantes e arcos que parecem tocar o céu.
Outro ponto que chamou a atenção foi o Ossuário de Sedlec, uma pequena capela decorada com ossos humanos de cerca de 40 mil pessoas — uma obra ao mesmo tempo impactante e simbólica, que convida à reflexão sobre a brevidade da vida e a eternidade da arte.
“Foi uma visita que nos emocionou profundamente”, lembra Luci. “A combinação entre beleza e misticismo faz de Kutná Hora um lugar inesquecível.”


Lojas de biscoito de mel



Uma viagem para o coração e para a alma
Ao final da jornada, Luci e Juliana voltaram ao Brasil levando muito mais do que lembranças e fotografias. Trouxeram a certeza de que viajar é também um exercício de olhar e sensibilidade — uma forma de compreender o mundo e a si mesmo.
“Conhecer a República Tcheca foi mergulhar na história europeia e, ao mesmo tempo, fortalecer laços familiares”, reflete Luci. “Cada monumento, cada praça e cada conversa com as pessoas locais nos lembraram de que a beleza está não só nos lugares, mas também na experiência compartilhada.”

Entre ruas de pedra, sinos antigos e o som suave do rio Moldava, mãe e filha guardaram na memória uma das mais belas viagens de suas vidas — um roteiro repleto de cultura, emoção e descobertas.
Fotos: arquivo pessoal


Fantástico Cláudia! Viajei com elas nas suas descrições! Parabéns para a Lucy e a filha que puderem vivenciar essa escola de cultura e a vc que conseguiu transmitir toda
essa emoção nas descrições!
Amei, pareceu que eu estava viajando junto com elas. Parabéns pela viagem e por todas as informações, quero ir também!