
Os laços do Brasil com Portugal reforçam a nossa simpatia por esse povo acolhedor. Em recente viagem à Europa, Lucas Costa Milanez conheceu de perto algumas das belezas de Lisboa, Sintra e Mafra. Quem gosta de cultura e muita história não pode deixar de conhecer Mafra, uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa. Mafra é famosa pelo seu palácio-convento, mandado construir por D. João V no século XVIII e que constitui a mais grandiosa obra do barroco português. Há ainda o Convento de Mafra, também designado Palácio Nacional de Mafra, um imponente edifício com centenas de quartos, uma conceituada biblioteca, um hospital e uma basílica com dois carrilhões, considerados os maiores e melhores do mundo, contendo mais de 92 sinos. Essa é a dica que Lucas dá para os leitores do Portal Ideia Delas.

“Portugal é o país mais a ocidente da Europa. Tem lugares fantásticos e muita história para contar àquele que se aventure por aquelas plagas. Suas paisagens, ruas e monumentos falam de um povo que iniciou o processo moderno de globalização sob o qual hoje vivemos. Ao mar foram os portugueses, em busca do seu destino, movidos pela fé que os animava, certos de que, apesar dos percalços e das dificuldades, havia um lugar para eles reservado no registro dos feitos da humanidade.

Diante de boas lembranças dessa terra, gostaria de expor algumas impressões pessoais sobre a grande atração da vila de Mafra, que pertence ao Distrito de Lisboa.
O Palácio Nacional de Mafra, mandado construir em 1717 por D. João V (1689-1750), O Magnânimo, Rei de Portugal e Algarves de 1706 até sua morte, é sem dúvidas um local admirável para quem se interessa por história. A esplêndida obra não constitui ‘apenas’ um palácio, mas também um convento e uma basílica. Lá vivia a família real portuguesa antes da transferência da Coroa ao Brasil em novembro de 1807.

A basílica é linda e proporciona momentos de paz e contemplação. Possui 58 estátuas representando os apóstolos, os principais santos da igreja, os fundadores das mais importantes ordens religiosas, entre outros; além de um conjunto integrado de seis órgãos, concebidos originalmente para tocar em conjunto. Um verdadeiro espaço de contato com a transcendência.
Dos locais do convento que pude visitar, chamou-me a atenção a enfermaria. Lugar de pouca iluminação, simples, mas bem arrumado e disposto. Cada cama ficava virada para o fundo da sala, onde existe um altar, e era separada por divisórias que continham dois azulejos: ao ‘pé’, um de Nossa Senhora; à ‘cabeça’, um de Jesus Cristo. Neste espaço, os franciscanos cuidavam dos doentes graves e celebravam a missa.

Já o palácio, com seus inúmeros quartos, salas e corredores, impõe as mais diversas sensações ao visitante. Por cada cômodo que se passa, é possível experimentar um pouco daquele tempo e daquela vida. São muitos os quadros de membros da família real espalhados por todo o prédio. As pinturas mitológicas que preenchem várias partes do teto impressionam muito. Há uma sala de música e uma sala de jogos. Nesta, existe um jogo que é o precursor do nosso pebolim, também conhecido como totó em alguns lugares do Brasil. Por fim, mas não menos importante, há uma grande e bela biblioteca. Lá não se pode circular, mas da entrada se vê a fascinante arquitetura de um espaço que abriga, aproximadamente, 36 mil volumes. Uma maravilha!

Bem, esse foi um breve relato de uma experiência inesquecível, em somente um dos muitos lugares que Lisboa e região reservam ao visitante. Espero que tenham gostado e fiquem animados a dar um pulo a Mafra quando visitarem Portugal.”

Revisão de texto: Jackson Liasch (fone (43) 9 9944-4848 – e-mail: jackson.liasch@gmail.com)
Mais informações, acesse: http://www.palaciomafra.gov.pt


Parabéns Claudia Costa ! Dicas boas para quem vai fazer a viagens.