• Skip to main content
  • Skip to secondary menu
  • Pular para sidebar primária
  • Pular Rodapé
  • Capa
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Quem são elas
Ideia Delas

Ideia Delas

Cláudia Costa e Elisiê Peixoto

Facebook Instagram Youtube
  • Acontece
  • Cá pra nós
  • Amigos Bichos
  • Beleza
  • Mistura Fina
  • Entrevistas
  • Gastronomia
  • Saúde
  • Variedades
    • Passaporte
    • Vale a pena
  • Comportamento
  • Depoimentos
  • Inclusão respeito & empatia
  • Lançamentos
  • Celebridades
  • Decoração
  • Passe VIP
  • História da Nossa Gente Londrina 90 anos

Porque também cansamos e ficamos doentes

20 de julho de 2018 por Elisiê Peixoto 4 Comentários

 

Por Elisiê Peixoto

 

“Ninguém sai ilesa da vida. Vai chegar um momento em que desabaremos. A doença não é um processo normal do nosso organismo, é um sinal de que algo vai errado. Eu já vinha observando meu cansaço, mas continuei fazendo tudo e mais um pouco porque temos essa mentalidade de que damos conta. Mas não damos. Ninguém sobrevive à rotina estressante e à falta de dizer não posso, não quero, não aguento.”

Dias atrás, por conta de uma gripe forte e malcuidada que evoluiu para uma pneumonia, fiquei de cama por dez dias. Literalmente. Sem forças para levantar e pegar um copo d’água. Pensei: “Logo comigo que tenho tanta disposição e faço mil coisas, isso não está acontecendo!” Pois bem, precisei ficar quieta, mesmo porque não tinha a menor condição de fazer qualquer coisa. Exercitei a paciência e a dependência. E isso foi custoso. Porque você passa uma vida querendo resolver tudo e até consegue porque se empenha e, no momento de fraqueza, depender é um verbo difícil de conjugar. E comigo não foi diferente.

Minha mãe costumava dizer que, ao ficarmos acamadas e frágeis, devemos colocar a cabeça em ordem, acalmar os ânimos, deixar Deus trabalhar porque Ele quer essa “paradeira”. Certamente é o momento que o corpo surrado pede socorro e precisa de um tempo. Tenho absoluta certeza de que foi isso. Nós, mulheres, não paramos. Não entregamos, não jogamos a toalha, não desistimos. Eu estava com 38 graus de febre e resolvi lavar a cozinha porque o cachorro sujou com as patinhas. O suficiente para piorar o meu estado.

Mas somos assim, visivelmente fortes e prontas para os baques, porque achamos que sairemos ilesas. Ninguém sai ilesa do dia a dia puxado. Vai chegar um momento em que desabaremos.

A doença não é um processo normal do nosso organismo, é um sinal de que algo vai errado. Eu já vinha observando minha fadiga persistente, minha irritabilidade, minhas dores musculares, minha insônia, meu desânimo, mas não valorizei. Continuei fazendo tudo e mais um pouco porque temos essa mentalidade de que damos conta, somos feitas para atender casa, marido, filhos, empregada, trabalho, cachorro, papagaio. E o nosso maior desafio é ter controle e equilíbrio sobre as nossas ações e emoções. Porque atropelamos tudo e subestimamos os sinais.

Quando fui levada ao médico, alegando que estava com uma “leve gripe”, ele me olhou firme e disse: “Você não está gripada, você está com pneumonia, precisa de medicação e repouso absoluto dez dias”. Pensei: “Não posso, em hipótese alguma, parar dez dias. Imagina!” Não disse, mas pensei. E tive que parar para sarar.

Eu estava na cama e me sentindo culpada de não fazer as coisas, atender os filhos e trabalhar. Mas não adianta sentir-se culpada quando as coisas não vão bem e é necessário um tempo, haja o que houver. A nossa ansiedade tem que ser comedida para a emoção não transbordar e se transformar numa doença. Que pode ser grave. Nem sempre a doença é física, mas emocional.

Algumas vezes saímos do eixo, desabamos. E foi assim comigo. Depois de muitos anos baqueei e confesso que ficar numa cama dez dias foi difícil, mesmo paparicada o tempo todo. Mas agora estou me cuidando, observando as minhas limitações e dando importância para a mulher que sou. Aprenda a valorizar-se porque fazemos coisas que ninguém faz. E que essa crônica sirva pra você, mulher, sempre pronta a se entregar, a se doar e a se excluir. Porque para todos os demais a vida segue tranquilamente e quem paga o preço é você. A vida é sua, a saúde é sua, as dores são suas. Cuide-se!

 

 

 

Arquivado em: Cá pra nós, Crônica

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

Reader Interactions

Comentários

  1. João Batista diz

    20 de julho de 2018 em 11:30

    E assim Elisié vamos vivendo, aprendendo, ensinando e aceitando a vida. A saúde sempre em primeiro lugar, quando.nos adoecemos algo nao vai bem. Paremos para para nós analisarmos. Um forte abraço e muita saúde pra todos nós.

    Responder
  2. Elaine diz

    20 de julho de 2018 em 13:06

    Precisamos respeitar os limites do nosso corpo! Às vezes o levamos a exaustão por puro descuido. Aprender a ouvir os sinais de socorro do corpo nos ajuda a evitar problemas mais sérios ou até irreversíveis. Saúde e paz para todos nós!!!!

    Responder
  3. Audrey Lonni diz

    20 de julho de 2018 em 15:19

    Exatamente assim Elisie, como vc escreveu. Se no excesso de atividades, não paramos, algo nos faz parar! Não é fácil, melhoras para vc! 😘

    Responder
  4. Sandra diz

    21 de julho de 2018 em 16:54

    Temos que ser as primeiras e as mais interessadas no nossa saúde mental, física e emocional !!! Isso ai amiga, bóra se priorizar sempre !!! Parabéns pelo excelente texto !!! 👌👌👌👌👌❤

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sidebar primária

Buscar no site

Roberta Peixoto

Artigos Recentes

Maringá vai receber duas etapas de Circuito Internacional de Tênis em maio

30 de abril de 2026 por Claudia Costa

Ama seu pet e seu bairro? Instituto PremieRpet busca moradores de Londrina para transformar praças da cidade

29 de abril de 2026 por Claudia Costa

Portugal e África Lusófona se consolidam como destinos estratégicos para brasileiros

29 de abril de 2026 por Claudia Costa

Footer

O Ideia Delas é um espaço virtual de compartilhamento de informações, notícias, crônicas, assuntos diversos. Possui conteúdo voltado para um público masculino e feminino, acima de 35 anos, com temas que despertam interesse de forma estratégica e pontual.
Portal Ideia Delas

Portal Ideia Delas · Cláudia Costa & Elisiê Peixoto · Desenvolvido por Droopi Agência Digital · Login