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Ame o que você faz

14 de novembro de 2017 por Elisiê Peixoto 4 Comentários

“Uma coisa eu aprendi: a não fazer algo que realmente não sei fazer. Acho
bárbaro saber cozinhar, mas para colocar a mão na massa e preparar algo
bom, tem que ter domínio de algumas noções práticas, saber alguns truques
culinários, ter um bom paladar. Eu não tenho. Então, não me arrisco. Se me
arrisco, é na minha cozinha e para poucos. Minha praia é escrever. Apenas
isso.”

Por Elisiê Peixoto

Quando eu era menina, minha mãe me matriculou em tudo que fosse ligado a artes. Formei-me em piano no conservatório, fiz parte de um grupo de dança, fui bailarina, cheguei a dar aula de pintura em porcelana e andei incursionando pela cozinha. Tudo tinha começo, meio e fim. Eu aprendia, dava uma certa alegria para a mãe e o pai, e depois encerrava a carreira. A única coisa que eu amava realmente fazer era escrever. No meu quarto, eu escondia poesias, textos e mais textos e um diário que me acompanhou por quase 20 anos. Amava escrever, mas tinha vergonha de mostrar os textos para qualquer pessoa. Jamais. Até um dia quando uma professora de português me chamou para comentar sobre as minhas redações. E elogiar. Lembro-me que foi o primeiro empurrão para a escolha do jornalismo. Admiro toda e qualquer profissão exercida com paixão. Acho incrível a arte de atuar, por exemplo. Fico impactada com a veracidade dos atores, a emoção que eles passam interpretando o personagem. Adoro assistir a programas de culinária com esses chefs maravilhosos que têm a capacidade de transformar
meia dúzia de ingredientes num prato magnífico em tão pouco tempo. Emociono-me com dançarinos que coordenam impecavelmente passos, braços, pernas e mãos. Quando me identifico com uma tela de pintura, imagino
o talento que o artista tem em dosar cores, riscos, pinceladas, tudo com senso crítico. E assim com tantas outras profissões.

Hoje, sou grata por ter tido a oportunidade de estudar aquilo que me fascina, mesmo que seja uma profissão com seus altos e baixos e, muitas vezes, pouco valorizada e remunerada. A gente tem que gostar do que faz e acreditar no talento que pode se revelar desde muito cedo ou não. Quantas pessoas começam a pintar telas depois de mais velhas? Ou abriram um negócio próprio depois de aposentadas? E quantas pessoas ficam amargas e frustradas porque não exercem de fato o que sempre sonharam?

Uma coisa eu aprendi: a não fazer algo que realmente não sei fazer. Acho bárbaro saber cozinhar, mas para colocar a mão na massa e preparar algo bom, tem que ter domínio de algumas noções práticas, saber alguns truques culinários, ter um bom paladar. Eu não tenho. Então, não me arrisco. Se me arrisco, é na minha cozinha e para poucos. Minha praia é escrever. Apenas isso. Garanto que não foi uma, duas ou três vezes que me deparei com um profissional que pode ser ótimo naquilo que sabe fazer, mas é péssimo em outras situações. E tem gente que não admite que não sabe fazer, coloca os pés pelas mãos e acaba se aventurando numa tragédia anunciada.

Tem muita gente que sabe muita coisa e navega em mares diferentes com tranquilidade, porém, chegará um momento que terá que escolher. Quem é bom para fazer, muitas vezes é péssimo para administrar. E assim por diante. Habilidade e competência todo o mundo tem para alguma coisa. Ninguém é zerado. O que é preciso é dar voz e corpo para isso. Se eu não tivesse dado importância para aquela professora de português, talvez estivesse acomodada e triste, exercendo um papel que não é meu. O elogio que ela fez tornou-se um divisor de águas na minha vida. Ainda bem. E outra coisa: nunca é tarde. Às vezes, é necessário dar um basta, abrir mão e reencontrar aquilo que fez morada no seu coração por uma vida. E ir à luta.

“A gente tem que gostar do que faz e acreditar no talento que pode se revelar desde muito cedo ou não”.

Arquivado em: Cá pra nós

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Mafalda Cortez Bongiovanni diz

    14 de novembro de 2017 em 18:13

    Gostei muito das suas colocações. Muito claras. Parabéns Elisiê. Concordo com vc , pois temos que fazer o que gostamos. O sucesso na nossa vida só virá se for desta forma…Parabéns pelo Portal…

    Responder
  2. Neusa pinto diz

    14 de novembro de 2017 em 22:42

    Amo tdo que vc escreve! Diz com mta clareza e coerência tdo que mtas vezes ,nós ,sem esse seu dom maravilhoso,gostaríamos de colocar ! Parabéns!

    Responder
  3. Elieth diz

    15 de novembro de 2017 em 22:28

    Amo o que faço é faço o que amo… porém contudo todavia gostaria de ter sido juíza 👩‍⚖️ kkkkkkk… quem sabe ainda dá tempo… amei sua crônica

    Responder
  4. Dora Bordin diz

    18 de novembro de 2017 em 10:11

    Mai uma vez… delícia de ler!!😘

    Responder

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