A Sociedade Brasileira de Coloproctologia ressalta que doença pode ser prevenida e evitada. O sucesso do tratamento do câncer colorretal depende do estágio em que a doença é descoberta.

A prevenção e o diagnóstico precoce são os grandes aliados contra o câncer colorretal, que em 2013 provocou a morte de mais de 15 mil pessoas. Segundo estatística do Instituto Nacional do Câncer (INCA), este ano devem surgir 36 mil novos casos.
O câncer de intestino figura entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) preveem para este ano 17.620 novos casos de câncer de cólon e reto em mulheres e 16.660 em homens. O câncer colorretal é o segundo mais frequente nas mulheres (após mama) e o terceiro nos homens (após próstata e pulmão).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o rastreamento sistemático da doença para pessoas acima de 50 anos como forma de prevenção do câncer colorretal. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.

A doença abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (cólon) e o reto. Quando detectado precocemente, este câncer é tratável, e na maioria dos casos curável. “O câncer colorretal está relacionado a hábitos de vida não saudáveis, como consumo elevado de carnes vermelhas e processadas e pouca ingestão de frutas, legumes e verduras. Além disso, são fatores de risco obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo”, alerta o presidente da SBCP, Fábio Guilherme Campos.
Outro fator de risco é a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Geralmente o câncer de intestino é precedido de um pólipo, pequena verruga na mucosa do intestino. Este pólipo leva alguns anos para se desenvolver, assim, é possível diagnosticá-lo antes que se torne maligno. Pessoas com casos de pólipos na família devem ficar alertas, assim como portadores de doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e Doença de Crohn).
Prevenção

A prevenção é a principal aliada na luta contra o câncer colorretal. Uma alimentação rica em fibras (frutas, verduras, legumes, cereais integrais e sementes), aliada à prática de uma atividade física regular, ajuda na prevenção da doença. Também deve-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas e carnes processadas e comer carne vermelha de forma moderada. A obesidade e o tabagismo também são fatores de risco e devem ser evitados.
O médico Anselmo Nunes Duarte Júnior, cirurgião oncológico, explica que os casos de câncer colorretal são mais comuns em pessoas com mais de 50 anos e com casos na família. “A hereditariedade é um dos fatores que devem ser observados. A pessoa que tem ou teve um familiar direto (pais e irmãos) com câncer colorretal deve realizar exames preventivos como a colonoscopia”, explica o médico que se especializou no Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, de São Paulo. O Instituto de Câncer Dr. Arnaldo foi a primeira instituição destinada ao estudo e tratamento do câncer no Brasil, fundada em 1920, tem perfil filantrópico e atende 100% pelo SUS. Atualmente, o médico catarinense Anselmo Nunes Duarte Júnior, que trabalha há mais de dez anos na área, atende no Hospital do Câncer de Londrina, no Hospital do Coração e no Hospital Gastroclínica, além de ser preceptor da residência médica na área de cirurgia oncológica do Hospital do Câncer de Londrina.
Alteração no hábito (diarreia ou prisão de ventre), dor abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes ou anal e a sensação de que o intestino não esvaziou são sinais de alerta. Outros sintomas importantes são a perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes de cor escura, vômitos e sensação de dor na região anal, além de ter que realizar esforço para conseguir evacuar.
Diagnóstico e tratamento

O cirurgião oncológico explica que os tumores podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: sangue oculto nas fezes e colonoscopia. O diagnóstico final é por colonoscopia com biópsia. “Durante a realização da colonoscopia é possível detectar a presença de pólipos (são alterações da mucosa e se assemelham com verrugas) que podem ser retirados durante o próprio exame. Nem todo pólipo é maligno”, explica o médico.
O tratamento do câncer colorretal é multidisciplinar, com uma equipe composta por cirurgião oncológico, oncologista clínico, radioterapeuta, psicólogos, dentre outros. Segundo Anselmo Nunes Duarte Júnior, o tipo de tratamento do câncer colorretal depende do estágio da doença. “Quando o tumor é descoberto na fase inicial e não existe metástase em outros órgãos, o tratamento é um. Já quando a doença se espalhou por outros órgãos, o tratamento é mais demorado e complexo”, salienta o cirurgião oncológico.
Segundo ele, “muitas vezes a cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (que são os sítios iniciais de metástases locais). Em seguida, a quimioterapia, associada ou não a radioterapia, será indicada nos casos de tumores que apresentem fatores de risco para uma doença mais agressiva”.
AGRADECIMENTO:
Revisão: Jackson Liasch (fone (43) 99944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com)
FONTE:
INCA – INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colorretal/definicao
SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA
www. portaldacoloproctologia.com.br
SERVIÇOS:
HOSPITAL DO CÂNCER DE LONDRINA
INSTITUTO DE CÂNCER DR. ARNALDO
HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS
https://www.hcancerbarretos.com.br/
HOSPITAL ERASTO GAERTNER


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