As curtíssimas temporadas acontecem em Belo Horizonte (Grande Teatro Cemig – Palácio das Artes), de 18 a 20 de julho, e no Rio de Janeiro (Grande Sala – Cidade das Artes), de 08 a 31 de agosto.

“Eu nunca vi coisa mais bela, quando ela pisa a passarela, E vai entrando na avenida…” (Portela na Avenida – Clara Nunes).
Finalmente, chegou a vez do Rio de Janeiro (terra da escola de samba do coração de Clara Nunes) receber o musical sobre a artista. Além da cidade maravilhosa, Belo Horizonte (capital do estado de seu nascimento), também receberá essa obra, que foi sucesso em São Paulo e Fortaleza – arrebatando um público superior a 54 mil pessoas.
Outra grande novidade é que nesta nova temporada, Vanessa da Mata (uma das idealizadoras do projeto), abre alas e passa o bastão para que Emanuelle Araújo possa ter a honra de interpretar e homenagear esta grandiosa musicista brasileira.
“Minha admiração por Clara Nunes é imensa. Todas as vezes que estive próxima a sua energia em outros trabalhos me emocionei muito. Receber esse convite me trouxe muita alegria. Protagonizar este lindo musical absolutamente brasileiro que reverencia uma das maiores cantoras de todos os tempos é um chamado e tanto. Agora é dedicação total”, declara Emanuelle.
O musical tem duas curtas temporadas confirmadas até o momento. A primeira acontece em Belo Horizonte, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, de 18 a 20 de julho. Logo depois, a produção segue para o Rio de Janeiro, onde fica em cartaz na Cidade das Artes, de 08 a 31 de agosto.
Com direção e encenação de Jorge Farjalla, texto de André Magalhães e Jorge Farjalla, Clara Nunes – A Tal Guerreira traz aos palcos aspectos da vida da artista que passam por suas raízes em Minas Gerais; seu encontro com o sincretismo religioso do Brasil (o candomblé, a umbanda e o catolicismo); seus amores; e sua música, que flutua por diversos ritmos brasileiros, inclusive, o samba de sua amada Portela. Tudo costurado por intermédio de sua parceira, e amiga confidente, Bibi Ferreira (Carol Costa).
“Construir e dirigir esse espetáculo é um dos maiores orgulhos de minha carreira. Eu, junto de meu parceiro André Magalhães, fizemos uma vasta pesquisa em toda a carreira de Clara Nunes. Sua carreira fonográfica e cênica são, sem dúvida alguma, riquíssimas. Durante esse processo, tivemos a ideia de compor suas letras e músicas geniais de uma forma diferente da tradicional do teatro musical. No espetáculo, elas são inseridas de duas maneiras: como momentos solos e únicos, mais tradicionais do gênero teatral, mas também como trechos específicos, compondo diálogos e cenas”, contou Jorge Farjalla.
Clara Nunes – A Tal Guerreira fez duas temporadas de sucesso em São Paulo: a primeira no Teatro Bravos e a segunda no Teatro Renault, sendo também o primeiro musical original brasileiro a se apresentar no espaço. Em seguida, também se apresentou no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. O espetáculo recebeu sete indicações ao Prêmio DID – e ganhou em duas categorias (Atriz Coadjuvante – para Carol Costa, e Musical Brasileiro). Aliás, Emanuelle e Carol repetem uma dobradinha de sucesso, quando protagonizaram juntas o musical Chicago (2022) no Teatro Santander.

Clara Nunes – A Tal Guerreira é apresentado pelo Ministério da Cultura. A realização é da Palco 7 Produções, de Marco Griesi, Solo Entretenimento, de Daniella Griesi e da Sevenx Produções Artísticas, de Felipe Heráclito Lima. A peça também conta com patrocínio da Algar.
Acompanhe o musical no Instagram:
@claranunesmusical
Elenco completo
Emanuelle Araújo (Clara Nunes)
Carol Costa (Bibi Ferreira em Gota D’Água)
André Torquato (Aurino)
Vitor Vieira (Poeta)
Caio (Adelzon)
Felipe Adetokunbo (Èsù)
Ananza Macedo (Nanã)
Leilane Teles (Iansã)
Lucas Purificação (Ogum)
Fábio Enriquez (Mané Serrador)
Paulo Viel (José/Músico)
Badu Morais (Ensemble / Cover Clara Nunes)
Marisol Marcondes (Ensemble/Cover Bibi Ferreira em Gota D’Água)
Jessé Scarpellini (Ensemble/Cover Aurino/Adelzon/Poeta/Músico)
Wesley Guimaraes (Ensemble/Cover Ogum)
Preta Ferreira (Ensemble/Cover Nanã)
Larissa Grajauskas (Ensemble/Cover Iansã)
Douglas Mota (Ensemble/Cover Èsù)
Flavio Pacato (Ensemble/Cover José)
Jade Ito (Ensemble)
Elix (Ensemble)
Guilherme Gila (Ensemble/ Cover Mané Serrador/Músico)
Silvia Lys (Ensemble/Músico)
Thiago Brisolla (Ensemble/Músico)
Daniel Warschauer (Ensemble/Músico)
Ronaldo Gama (Músico)
Tavinho Damasceno (Músico)
Matheus Caitano (Músico)
Equipe Criativa
Idealização: Vanessa da Mata
Argumento, direção e encenação: Jorge Farjalla
Texto: André Magalhães e Jorge Farjalla
Direção Musical: Fernanda Maia
Direção Coreográfica: Gabriel Malo
Cenografia: Marco Lima
Figurino: Luiz Claudio Silva e Jorge Farjalla
Visagismo: Simone Momo
Desenho de luz: César Pivetti
Desenho de som: Bruno Pinho
Diretor Técnico: Hélio Schiavon Jr.
Preparador Vocal e Ass. Dir. Musical: Rafa Miranda
Coordenador de Comunicação: André Massa
Diretor de Arte: Kelson Spalato
Fotografia: Priscila Prade
Diretora Residente: Dani Calicchio
Coordenação de Produção: Bia Izar
Produção Executiva: Paola Portela, Igor Bulhon e Tame Louise
Produção Geral: Marco Griesi e Daniella Griesi
Produtor Associado: Felipe Heráclito Lima
Apresentação: Ministério da Cultura
Realização: Palco 7 Produções, Solo Entretenimento e Sevenx Produções
Sinopse
Um ritual! Reencontro com o sagrado na obra de uma das maiores cantoras do Brasil. Abram alas para “Clara Nunes – A Tal Guerreira”, uma viagem onírica pela trajetória da intérprete que escreveu seu nome na história da música popular brasileira através do samba e de sua busca na religiosidade de um povo ecumênico, miscigenado e plural, universalidade das raças dentro de um corpo-partitura, que cultua os santos, reza um canto e canta um ponto.
O palco de um teatro, sua morada, é o ponto de partida na sagração de sua história. Guiada pela amiga e diretora Bibi Ferreira e por seus Orixás, Clara ainda está arraigada no plano físico e precisa entender a transição entre dois mundos, vida após a vida, mistura instigante e curiosa, amálgama de um pensamento terreno.
Sua casa no musical é o olimpo dos bambas: um barracão de escola de samba onde as personagens de sua trajetória se destacam em pedaços de carros alegóricos refletidos na realidade de Clara, futuro, presente e memória no barracão da vida desse grande carnaval que aqui chamamos de eternidade.
“Clara Nunes – A Tal Guerreira” é uma grande celebração que, através das canções interpretadas por Clara, glorifica a passagem desse ‘ser de luz’ pelo plano material e perpetua aquela que foi a primeira profissional feminina a ter status célebre de venda de discos no país, sendo respeitada por tal feito. Desde o continente africano até uma cidade no interior do Brasil, nas Minas Gerais, os povos se fundem para contar e cantar a vida de nossa eterna sabiá.
Sobre Clara Nunes:
Clara Nunes, nome artístico de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, nascida em Paraopeba, Minas Gerais em 12 de agosto de 1942, foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se converteu à umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba do coração. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu de que “mulheres não vendiam discos”. Ao longo de toda a sua carreira, vendeu quatro milhões e quatrocentos mil discos. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos.
Sobre Emanuelle Araújo:
Natural de Salvador, Emanuelle Araújo iniciou sua carreira no teatro e na música aos 10 anos, integrando a companhia de teatro: INTERART, Cia de dança e teatro (onde permaneceu por 12 anos). Desde 2004, mora no Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira, trabalhando no teatro, TV, cinema, publicidade e música. No mesmo ano, criou a Banda Moinho ao lado da percussionista Lan Lanh e do guitarrista e arranjador Toni Costa. Em 2024, o grupo celebra 20 anos de fundação.
Ainda na parte musical, Emanuelle lançou recentemente o quarto single de seu novo álbum. A música é reverência ao grupo afro-baiano Ilê Aiyê, que celebra os 50 anos este ano. Em junho de 2024 lançou o primeiro single de seu novo álbum que reverencia os ritmos baianos: “Vá na Paz do Senhor”, produção de Kassin, composição de Léo Reis e André Luiz Simões e mixagem do vencedor do Grammy Michael Brauer. Em novembro, lançou “Minha História”, segundo single de seu novo álbum solo dedicado aos ritmos baianos. A composição de Xexéu (amigo de Emanuelle nas suas primeiras incursões musicais) em parceria com Luizinho SP, que é hit da Timbalada, ganha releitura da cantora, com produção de Kassin e mixagem de Michael Brauer. E antes do Carnaval 2025, Emanuelle lançou junto com Tatau o samba-reggae “Tem Não”, também produzido por Kassin e mixado por Michael Brauer. Este é o terceiro álbum da sua carreira solo.
Na parte cinematográfica tem dois projetos para serem lançados: o drama “O Barulho da Noite” (filme selecionado para o Festival de Gramado de 2023 e que após conquistar três prêmios – Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante – no 28º Inffinito Film Festival de Miami e vencedor dos prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (para Emanuelle Araújo) no Festival Brasileiro de Cinema de Los Angeles), dirigido por Eva Pereira, no qual é protagonista, além de assinar a trilha sonora e a comédia “Traição entre Amigas”, de Bruno Barreto. Também está no elenco da série baiana “Iceberg”, drama/suspense psicológico da Têm Dendê Produções, que contará com oito episódios, de 30 minutos cada, e previsão de estreia ainda este ano no canal Prime Box Brazil. Esteve no elenco também da cinebiografia de Sidney Magal “O Meu Sangue Ferve por Você”, dirigido por Paulo Machline.
Sua estreia no cinema aconteceu com o longa “Ó Paí, Ó” (2006), dirigido por Monique Gardenberg. Depois disso, ela estrelou ‘’SOS Mulheres ao Mar’’ (2014), de Cris D’Amato,‘’Até que a Sorte nos Separe 3’’, de Roberto Santucci (2015); “BINGO – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende, (2017); “Diário de Intercâmbio” (2021), de Bruno Garotti e “Juntos e Enrolados” (2022), dirigido pela dupla Rodrigo Van Der Put e Eduardo Vaisman. E, no streaming, protagonizou a série “Samantha!”, que está disponível em 190 países do mundo, e a minissérie “Olhar Indiscreto”, ambas pela Netflix.
Sobre Jorge Farjalla:
Uma das mentes mais criativas e inquietas na cena artística brasileira. Diretor, encenador e cineasta, tem formação acadêmica pela Universidade Federal de Uberlândia em teatro. Em seu currículo traz vários prêmios e indicações, sendo considerado um dos grandes nomes do cenário teatral brasileiro. Seu trabalho prima pela desconstrução do trabalho do ator e seus vícios, por uma linguagem única na direção e encenação dentro do fazer teatral, território que lhe deu maior projeção, mas não está restrito somente a ele, a música e o áudio visual também contemplam sua visão nada ortodoxa sobre as coisas. Com um olhar peculiar no ímpeto pop e assinatura autoral, Farjalla, arregimenta públicos imensos e coleciona montagens inesquecíveis usando e ousando da criatividade e estética como assinatura.
Texto e fotos: divulgação


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