
– Em um primeiro momento, “No escuro” me pareceu uma homenagem às grandes atrizes e às grandes personagens femininas já criadas. E para esta homenagem, Jau faz surgir uma personagem tão linda quanto suas inspirações: Laura é uma mulher que abandona o ofício de atriz, logo depois de se formar na Escola de Teatro, por causa de uma experiência traumática na sua estreia profissional, fechando-se na bilheteria do Cine Íris, onde trabalhou pelos vinte anos seguintes. Um dia, Laura reencontra um ex-colega dos tempos da Escola de Teatro que através de um “vamos trabalhar juntas” faz reviver a Laura de vinte anos atrás. No calor do acontecimento, Laura larga o emprego e se tranca em seu quarto por dias seguidos numa espera angustiada pelo se retorno à cena. É na clausura do quarto que vemos “O que faz uma mariposa sem uma lâmpada” a medida que Laura confunde realidade e fantasia, a vemos passear pelas personagens que formam seu universo criativo: Blanche DuBois, Nora, Fedra… A realidade passa a ser um peso, e Laura começa a flertar com a loucura. Seu marido, Bento, é aquele que tenta devolvê-la à vida real. A peça do Jau é uma declaração de amor ao teatro, sobretudo, à arte de representar. Daí surge a base da encenação: uma peça dentro de uma peça, o teatro como cenário e como receptáculo de um cenário, uma personagem em busca de si através de personagens… Tudo em “No escuro ou O que faz uma mariposa sem uma lâmpada” é metalinguagem; usamos a peça para fazer a nossa homenagem aos trabalhadores do teatro, para mostrar como o teatro opera, como funciona a sua estrutura técnica; o nosso desejo é o de criar mágica, mostrando o truque. E, ao final, provocar, pelo menos, uma pequena reflexão sobre o trabalho por trás da mágica.

Breve apresentação do diretor, autor e atores
Bacharel em Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o paraibano Jefferson Almeida é diretor e ator de teatro. Profissional, desde 2004, atuou em espetáculos como “Navalha na Carne”, “Era no Tempo do Rei”, “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, “Bilac vê Estrelas”, “Contra o Vento – Um Musicaos”, “Amargo Fruto – A vida de Billie Holiday”, “Elizeth – A Divina”, entre outros. Está à frente da Definitiva Cia. de Teatro, desde a sua fundação, onde dirigiu e atuou nos espetáculos “Calabar – O Elogio da Traição” (2008), “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (2011) e “A Hora da Estrela” (2017). Na TV, esteve no elenco das novelas Malhação (2012), Em família (2014) e Velho Chico (2016), da Rede Globo. Em 2011, lançou, pela Multifoco Editora o livro Notações Sobre o Tempo ou Três Pequenas Respirações Sobre o Mesmo Tema, onde reúne três textos curtos para teatro.
Ficha técnicaNo escuro ou O que faz uma mariposa sem uma lâmpada
Diretor: Jefferson Almeida
Diretora Assistente: Cilene Guedes
Diretor Musical: Rafael Sant`Anna
Elenco: Vitória Furtado e Sidcley Batista
Cenografia: Taísa Magalhães
Figurinos: Arlete Rua
Iluminação: Livs Ataíde
Professora de Melodrama: Virgínia Castellões
Visagista: Paula Sholl
Arte Visual: Davi Palmeira
Assessor de Imprensa: Ney Motta
Produção Executiva: Marcella Boaventura
Camareira: Jacyara de Carvalho
Contra Regragem: Jefferson Furtado
Coordenadora de Projetos: Juliana Cabral
Controller: Wellington Silva
Autor: Jau Sant`Angelo
Diretor: Jefferson Almeida
Elenco: Vitória Furtado e Sidcley Batista


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