• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

Cão-guia: um trabalhador e amigo em tempo integral Parte 2

29 de abril de 2020 por Claudia Costa 5 Comentários

Por Claudia Costa

Cego de nascimento, mas com uma vida produtiva

Daniel Picoloto Bernardini, 37 anos, casado, é natural de Bento Gonçalves (RS), mas há alguns anos mora em Balneário Camboriú (SC), onde é secretário-executivo há cinco meses na Helen Keller- escola de cães guias. Ele nasceu prematuro aos seis meses e teve uma série de problemas que culminaram com a cegueira. Daniel conta que foi uma criança normal, interagindo e brincando nas mesmas condições de uma criança que enxerga. Segundo ele, o apoio da família, em especial da sua mãe e do avô militar, foram fundamentais, pois eles nunca mediram esforços para o seu aprendizado. Daniel foi alfabetizado no método braile e sempre frequentou a escola regular. Hoje é graduado em processos gerenciais, massoterapia e está cursando pós-graduação em homeopatia contemporânea.

Aos 9 anos, Daniel começou a usar bengala. “Graças a isso, sempre tive muito boa mobilidade com a bengala, o que me trouxe independência muito cedo. Aos 13 anos, aprendi bastante e ganhei segurança com meu professor e amigo Álvaro da Silva, também cego, que me ensinou muito não só em relação à orientação e mobilidade, mas que foi também uma referência em relação à minha formação”, salienta ele, dizendo que começou a trabalhar como músico aos 15 e aos 18 já era professor de informática para pessoas com deficiência visual.

Daniel sempre quis ter um cão-guia e foi aí que conheceu a escola Helen Keller, onde trabalha há cinco meses como secretário-executivo. Ele esperou aproximadamente dois anos até receber seu primeiro cão-guia, no início de 2013, um mestiço de labrador com golden retriever chamado Rama. Segundo ele, foi muito fácil confiar no cão-guia e se adaptar. “Devido ao excelente trabalho realizado pelo instrutor de mobilidade com cães-guia Fabiano Pereira, que em aulas teóricas e práticas explicou e ensinou detalhadamente como seria o trabalho com o animal”, diz, salientando que foi muito rápida a transição da bengala para o cão-guia. “Não houve dúvidas ou insegurança. Isto se deve a tudo o que o cão-guia proporciona. É fantástico ver a dedicação, o empenho e a relação de carinho que se estabelece, pois só assim o trabalho pode ocorrer de fato.”

O preconceito dificulta o acesso do animal aos locais

O acesso do cão-guia é protegido pela lei 11.126/2005, que estabelece em seu quarto artigo como deve ser comprovada a identificação do cão-guia, além do valor da multa e o tempo de interdição impostos à empresa de transporte ou ao estabelecimento público ou privado responsável pela discriminação. Entretanto, ainda existem ocorrências de preconceito que dificultam o trabalho do animal. “Ainda ocorrem situações em que somos barrados ao ingressar em ambientes como restaurantes e veículos de transporte como táxi e Uber. O cão-guia também atua como um facilitador nas relações interpessoais pois, devido ao interesse pelo cão, as pessoas se aproximam e começam a conversar e só depois acabam percebendo que sou cego. Isso nunca ocorria quando eu usava a bengala”, explica Daniel.

” Com o cão-guia ganhei qualidade de vida, posso ir e vir com segurança e tranquilidade, ir a qualquer local que quiser sem depender de outras pessoas”, afirma Daniel Bernardini

O cão-guia não é animal de estimação

Atualmente, Daniel trabalha com Arya, 5 anos, da raça labrador. “Ela é incrível em seu trabalho, muito precisa e decidida. Nossa relação é de muito carinho. Mesmo quando não está trabalhando em casa, está sempre junto comigo. Este amor que existe faz com que Arya entenda que ela precisa preocupar-se comigo. Na rua, por exemplo, ela desvia de obstáculos e evita as situações de risco para mim.”

Na fase inicial, quando o cão-guia está em processo de treinamento e sua relação está sendo construída com o usuário, outras pessoas não podem interagir com o animal. Segundo Daniel, a família pode interagir com o cão, mas não em demasia, eles são cães de trabalho. “Como exemplo, devemos dizer que o cão-guia deve ser tratado como o fazendeiro trata seu cão de pastoreio, isto é, com todo o carinho e dedicação, mas sabendo que não é um cão de companhia, que tem sua disciplina, que come quando recebe o comando para comer, não sobe em camas e sofás, e separa muito bem o momento de trabalho e o momento de brincar.

Na rua, é muito importante que as pessoas não tirem a concentração do cão-guia em seu trabalho, por isso é importante não tocar no animal e não tentar chamá-lo. “Estas situações podem colocar em risco o cão e seu usuário”, salienta Daniel, dizendo que sua esposa interage com a cachorra quando Arya não está trabalhando.

A rotina profissional do secretário-executivo da escola Helen Keller é bastante agitada. “Saio de casa por volta de 7h30m, tomo ônibus até próximo ao local de trabalho e caminho por volta de 15 minutos em um ritmo bastante rápido até chegar. Normalmente participo de várias reuniões externas, representando a instituição e retornamos para casa por volta de 18 horas. Enquanto estou na escola, Arya fica livre, tomando sol e se divertindo no espaço que temos”, explica ele.

Daniel salienta que se sente totalmente seguro com o trabalho do seu cão-guia. “Mesmo sabendo de todos os problemas de acessibilidade que temos em nossas ruas, a Arya me proporciona tranquilidade. Posso caminhar sem ter que pensar no trajeto, ou em possíveis obstáculos, ela realmente é os meus olhos e eu acabo nem percebendo os obstáculos que existem, pois ela tem esta preocupação e faz isto magistralmente”, diz reconhecendo o trabalho da sua fiel companheira.

Daniel afirma que sua vida melhorou com a chegada do seu cão-guia. “Acima de tudo, ganhei qualidade de vida, posso ir e vir com segurança e tranquilidade, ir a qualquer local que quiser sem depender de outras pessoas, pois com a bengala existem situações que são mais complicadas. Algo incrível, por exemplo, em relação ao lazer, é poder caminhar na praia, seja pela calçada ou faixa de areia, algo que é praticamente impensável com bengala”, afirma.

Agradecimentos:

  • Arte-capa : Vladmir Farias- (43) 98401-3175. email : pdfmatriz@gmail.com
  • Revisão: Jackson Liasch – fone (43) 99944-4848 – e-mail: liasch@gmail.com

Fontes:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11126.htm

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/04/25/cdh-aprova-mudanca-na-lei-do-cao-guia-para-permitir-assistencia-a-outras-deficiencias

 

SERVIÇO:

  • Helen Keller – escola de cães-guia
  • – https://caoguia.org.br/
  • Instituto Magnus

https://www.institutomagnus.org/

 

  • Instituto IRIS –
  • http://www.iris.org.br/quemsomos?gclid=Cj0KCQjwla7nBRDxARIsADll0kCSw7pw7tpdw3b1KASsYsX-GmgNsWJQk6aCVZ5mZk8mnZNokuCyn9caAp3JEALw_wcB

Arquivado em: Destaque, Entrevistas

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

Reader Interactions

Comentários

  1. Ruth Bigarelli diz

    28 de maio de 2019 em 15:24

    Parabéns pela reportagem. Abraço fraternal

    Responder
    • Claudia Costa diz

      28 de maio de 2019 em 20:03

      Obrigado Ruth por seu apoio.Abraços!

      Responder
  2. Argentino diz

    29 de maio de 2019 em 13:49

    Parabéns em fim alguém com experiência, visão e coração humano, assumiu a atitude de mostrar a forma de ajudar aos necessitados, ajude também, compartilhem o máximo que puderem, Deus os recompensarás, parabéns a todos,.

    Responder
    • Claudia Costa diz

      30 de maio de 2019 em 14:37

      Obrigado, estamos fazendo isso. Você também pode nos ajudar enviando o link para os seus contatos. obrigado, abraços!!!

      Responder
  3. Wagner Donadio de Souza diz

    29 de maio de 2019 em 17:36

    Muito bom, excelente trabalho!!! É bom sabermos sobre todos esses assuntos que vcs abordam no portal!!!

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

Curitiba recebe exposição internacional “Sábia Madeira” na PUCPR

28 de julho de 2026 por Claudia Costa

Espetáculo resgata o protagonismo feminino na Música Caipira

22 de julho de 2026 por Claudia Costa

Unimed Londrina abre nova seleção para entidades receberem cadeiras de rodas

20 de julho de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login

imunify-bot-check