Por Claudia Costa
A beleza de uma roupa cortada e confeccionada por um alfaiate é inconfundível. O acabamento é impecável e o caimento da peça é a continuidade do corpo. Esta profissão é uma das mais antigas que existem e foi, muitas vezes, retratada em livros e filmes. A palavra alfaiate é derivada do árabe alkhayyát e vem do verbo kháta que significa coser. Quem nunca ouviu falar do corte impecável dos ternos do Ricardo Almeida, referência em alfaiataria masculina que há 38 anos é sinônimo de elegância? Pedro Corulla, também faz parte dos alfaiates brasileiros famosos que possuem um grande ateliê em São Paulo, onde produzem peças prêt-à-porter, peças sociais disponíveis à pronta entrega, além da “casual”. Entre eles estão os nomes de João Camargo e Fabrizio Allur.

Em Londrina (PR), o alfaiate Ovídio Silveira, 56 anos, além de trabalhar na função, também dá aula para formação de novos profissionais. Ele é natural de Santa Helena, cidade próxima à Foz do Iguaçu (PR), e vem de uma família de alfaiates. Ele conta que desde criança quis seguir nesta carreira e começou a trabalhar na função aos 13 anos.
Segundo Ovídio Silveira, o “segredo” da alfaiataria é “20% costura e 80% saber passar a ferro durante o processo de costura. A cada costura passamos a peça e continua costurando”. Ele explica que o alfaiate é o profissional que faz todo tipo de roupa: calça, blazer, vestido, terno, camisa, tailler, dentre outros. O alfaiate dá aula e tem alunos de várias áreas: alunos do curso de moda, médicos, arquiteto, nutricionista, psicóloga, pessoas que buscam aprender a costurar e ter uma opção de lazer ou outra profissão.
O jovem João Nogueira, 30 anos, mais conhecido por Bira, trabalhou muitos anos como vendedor, mas sempre quis trabalhar com moda. Após passar um tempo nos Estados Unidos, retornou ao Brasil em 2021, no auge da pandemia de COVID. Como teve que ficar em casa acabou mexendo na máquina de costura da mãe. Assistiu alguns vídeos, mas o aprendizado não evoluiu como gostaria. Foi ai que ele encontrou o alfaiate Ovídio Silvério e fez um curso de alfaiataria. Atualmente ele tem uma loja virtual com sua marca própria, a @sottoalfaiataria . Ele produz peças de alfaiataria sob encomenda ( masculino e feminino).
Luzia Nogueira, 47 anos, aprendeu a costurar muito jovem. Trabalhou como costureira faccionista para algumas fábricas de Londrina. A faccionista é a profissional que presta serviços terceirizados às oficinas de costuras ou grandes confecções. Ela recebe lotes de peças cortadas para costurarem conforme a peça piloto e a ficha técnica que também são fornecidas. Após fazer curso de alfaiataria, Luzia começou auxiliar o alfaiate Ovídio Silvério. “Alfaiataria é bem delicada, tem que dar um acabamento detalhado”, explica ela.
Sonho de Criança
No ano passado, a advogada Eliane Machado matriculou-se no curso de corte de costura com o alfaiate Ovídio Silvério. Por causa da Pandemia ela fez somente um mês de aula. Agora ela retomou as aulas e esta costurando um vestido para ela. Segundo Eliane, aprender a costurar era um sonho de criança.
Serviço:
Ovídio Silvério – alfaiate e professor fone (43) 9907-2883.


A arte e elegância da alfaiataria.. Parabéns! 👏👏
obrigado querida!
Faço costura com o Sr Ovidio que além de perfeito no acabamento é um ótimo professor ,.Já tentei aprender com algumas costureiras e foi com ele que me adaptei ,faço roupas só para mim e estou adorando fazer minhas roupas e as aulas 😃😃
Obrigado por seu comentário Maria. E parabéns por seu aprendizado. abraços Claudia Costa