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Os animais de estimação devem ser castrados para prevenir doenças

23 de outubro de 2020 por Claudia Costa Deixe um comentário

A castração está diretamente relacionada à prevenção do câncer de mama, doença que pode responder por praticamente 70% dos tumores malignos em cachorras e gatas. È um procedimento de rotina, simples, rápido e muito seguro.

Os animais de estimação ganharam espaço no coração das familias que os tratam como filhos. Foto: Pixabay

Por Claudia Costa

Os animais domésticos transformaram-se em integrantes da família, antigamente os bichinhos ficavam soltos nos quintais das casas e a interação com as pessoas não era tão intensa como é atualmente. Hoje, eles ganharam o direito de conviver dentro de casa, muitos moram com as famílias em apartamentos e são tratados como filhos por seus tutores, ou melhor, pais. As famílias mudaram e a relação com os animais de estimação também, gatos e cachorros são tratados com o maior carinho e amor por seus donos que não abrem mão de mimá-los com brinquedos, petiscos, banhos em pets, usam enfeites,  além de levá-los para consultas periódicas ao médico-veterinário.

Mas um assunto  ainda incomoda os pais desses animaizinhos quem têm dúvidas se deve ou não castrar o seu animal de estimação e por que deve fazê-lo?

Segundo explica Marcos Shiozawa, médico-veterinário e professor no curso de veterinária da Unifil, a castração auxilia no controle populacional dos animais domésticos evitando a reprodução indiscriminada, e em contrapartida diminui número de abandono, e consequentemente, o número de animais itinerantes que sofrem com fome e doenças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que só no Brasil exista mais de 30 milhões de animais abandonados entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em grandes cidades, como Belo Horizonte, a estimativa é que para cada cinco humanos, um cachorro está abandonado. Essa situação acende ainda mais o alerta diante de uma nova realidade mundial, já que muitos pets têm sido abandonados, em diversos países, devido à pandemia do Coronavírus. Portanto, estamos diante de uma situação muito preocupante, na qual a castração pode ajudar muito. Cada casal de cães que deixa de ser castrado tem a capacidade de gerar muitos filhotes (descendentes) durante sua vida.

Os cães não precisam cruzar ou ter filhotes antes de ser castrados para sentir-se satisfeitos ou completos. Em outras palavras, sua saúde física e mental não será comprometida se eles não tiverem contato sexual ou filhotes. Esses são valores humanos. A realidade é que os cães agem por instinto e estão mais sujeitos à frustração se não forem castrados. Já imaginou quantas fêmeas entraram no cio, nos últimos anos, em seu prédio ou na sua rua? Esses possíveis “parceiros” são percebidos à distância pelos animais, mas não pelos humanos. Isso significa que o seu cachorro instintivamente vai querer cruzar, às vezes durante dias seguidos, sem nunca conseguir. Isso, sim, pode gerar frustração e representar um estresse constante na vida do seu cão ou gato.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil exista mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães Foto:Pixabay
O médico-veterinário Marcos Shiozawa

A castração traz ainda uma série de benefícios para os  animais de estimação e para a sociedade. Por exemplo, tente se lembrar: existem muitos cães de rua onde você mora? Castrar o seu cachorro é um ato de responsabilidade, pois você está não apenas prevenindo possíveis doenças, como também contribuindo para reduzir a quantidade de ninhadas indesejadas. Esses filhotes frequentemente acabam abandonados ou em situação de maus-tratos.

Prevenção de câncer de mama

Um alerta importante do veterinário: “A castração está diretamente relacionada à prevenção do câncer de mama, doença que pode responder por praticamente 70% dos tumores malignos em cadelas e gatas. Nos machos ela evita o comportamento de “demarcação” do ambiente, evitando que eles façam xixi por todo domicílio, além de diminuir o ímpeto de valentia comum quando atinge a maturidade sexual.  Também diminui em sobremaneira a ocorrência de hiperplasia e câncer de próstata e testículos comum em animais mais velhos”, salienta Marcos Shiozawa, lembrando que a cirurgia de castração é um procedimento rotineiro simples, rápido e muito seguro..

Em animais com doenças crônicas, como por exemplo epilepsia, dermatopatias (doenças de pele) a castração é protocolo básico para melhorar estes pacientes, pois a ocorrência do cio desencadeia crises nestes animais.

Em cadelas também evita infecções e câncer de útero e ovários e suas consequências, lembrando que muitas metástases são originadas de tumores mamário. A castração dos animais pode ser realizada a partir dos seis meses. Em machos, a castração reduz a frustração sexual e a necessidade de sair em busca de “namoradas”. Ao mesmo tempo, isso diminui o risco de fugas, atropelamentos e brigas com outros machos.

Uma vez que seu cão está castrado, consulte seu veterinário sobre a quantidade de comida que você deve oferecer. Em geral, os animais castrados consomem menos calorias. Ressaltamos ainda que a castração em si não faz os animais engordarem. O que acontece em alguns casos é a redução de atividade física (o animal fica mais calmo), o que o leva a ganhar peso. Basta ficar de olho e não deixar de exercitá-lo.

Procedimento cirúrgico

A castração de cachorro  e gato é um procedimento cirúrgico, que só pode ser feito por um médico-veterinário. Para que a castração de cachorros seja realizada, o animal é anestesiado. Isso garantirá que ele não sinta dor durante o procedimento.

A anestesia pode ser injetável ou inalatória. A decisão será do profissional e irá ser baseada nas condições de saúde do animal, bem como na existência de equipamento necessário para que a anestesia inalatória seja realizada. De uma forma geral, a esterilização de fêmeas consiste na retirada dos ovários e do útero. Para isso é feita uma incisão, na maioria das vezes, próxima ao umbigo. Já na castração de machos são retirados os testículos.  Em ambos os casos há uma incisão e pontos, que precisam de cuidados pós-operatórios. O veterinário irá orientar sobre os cuidados com os animais, após o procedimento.

A cirurgia de castração de gato consiste na esterilização animal a partir da remoção dos testículos, no caso dos machos, e dos ovários e útero, no caso das fêmeas. Como resultado, há a diminuição na produção de hormônios sexuais que funcionam como uma espécie de “gatilho” para diversas atitudes tomadas pelos felinos.

Em 80 a 90% dos casos, a castração também elimina ou reduz a frequência dos comportamentos relacionados com a reprodução. A redução destes comportamentos tem muitas consequências positivas tanto para o gato como para o dono. Para os gatos com acesso ao exterior, quanto menos fugirem menor risco têm de ser vítimas de atropelamento. A menor tendência para lutar com outros machos reduz o risco de ser mordido ou arranhado, evitando a transmissão de algumas doenças muito graves, como a imunodeficiência e a leucemia felina. A redução da marcação com urina traz vantagens principalmente para os donos de gatos que não têm acesso ao exterior. No entanto, a castração não elimina por completo a marcação, pois este comportamento, para além das hormonas sexuais, é controlado pelo nível de stress do animal. A maior diferença entre a marcação feita por um gato não castrado e por um gato castrado é o odor da urina, que é muito menos intenso no gato castrado devido à baixa concentração de felinina, uma substância que dá à urina o típico odor forte e que é muito abundante na urina dos gatos não castrados.

Serviço:

Dr Marcos Shiozawa-médico veterinário

Avenida Juscelino Kubitschek, nº 700, fone (43) 4141-1491, Londrina

 

Mais fonte:

Site Proteção Animal Mundial

https://www.worldanimalprotection.org.br/quem-somos

 Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais.

http://www.meioambiente.mg.gov.br/noticias/4135-mesmo-sem-transmitir-o-coronavirus-caes-e-gatos-tem-sido-alvo-de-

Arquivado em: Amigos Bichos

Sobre Claudia Costa

Claudia Costa foi editora Folha de Londrina, suplemento da Folha da Sexta, durante 13 anos, e há mais de 17 anos está atuando em comunicação corporativa e marketing. Trabalhou nas empresas Unimed Londrina, Sociedade Rural do Paraná e Unopar. Atua na assessoria de imprensa e comunicação para AREL, SINDICREDPR e diversos profissionais liberais, principalmente, na área da saúde e diversas áreas de prestação de serviço.

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