
Fundado pelo empresário Juliano Francisco, instituto criado em 2023 reúne meditação cristã, reflexão bíblica, preservação da memória e um Departamento de Música com professores voluntários
Em meio à correria da vida contemporânea, encontrar um espaço para desacelerar, refletir e fortalecer a espiritualidade pode ser uma necessidade cada vez mais presente. Em Londrina, essa proposta ganhou forma com a criação do Instituto MeditaFé, iniciativa idealizada e fundada pelo empresário do setor contábil Juliano Francisco, que transformou um propósito pessoal em um espaço de fé, acolhimento, conhecimento e convivência.
Criado em 2023, o Instituto nasceu com a proposta de ser um espaço dedicado à meditação cristã, à reflexão bíblica e ao desenvolvimento da intimidade com Deus. De caráter voluntário e interdenominacional, o MeditaFé busca reunir pessoas de diferentes tradições cristãs em torno de uma mesma essência: a fé em Jesus Cristo.
À frente do projeto, Juliano Francisco concilia sua experiência como empresário e profissional da área contábil com uma trajetória voltada também ao desenvolvimento humano, à liderança e à espiritualidade. Para ele, o Instituto representa a realização de um propósito que ultrapassa a atividade profissional.
“O MeditaFé nasceu de um desejo de contribuir para que as pessoas tenham um espaço de reflexão, de busca por Deus e também de desenvolvimento. É um lugar onde podemos compartilhar conhecimento, experiências e aquilo que recebemos ao longo da vida”, afirma.
O Instituto mantém uma programação voltada à meditação e à reflexão sobre a Palavra de Deus, além de conteúdos que podem ser acompanhados também pelas plataformas digitais. A participação de voluntários é um dos pilares da instituição, que procura construir um ambiente de acolhimento, aprendizado e comunhão.

Música que acolhe, ensina e transforma
Entre as iniciativas que vêm ganhando espaço dentro do Instituto está o Departamento de Música, denominado EMIM – Ensino Musical do Instituto MeditaFé –, criado a partir da percepção de que muitas pessoas têm interesse, talento ou vocação musical, mas nunca tiveram a oportunidade de aprender a tocar um instrumento.
O projeto oferece aulas para crianças, jovens, adultos e pessoas da melhor idade, contando com professores voluntários que compartilham seus conhecimentos e experiências. A proposta vai além do ensino técnico: o Instituto entende a música como uma ferramenta de desenvolvimento, expressão, convivência e descoberta de novos talentos.
“A música trabalha o cérebro, mas também alcança a alma. Existe algo muito especial quando uma pessoa consegue pegar um instrumento, movimentar as mãos, controlar o sopro, ler uma partitura e perceber que aquilo que ela fez se transforma em música. É uma satisfação muito grande”, explica Juliano.
O EMIM atende diferentes faixas etárias. Na musicalização infantil, participam crianças pequenas, inclusive a partir dos dois anos. Há também atividades voltadas a crianças e adolescentes, além de aulas para adultos e idosos.
Para os jovens, a iniciativa busca oferecer contato com uma atividade capaz de estimular concentração, disciplina, criatividade, convivência e desenvolvimento de novas habilidades.
“Queremos trazer os jovens para a música, para que descubram seus talentos, desenvolvam habilidades e tenham contato com uma atividade que possa abrir novas possibilidades”, afirma.
Para os idosos, a proposta também é criar oportunidades de convivência e aprendizado. A música pode representar uma nova descoberta para pessoas que, depois da aposentadoria ou de mudanças na rotina familiar, passam a ter mais tempo disponível e procuram novas atividades.
“Queremos mostrar que nunca é tarde para aprender. A pessoa pode descobrir um talento que não sabia que tinha, fazer novas amizades e encontrar prazer em uma atividade nova”, destaca Juliano. “Inclusive para pessoas acima dos 60 anos que desejam entrar no universo musical, algo que não tiveram oportunidade de fazer e agora estão vivenciando”, completa.
Professores que ensinam por vocação
Um dos diferenciais do Departamento de Música é o trabalho dos professores voluntários. São pessoas que, além do conhecimento musical, têm o desejo de compartilhar aquilo que aprenderam.
Segundo Juliano, existe entre os voluntários uma motivação que vai além da música: “Existe uma causa, um motivo dentro dessas pessoas. Elas foram ensinadas, desenvolveram seus conhecimentos e sentem o desejo de transmitir isso para outras pessoas. E também têm o dom de ensinar, porque não basta saber tocar. É preciso saber ensinar.”
Entre os facilitadores estão Júlio Vitalino, que ministra aulas teóricas e práticas de violão; Elifelete, que trabalha com coral e vocal e também com a parte teórica; Daniel , responsável pelo ensino de instrumentos de sopro, como saxofone e clarinete; Gabriel que ensina violino; e Elisânia Marcondes Felippe, que ensina órgão, teclado e piano.
Alguns dos professores possuem formação específica e passaram por estudos aprofundados na área musical, inclusive por meio de capacitação com a TKT, parceira do Instituto na metodologia.
O envolvimento com o projeto chegou a levar três dos voluntários a deixar Curitiba e se mudar para Londrina, depois de conhecerem e acompanharem o trabalho desenvolvido pelo MeditaFé.
O trabalho é voluntário e não remunerado. Os professores são membros do Instituto e oferecem seu tempo e conhecimento como forma de contribuição para o projeto.
Instrumentos doados ajudam a construir o projeto
A estrutura do Departamento de Música também vem sendo construída com a participação da comunidade. A maior parte dos instrumentos utilizados nas atividades foi obtida por meio de doações.
Atualmente, o Instituto conta com aproximadamente dez instrumentos, entre violinos, violões, teclados, órgão e instrumentos de sopro. Eles são utilizados nas aulas e também contribuem para as atividades da orquestra.
As doações chegam de diferentes cidades. Um apoiador de Foz do Iguaçu, que acompanhava o trabalho do Instituto, esteve em Londrina e trouxe um violino. Em outra ocasião, durante um encontro em São Paulo, um apoiador entregou um trompete novo para o projeto.
O próprio Juliano também contribuiu para a implantação do Departamento de Música. Ele conta que vendeu um Sax Barítono Yamaha por R$ 32 mil e destinou integralmente o valor para o projeto.
“Foi uma forma de contribuir diretamente para que essa iniciativa pudesse começar”, conta.
O Instituto continua recebendo doações de instrumentos, que ajudam a ampliar a estrutura disponível para os alunos e para as atividades musicais.
Preservação da memória cristã
Outra frente de atuação do Instituto MeditaFé é a preservação e disseminação da memória cristã. Em 2025, a instituição passou a abrigar o Arquivo Itamar Coutinho, importante acervo histórico relacionado ao movimento pentecostal de origem italiana.
O arquivo reúne documentos, bíblias de outros idiomas, cartas, livros, hinários e outras fontes históricas em diferentes idiomas. O material está disponível para visitas e pesquisas mediante contato com a instituição.
A iniciativa amplia a atuação do MeditaFé, aproximando espiritualidade, conhecimento e preservação histórica.
Um espaço de encontro e novas possibilidades
Localizado na Avenida Mário José Romagnolli, 735 Jd. São Paulo em Londrina, o Instituto MeditaFé vem construindo sua identidade como um espaço de encontro entre fé, conhecimento, história, música e espiritualidade.
O Departamento de Música representa uma dessas novas possibilidades: uma iniciativa que conecta quem deseja aprender a quem tem conhecimento para ensinar, utilizando o voluntariado e a solidariedade para ampliar o acesso à educação musical.
Para Juliano Francisco, essa corrente é uma das principais razões para a existência do projeto.
“Quando alguém recebe conhecimento de outra pessoa e depois sente vontade de passar isso adiante, o conhecimento continua circulando. Quando conseguimos criar essa corrente, estamos oferecendo uma oportunidade que pode acompanhar a pessoa por toda a vida.”
Mais do que um instituto, o MeditaFé se propõe a ser um lugar de pausa, escuta, aprendizado e convivência, onde fé, conhecimento e solidariedade encontram diferentes formas de se expressar e onde novas oportunidades podem nascer a partir de um gesto simples: compartilhar aquilo que se sabe.


Gente que projeto incrível! Como nos trás esperança saber que ainda existe muita gente boa no mundo, que pensa no próximo, se solidariza com a dor do outro e faz disso um propósito que certamente alcança tantos que precisam! Deus é o próprio amor e Ele usa, profissionais assim para fazer a diferença! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 ideia maravilhosa e a matéria como sempre muito bem escrita!