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As diferentes formas de amar a maternidade

7 de maio de 2018 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

Viviane Lopes foi mãe aos 15 anos. Na foto, com a filha Lavínia.

 

Não são as águas de março que chegaram, dessa vez foram os ventos de maio. E a sua brisa traz um sentimento que unifica não só os brasileiros, mas ao redor do mundo. O dia das mães, no Brasil e na Irlanda, é celebrado no segundo domingo do mês de maio. Essa pode não ser a data preferida de muita gente que já perdeu a mãe ou que tenha alguma fissura nessa relação. Mas, com certeza, não passa despercebida. Não importa qual tipo de mãe seja a sua ou qual mãe você é, sempre há um lugar no coração. Existem as mães modernas, as mais conservadoras, as mães que exprimem amor em cada palavra ou toque, mas também existem as mães que demonstram seu amor de forma diferente e não convencional. Para trazer essa matéria do dia das mães, é justo que sejam colocados aqui quatro modos de como pode ser a maternidade, uma em cada fase.

 

O amor inesperado

Em outros tempos, era comum as mulheres se casarem muito jovens e serem mães antes mesmo de chegar à fase adulta. Hoje em dia, ainda que em uma proporção menor, não é raro encontrar mães jovens, que tiveram seu primeiro contato com a maternidade antes mesmo de sair da adolescência, como foi a história de Viviane Lopes. “Não por falta de informação, mas por desacreditar que poderia acontecer comigo.” Foi assim que Viviane aos 15 anos descobriu uma gravidez. Em meio a lágrimas e risos, Viviane contou sua história. No primeiro ano do ensino médio, sem um companheiro ou namorado, ela engravidou. Susto, desespero e um grande choque, todos esses sentimentos na cabeça de uma adolescente. Não foi fácil para Viviane aceitar e muito menos para contar para os pais. A maternidade bateu na porta de uma mãe que não estava preparada emocionalmente e nem fisicamente para ter um filho. Mas não havia para onde correr, no começo foi ainda mais difícil, mas depois pôde contar com o apoio da família para que pudesse terminar os estudos.

No início da gravidez ela teve começo de aborto e teve que fazer várias adaptações. No colégio perdeu muitas aulas devido ao pré-natal e, após dar à luz, levava a filha a algumas aulas quando não conseguia ninguém para cuidar dela. Nesse meio tempo, com toda a turbulência da adolescência, além da gravidez, ela se viu diante da separação dos pais. Por causa da maternidade, Viviane confessou que não conseguiu arrumar um emprego, apenas quando fez 21 anos, quando a filha já estava mais crescida. A filha de Viviane, Lavinia, ficou três anos sem o registro do pai, com o qual tão pouco contato tem recentemente. Independente das mudanças do corpo, dos olhares sujos e cheios de julgamentos, das desavenças e das dores, Viviane diz que testemunhar o crescimento de Lavinia, ver o quão esforçada ela é e o tanto de amor que envolve a relação delas faz todo o resto valer a pena.

 

 

Rosymara Heckert Bayer com o filho Thiago, um bebê esperado e amado.

Amor como escolha

Igualmente amada, mas diferenciadamente planejada, a maternidade de Rosymara Heckert Bayer foi muito esperada. E mesmo sabendo que podia gerar filhos, decidiu adotar. Não importava o meio da maternidade, ela queria suprir a necessidade de ser mãe, “podendo assim, ajudar uma criança a receber amor”, afirma ela. O processo de adoção demorou um ano, entre provas e internamentos. O Thiago, filho de Rosymara, hoje tem 23 anos e teve muitos problemas de saúde, sua infância foi muito conturbada e seus primeiros anos de vida foram repletos de convulsões, que continuam. Mas, diante de tantos impasses, o Thiago era um bebê muito esperado e desde o começo foi muito amado. Logo depois da adoção, Rosymara entrou em uma gravidez de risco de seu segundo filho. “Foi uma época muito tumultuada, talvez a mais difícil da minha vida”, diz. Mas também contou que teve apoio da família e do marido. Então, apesar das complicações e desgastes, o propósito de serem pais os manteve firmes para lidar com os apertos.

Vinte e três anos depois do seu primeiro contato com a maternidade, Rosymara revela que permanece o cuidado. Ela coloca que, especialmente com o Thiago, tem um zelo particular. Com seus outros dois filhos também tem muito zelo. “Mas o Thiago precisa ainda mais de meus cuidados, ele deixa ser amado mais, diferente dos outros meninos que já estão em outra fase, trilhando seus próprios caminhos”, conclui.

 

 

Letícia Storto sempre teve vontade de adotar. E hoje ela tem três filhos.

O combo de amor

A outra história é a trajetória de Leticia Storto, de seus três filhos e de sua vontade de adotar desde muito nova. A adoção sempre foi um desejo de Leticia, mas em 2016 ela engravidou e deu à luz um bebê prematuro que faleceu com 16 dias de vida. A partir da perda, ela e o marido decidiram por adotar uma criança, então em abril de 2017 deram início às papeladas para a adoção. Na espera de um processo demorado, Leticia ficou surpresa ao receber, já em novembro, a história dos três irmãos. Logo, já começaram o período de aproximação, para então no dia 10 de fevereiro ela e seu marido receberem a guarda provisória das crianças.

A rapidez com que o processo se desenrolou foi em decorrência do perfil que Leticia procurava na criança, ela estava aberta a qualquer gênero ou idade. A mãe mantém uma fala aberta sobre a adoção com as crianças, pois com sete, quatro e dois anos, eles já têm idade e consciência do que passaram. A relação de Leticia com os filhos está sendo criada pouco a pouco e com paciência e amor está sendo construído um vínculo muito forte. “Não importa se as crianças não foram geradas no meu útero”, certifica Leticia. A partir do momento em que ela trouxe as crianças para viver com ela, diz que não se lembra do modo como foram geradas.

 

 

Maria Jose com a filha Mariana. Foi mãe aos 39 anos.

Gravidez tardia

Em primeiro plano a carreira: essa era a estratégia de Maria José Heckert de Melo, que com 39 anos não tinha pretensão nenhuma com a maternidade. Querendo conquistar seu espaço profissional, Maria José não tinha cogitado a maternidade. Até que em uma fase complicada, investindo em sua profissão e passando por um momento ruim em seu casamento, ela soube que estava grávida. Criar uma criança não fazia parte de seus sonhos, ela tinha medo de não saber cuidar da filha ou de ter que abandonar sua carreira tão almejada.

Mesmo com a idade avançada para uma gravidez, Maria José disse que teve uma gestação perfeita, tranquila e sem intercorrências maiores. Ela confessou que se amou muito durante a gravidez, se achava linda e se intrigava com a ideia de gerar uma vida. Depois dos vários questionamentos sobre a maternidade, ela deu à luz e no mesmo momento resolveu fazer a laqueadura. Afinal, até então, não era um desejo seu viver aquela maternidade. Após os primeiros meses dela com sua filha Mariana, Maria José finalmente entendeu o sentido de tudo o que havia passado, percebeu a verdadeira essência da maternidade e viu que, apesar de qualquer ocorrência, aquele foi o momento certo para ela gerar uma vida.

Ela estava em um estágio na vida em que tinha uma carreira formada, garantia e segurança. A partir do nascimento de Mariana, Maria José teceu um olhar diferente sobre a vida e confessa que se perguntou como pôde não ter vontade de ter vivido isso antes. Foi a partir do questionamento de como é que conseguiu viver tanto tempo sem a maternidade que então se arrependeu de ter feito a laqueadura, pois teve vontade de passar por aquele momento mais de uma vez. Mas hoje, 26 anos depois da gravidez, ela se diz abençoada pela vida ter colocado Mariana em sua história e aponta que agora ela é seu maior orgulho.

O que fica

O que há em comum entre todas essas histórias são a dedicação e o sentimento que move todo o mundo: o amor. Para análise, o que nos resta é prestigiar o tipo de amor que temos em nossas vidas. Seja ela da forma que vier, maternidade é o acalento da alma!

 

Matéria assinada por Julia Ilkiu, aluna do 3° ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina

Revisão de textos: Jackson Liasch (fone (43) 9 9944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com)

Fotos: arquivo pessoal

Arquivado em: Destaque, Entrevistas

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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