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Ouro Verde de volta!

21 de junho de 2017 por Elisiê Peixoto 3 Comentários

Foto Daniel Procópio dos Santos

Por Elisiê Peixoto

A primeira vez que fui ao Cine Ouro Verde fiquei tão impressionada com o luxo e a arquitetura do lugar que, em casa, e para os meus pais, falei no assunto pelo menos um mês. Eu morava no Edifício Sahão, na Avenida Paraná, centro de Londrina, e, quando tinha a estreia de algum filme, era a primeira a correr para o cinema e comprar ingressos. Gostava de me sentar na quinta fileira, sentir o piso acarpetado e macio, ficar observando as pessoas que entravam, e admirar o momento em que eram abertas as cortinas de veludo vermelho ao som de Toreador e Andaluzia, de Anton Rubinstein.

Passei minha adolescência esperando os finais de semana para ir às sessões de domingo à noite, logo após a missa. Depois veio a época das apresentações de balé. Eu fazia parte do corpo de dança Adanac, da saudosa Yeda Marques Russo. Lembro-me da primeira vez que participei de um espetáculo, de ficar na coxia com o coração ansioso, de como o teatro tomava uma proporção gigantesca quando visto do palco. E depois vieram shows, peças teatrais, apresentações que marcaram a vida de muitos londrinenses. Projetado pelo arquiteto Villanova Artigas e por iniciativa dos pioneiros Celso Garcia Cid, Jordão Santoro e Ângelo Pesarini, foi inaugurado em 24 de dezembro de 1952 e tombado pelo patrimônio histórico e cultural em 1999. De lá para cá, quantas histórias selam capítulos desse espaço cultural que se tornou motivo de orgulho para a cidade. Em 1978, o Ouro Verde foi adquirido pela Universidade Estadual de Londrina.

Boas lembranças

Voltando no tempo, reencontro nas lembranças os shows que mexeram com as emoções dos londrinenses que lotavam o teatro. Como esquecer a apresentação magnífica de Elis Regina, no show “Essa Mulher”, do Projeto Pixinguinha, dos grupos do Festival de Música de Londrina, das peças memoráveis do Filo – o mais antigo evento do gênero da América Latina. O Ouro Verde sempre cumpriu com maestria o seu papel. Foi cenário de momentos culturais relevantes – shows, balés, orquestras, recitais, exposições – e centralizou as atenções daqueles que transitam no cenário cultural e artístico do País. Grandes peças passaram por aqui, grandes nomes da música popular brasileira e outros mais. Foi notícia nas redações de jornais expressivos e de outros veículos de comunicação. Sim, o Ouro Verde tem histórias. Emocionantes, que estão na memória dos londrinenses, de geração em geração.

Incêndio

Num domingo, em 12 de fevereiro de 2012, um incêndio de grandes proporções consumiu boa parte do edifício do Cine Teatro Ouro Verde. A cidade chorou, os londrinenses, atônitos, acordaram numa segunda-feira cinzenta e triste, afinal o símbolo cultural da cidade havia se transformado em fumaça. Passaram-se cinco anos e finalmente a boa notícia chega: o Ouro Verde reabre as portas dia 30 de junho. Totalmente reconstruído.

Diversas campanhas surgiram em prol da reconstrução do teatro, escritórios locais de arquitetura e engenharia se uniram nos projetos voluntários. Muita gente aderiu à causa e arregaçou as mangas. E, erguido com recursos do governo estadual, o Ouro Verde está novamente em pé, numa reconstrução que custou R$ 17,5 milhões. Foram várias reuniões entre a universidade, representantes da empresa e profissionais que trabalharam nos projetos, para decisões que resultaram no bom andamento da obra, todos profissionais imbuídos da mesma força de vontade.

O espetáculo volta

As chamas que consumiram o teatro em apenas uma hora vão permanecer na memória dos londrinenses. Mas, apesar de reduzido a cinzas em tão pouco tempo, o Ouro Verde renasce, ressurge, imponente, majestoso. Nosso patrimônio arquitetônico está no mesmo lugar, numa clara demonstração de respeito à história de Londrina. Que se abram as cortinas, o espetáculo vai começar!

Foto Daniel Procópio dos Santos

 

“Lembro-me da minha infância e juventude, quando saía da missa e ia para a ‘matinada’ de domingo. Era o ponto de encontro da moçada. Daquela época surgiram vários namoros e casamentos. Mais tarde, quando aconteciam os Festivais de Música, eu não perdia. Um show inesquecível foi o da cantora Elis Regina. Verdadeiramente, o Ouro Verde foi palco de uma era cultural. Estávamos no circuito de peças importantes que rodavam o Brasil. Sem falar das exposições de pinturas realizadas no saguão do teatro e das apresentações de dança das escolas da cidade. A melhor notícia do ano de 2017, sem dúvida, para todos os londrinenses, é que finalmente o Teatro Ouro Verde volta à ativa, novo, majestoso, reconhecido, forte em suas lembranças e memórias. ” (Raquel Piccinin, artista plástica)

 

“Meus avós vendiam pipoca em frente ao Ouro Verde quando foi inaugurado o cinema. Depois, meus pais… eu era criança e não podia entrar, mas já estava no palco. Somente minha mãe estava viva para me ver atuando, era um sonho meu e dela.  Tenho várias histórias que vivi dentro daquele teatro. Uma vez caí do palco e quebrei as costelas, eu fazia um chuveiro, numa peça infantil (risos). Quando caí, todos achavam que era brincadeira, mas fiquei sem levantar e fui direto para o hospital, todos riram e eu chorava rindo! Na peça Calabar, fomos censurados e até os atores tinham que mostrar os documentos para a polícia federal antes de entrar em cena. E foi linda a acolhida do público que se levantou e aplaudiu durante três minutos, antes do espetáculo. Através da arte pude contar histórias da minha gente e para a minha gente. O Ouro Verde foi a minha ribalta, meu chão e a minha cama. Muitas vezes dormíamos ali mesmo, após os ensaios, de madrugada. Hoje, tão longe, mas tão perto. Londrina sem Ouro Verde é como biblioteca sem livros, bangue-bangue sem mocinho, amor sem beijo. ” (Ney Inácio, ator e jornalista)

Foto Daniel Procópio dos Santos

 

“O Teatro Ouro Verde sempre teve uma importância enorme para mim e, creio, para todos da minha geração. Acompanhei vários festivais de teatro, assisti às melhores peças. Quando tinha o cinema, também vivia lá, assistindo aos filmes. E não me esqueço do senhor Israel, que era diretor. E sabendo que não tínhamos como pagar o aluguel do espaço, nos concedeu o domingo de manhã para realizarmos as nossas peças. Chegamos a colocar 150 pessoas no teatro, em pleno domingo cedo. O Teatro Ouro Verde, sem dúvida alguma, é um patrimônio da cidade. ” (Mario Bortollotto, ator, diretor, dramaturgo e escritor)

 

“Para lá de marcante será a reinauguração do Cine Teatro Ouro Verde, palco maior da cultura londrinense. A começar pelo seu projeto arquitetônico, assinado por Vilanova Artigas. Lembro-me com emoção do espetáculo Piaf, com a insubstituível Bibi Ferreira. Sem falar do Festival Internacional de Londrina – Filo – que trouxe grandes nomes da dramaturgia para a nossa cidade. A reinauguração será pura emoção. ” (Ana Marta Garcia, jornalista)

 

“O Ouro Verde sempre foi um símbolo para mim. Independente do significado para a cidade. Naquele palco tivei grandes momentos da minha vida. Apresentei peças como ator, diretor e cenógrafo. Um mundo mágico e um belo laboratório para as minhas experiências. Nos anos 80 mudamos a maneira do público ver a cultura local. Uma revolução que ficou nas cinzas e espero que em seu renascimento também volte a boa cultura da cidade”. (Wagner  Donadio, ator, diretor, arquiteto)

Ouro Verde conta história! Foto Google.

 

“O incêndio do Teatro Ouro Verde foi um revés para os londrinenses, em especial para a classe cultural. Lembro-me do susto da notícia e a tristeza crescente quando as imagens começaram a chegar pela internet e televisão. Muitos amigos foram ao Calçadão, descrentes. Não era apenas a destruição de um prédio, mas as cinzas de um lugar de grande afeto. Com o passar do tempo fomos sentindo a falta de um espaço com estrutura de ponta para receber os espetáculos e acomodar o público. Nós, do Festival de Dança de Londrina, tivemos que solucionar essa ausência em busca de espaços alternativos, e a sensação era de que trabalhávamos interinamente sem o Ouro Verde, mas sempre à espera da sua volta. Hoje, respiramos e acordamos daquele pesadelo! Ver o Ouro Verde pronto é como voltar para uma velha e aconchegante casa que nos abraça após uma grande viagem. E estamos na expectativa de que os refletores se acendam e que soe o sinal para um mergulho em novas emoções. Queremos voltar ao teatro Ouro Verde apresentando o melhor da nossa vocação artística e humana”. (Renato Forim, jornalista, escritor, ator, dramaturgo)

Arquivado em: Sem categoria

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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Comentários

  1. Denise diz

    21 de junho de 2017 em 18:54

    Que noticia maravilhosa ! Ouro Verde é ícone da cultura londrinense ! Parabéns pela matéria !

    Responder
  2. Vania Queiroz diz

    22 de junho de 2017 em 21:21

    Adoro ler reportagens sobre fatos e locais de nossa Londrina.
    Parabens pelo tema e reportagem!

    Responder
  3. Vania Queiroz diz

    22 de junho de 2017 em 21:24

    O Ouro Verde volta ao nosso cotidiano com uma excelente reportagem. Parabéns

    Responder

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