• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

Os opostos se atraem?

8 de maio de 2019 por Elisiê Peixoto 4 Comentários

 

 

A verdade é que gostamos de nos relacionar com pessoas com as quais nos parecemos, que temos afinidade, com valores parecidos com os nossos, com atitudes parecidas com as nossas e gostos que nos indicam o mesmo filme, a mesma música, o mesmo livro, o mesmo sentido da vida. O contrário dá muita dor de cabeça.

 

Por Elisiê Peixoto

Em algum momento da sua vida você certamente já escutou alguém falar que os opostos se atraem. Eu, durante um bom tempo, até acreditei. Achava que pessoas diferentes se completavam e que, se uma não gostava de algo e a outra gostava, existia uma variedade de opções e a vida não ficava nem de longe monótona.

Na minha cabeça de adolescente, por amor, as pessoas se adaptavam, renunciavam, concordavam, experimentavam, não discordavam e concordavam até com as diferenças. Mas que nada! A verdade é que gostamos de nos relacionar com pessoas com as quais nos parecemos, que temos afinidade, com valores parecidos com os nossos, com atitudes parecidas com as nossas e gostos que nos indicam o mesmo filme, a mesma música, o mesmo livro, o mesmo sentido da vida. O contrário dá muita dor de cabeça.

Ah! Como é bom ter uma pessoa que pensa como a gente. Quando uma garrafa de vinho e uma boa música são o suficiente para uma conversa longa e interessante. E como é difícil encontrar gente parecida com a gente. Até existe, mas elas sempre estão em algum lugar, esperando nos encontrar.

A psicologia explica que relacionamentos com pessoas muito diferentes em opiniões, gostos e pontos de vista despertam uma certa curiosidade, são sempre algo novo e inusitado. No início torna-se interessante, mas com o passar do tempo perde-se nas próprias diferenças. Porque renunciar algumas coisas em favor do outro, abrir mão e até concordar discordando é salutar, por que não? Mas se isso acabar se tornando uma rotina, alguém fatalmente sairá aniquilado.

Acredito, sim, que gostamos de estar cercados por pessoas com quem temos várias coisas em comum. Porque certamente isso irá gerar coisas boas como cumplicidade, companheirismo, empatia, objetivos iguais, metas definidas. Quando um casal de namorados é diferente em temperamento e atitudes, sabemos no que aquilo vai dar. Eu não acredito que as pessoas possam mudar repentinamente e por amor. Acredito que elas até podem tentar, mas leva-se um tempo e paga-se um preço de paciência, conformismo e renúncia. Vale a pena? Não.

Quando adolescente, nas conversas em que eu tinha com o meu pai sobre cada namorado que ensaiava de apresentar à família, ele perguntava: “Vocês dançam a mesma música, falam a mesma língua e têm objetivos parecidos. Se a resposta for ‘não’, caia fora”. Ele afirmava que em uma relação na qual você precisa abrir mão de coisas que gosta, quando as suas preferências ficam em segundo plano e que você vai deixando de agir naturalmente para agradar, é porque aquela pessoa jamais serviria para namorar. Perder o amor próprio por uma pessoa nunca valerá a pena. Hoje, pego-me falando a mesma coisa para os meus filhos, não apenas nas relações amorosas, mas na convivência com amigos, com as pessoas que fazem parte da vida deles. Como afirmava o psiquiatra Flávio Gikovate, e com muita sabedoria: “Na prática, ocorre o seguinte: os opostos se atraem, mas na rotina da vida em comum as contradições se acirram”.

Isso é fato. A vida torna-se cheia de conflitos, desgastes, cuidados no que pensar e falar. Todos em volta pisando em ovos para não melindrar e não começar uma confusão. Sinto-me privilegiada em, hoje, estar cercada por pessoas com a mesma visão da vida, com os mesmos gostos. Claro que há divergências, mas nada que comprometa um relacionamento saudável, daqueles que você gosta de manter por toda a vida.

Com os anos, sinto que fiquei mais egoísta e priorizando aquilo que gosto. Afastei-me de pessoas que não acrescentam, sempre discordam e insistem em seus pontos de vista, têm diferenças acirradas, criam barreiras, trazem conflitos. Voltando ao Gikovate, ressalto: “Os opostos atraem, mas não se entendem”. É isso aí.

Arquivado em: Cá pra nós

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

Reader Interactions

Comentários

  1. Rozangela diz

    8 de maio de 2019 em 01:22

    Eu penso que quem for nessa vibe de opostos se atraem ,lá na frente vai se decepcionar e a relação vai desgastar, não precisa ser igual em tudo, mas se identificar em algumas coisas com o outro é muito bom.

    Responder
  2. Marcio Dantas diz

    8 de maio de 2019 em 02:05

    Querida amiga parabéns pelo texto.a lembrança do professor Flávio gikovate é sempre uma alegria. Tive o prazer de ser seu aluno quando no Brasil não se falava de sexualidade muito menos de comportamento sexual .

    Responder
  3. Sônia Paoliello diz

    8 de maio de 2019 em 08:43

    Sempre achei interessante ouvir o Flávio Gikovate insistir neste ponto de vista:”Os opostos atraem,mas não se entendem “.Ele tinha firme convicção disto. Concordo em parte.Mas acho também que pessoas diferentes podem trazer novos pontos de vista para um relacionamento .Resultando em um frescor de idéias que pode modificar a mesmice de um “olhar único” sobre o mundo.Tem espaço para tudo,desde que as divergências sejam respeitadas.

    Responder
  4. Roberta Peixoto diz

    12 de maio de 2019 em 23:43

    Nossa mãe que verdade!! Faz a gente repensar nas pessoas que as vezes insistimos em deixar a nossa volta! Rss
    Como sempre muito bem escrito! Te amo bjs

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

Maringá vai receber duas etapas de Circuito Internacional de Tênis em maio

30 de abril de 2026 por Claudia Costa

Ama seu pet e seu bairro? Instituto PremieRpet busca moradores de Londrina para transformar praças da cidade

29 de abril de 2026 por Claudia Costa

Portugal e África Lusófona se consolidam como destinos estratégicos para brasileiros

29 de abril de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login