Por Elisiê Peixoto e Julia Ilkiu
A vida acompanha o movimento do Sol e não para um só segundo. Despertador. Banho. Café. Carro. Escritório. Carro. Casa. Banho. Jantar. Chá de hortelã. Cama. Despertador. E acabamos deixando algo importante para trás. Mas nunca é tarde demais para a realização dos sonhos, mesmo que adiados, há tempo para outras conquistas!
Estamos tão acostumados a acelerar e a lidar com a embreagem que impulsiona nossas vidas que às vezes nos esquecemos de olhar o retrovisor. Vivemos no piloto automático e não sobra tempo para fazermos as coisas que gostamos nem nos questionarmos sobre as escolhas que foram feitas. Algumas pessoas entraram no túnel do tempo e nos contaram sobre as coisas que deixaram de fazer e sobre as pessoas que gostariam de ter sido. Vamos conhecer um pouco de cada história?

Com uma orgânica sensibilidade de quem tem carinho até pelas plantas de seu jardim, Cleide Maria Ilkiu Coelho conta que escolheu ser dona de casa, mas se arrepende de não ter escolhido uma profissão. Dentre artesanato, jardinagem, gastronomia e as outras diversas coisas que gosta de fazer, Cleide diz que gostaria de ter se aprofundado na área da arte. Ela diz que tem um dom para isso e lamenta não ter se profissionalizado. Apesar de viver para os filhos, para a casa e para as plantas, Cleide admite que não curtiu muito a infância dos filhos da maneira que gostaria. Além disso, cheia de afazeres, ela ainda confessa que tinha o desejo de estudar música, algo que sempre admirou, mas não teve tempo para cuidar desse desejo.
O passado não tem como ser mudado. Mas, diante de todas as coisas que Cleide deixou de fazer, há muitas que ela deseja realizar. Dentre os sonhos, viajar o Brasil todo e conhecer cada canto do seu país. Além disso, ela vive planejando fazer mais cursos para se aprofundar nas coisas que lhe dão prazer.

Se você está sentindo cheirinho de comida boa por aí, é porque a Vera Lúcia Ilkiu Coelho deve estar por perto! Vera mantém uma paixão pela culinária, sempre colocando a mão na massa. Ela sente muitas sensações boas dentro da cozinha, mas não se esquece de uma memória ruim. Manifestada através da paixão pela gastronomia, há 20 anos, Vera e uma amiga faziam marmitas para vender, e faziam sucesso. Chegou um momento em que elas teriam que se profissionalizar ou teriam que parar de vender comida. Foi aí que aconteceu a escolha de que Vera mais se arrepende. Por medo de investir em um negócio maior, deixou de lado seu maior talento. Também dona de casa, como a irmã Cleide Maria, Vera diz que se arrepende de não ter seguido essa profissão que lhe foi dada como dom: “Meu negócio é fogão”, afirma.
A curiosa Vera não depende de ninguém e tem uma teimosia que a motiva a aprender novos talentos. Agora, com os filhos já crescidos, a vida mais estabilizada e sem compromissos com horários, ela diz que vai fazer o que tem vontade, coisas que deem a ela prazer, como costura, artesanato e viagens.

Moacyr Gomes de Oliveira é fã da literatura e amante de todas as facetas da história. Seu maior sonho era ter sido professor de História e seu maior arrependimento foi não ter se profissionalizado na área. Porém, ele diz que não teve tempo para isso. Começou a trabalhar muito jovem, com 13 anos, e não aproveitou em quase nada sua infância. Ele sente muito por isso, pois gostaria de ter desfrutado mais de uma época tão importante de sua vida.
“Quando leio, me sinto fazendo amor com a literatura”, confessa Moacyr. Diante de uma paixão pelos livros, o sonho do aposentado é aprender mais um ou dois idiomas e conhecer o Brasil, o país que tanto lê nos livros mas que pouco conhece fisicamente.

A turbulência do oceano e o cheiro de maré alta sempre estiveram presentes na vida de Samira El Sayed. Ela lutou desde cedo para conquistar suas coisas e por isso ela diz que fez muitas escolhas erradas durante a vida. Apesar dos erros, ela é uma mulher que entende os estágios da vida: “A gente acha que faz as escolhas, mas na verdade é a vida que nos escolhe”, coloca Samira. Ela ama viajar e uma das coisas das quais se arrepende é de não ter separado um tempo para viajar mais. Com dois filhos, ela também diz que queria ter curtido mais a infância deles, pois na época passava a maioria do tempo trabalhando. Há três anos, Samira começou a cursar Psicologia, uma faculdade que sempre sonhou em fazer, mas revela que gostaria de ter iniciado antes.
Dentre os vários sonhos citados, Samira explicita um que coloca como meta: morar perto da praia. Ela diz que o mar é o seu lugar e que não vai parar enquanto não puder senti-lo todos os dias.
Nossa passagem pela Terra é turbulenta e rápida. Sendo assim, não há razão para esperar a oportunidade perfeita para fazer as coisas que gostamos e sermos quem gostaríamos de ser.
O que eu não fiz, o que vou fazer!
O Ideia Delas foi em busca de depoimentos de profissionais de diversas áreas para saber quais os arrependimentos e quais os objetivos dessas pessoas. Aquilo que deixaram de fazer e que hoje gera alguma frustração e uma conquista que estão determinadas a conquistarem no futuro! Leiam o que eles responderam. Vale a pena!












Julia Ilkiu, aluna do 3° ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina
Revisão de textos: Jackson Liasch (fone (43) 9 9944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com)
Fotos: arquivo pessoal e Julia Ilkiu


Vc como sempre alegrando as pessoas com suas ideias e forma carinhosa de descobrir o melhor dos outros. Que Deus a ilumine sempre
obrigada Dr. Marcio pelo depoimento! abs!
Vc é muito talentosa e sensível quando fala de pessoas,gosto muito da maneira que coloca as palavras sempre dando um sentido especial em tudo,parabéns pela matéria!
Parabéns pela leitura deliciosa. Foi um prazer participar dessa matéria. E ainda acrescentaria como o amigo acima Walter Marcondes: gostaria muito que minhas filhas se convertessem ao Cristianismo. Mas o Senhor sabe a hora certa!
Lili…Elisie Peixoto…..Voce minha eterna e querida amiga…em todos os momentos de nossa vida…Que felicidade ver você sempre atuante, generosa,,….Amo Você….muita admiração 💞