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Espírito de tudo

14 de maio de 2017 por Claudia Costa 5 Comentários

Maria Alcina é tão intensa e verborrágica, como ela mesma se define, quanto a Tropicália, movimento que sacudiu a cultura brasileira no final dos anos 60.

Depois de imortalizar as canções “Fio Maravilha”, de Jorge Ben Jor, e “Kid Cavaquinho”, de João Bosco e Aldir Blanc, o mais novo mergulho da mineiríssima Maria Alcina é num trabalho dedicado totalmente a Caetano Veloso. Tudo começa quando Alcina grava pela primeira vez, num compacto simples em 1972, a música “Mamãe Coragem”, composição do próprio Caetano.

O tempo passa e, com a mudança do mercado fonográfico nos anos 80, Maria Alcina fica fora do mainstreaming, o que faz a cantora ficar sem gravar um disco sequer durante décadas. Ainda colhendo saborosos frutos de seu “De Normal Bastam os Outros” (2015/Selo Nova Estação), ela agora encara um passeio por todas as décadas de Caetano Veloso.

A viagem começa nos anos 60 com “A Voz do Morto” e “Tropicália”, passando por “Os Mais Doces Bárbaros” e “Língua”, das décadas de 70 e 80. Depois, Maria Alcina se joga na aclamada “Fora da Ordem”, um dos estandartes de Caetano, gravada nos anos 90. “A Cor Amarela” e “Rock ‘n Raul”, canções mais recentes lançadas pelos idos dos anos 2000, também ganharam mais vida na interpretação da cantora.

“Espírito de Tudo”, nome deste mais novo trabalho, com previsão de lançamento para junho deste ano, promete sacudir os ouvidos mais atentos e corajosos. O idealizador do projeto, Thiago Marques Luis, conta à coluna que a ideia para este disco surgiu do show “Corações Vagabundos”, em que as cantoras Cida Moreira e Zezé Mota interpretavam junto com Alcina as canções de Caetano. A explosão do fenômeno Maria Alcina foi tanta que a ideia do álbum veio logo à tona.

A sonoridade proposta pelo trio Artur Kunz (bateria e programações), Ricardo Prado (baixo, teclados e sintetizadores) e Rovislon Pascoal (guitarras e teclados), que também assina a direção musical, parte de uma onda eletrorock sem deixar de lado o vigor e a organicidade de uma performance ao vivo. Alcina é tão intensa e verborrágica, como ela mesma se define, quanto a Tropicália, movimento que sacudiu a cultura brasileira no final dos anos 60. Então, preparem-se, queridos leitores e ouvintes! O furacão Maria Alcina está na área e é, como sempre, para causar.

Arquivado em: Colunistas, Crônica

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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Comentários

  1. mauro di deus diz

    20 de maio de 2017 em 18:16

    parabéns pela resenha. e por colocar MARIA ALCINA na pauta. o que é bom, fica, dizia uma velha máxima.

    Reply
  2. luciano pascoal diz

    22 de maio de 2017 em 07:47

    mulher inacreditável. o último trabalho dela está intenso, como a voz. parabéns meu velho.

    Reply
  3. Marcelo Luiz diz

    23 de maio de 2017 em 09:44

    Parabéns pelas matérias,pelo visual, pelo conteúdo! Perfeito!

    Reply
  4. Marcelo Luiz vieira diz

    23 de maio de 2017 em 09:45

    Parabéns pelas matérias,pelo visual, pelo conteúdo! Perfeito!

    Reply
  5. Eliana Carrara Romero diz

    31 de maio de 2017 em 20:59

    Adorei a matéria, adoro Maria Alcina e adoro o guitarrista Rovilson Pascoal, toca muuuuuiiiitttooooooo esse cara. Parabéns pela idéia e projeto. Bjos

    Reply

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