Hoje (23/09) é o dia do portador de marcapasso. Batimentos cardíacos abaixo de 50 por minutos podem significar risco de vida. A pessoa deve procurar um médico cardiologista para definição do diagnóstico, pois pode ser um caso grave, com risco de vida e que necessite de um implante de marcapasso.
Por Claudia Costa
O coração é o órgão do corpo humano que simboliza o Amor. Quando estamos eufóricos ele acelera e quando ficamos tristes ele pode desacelerar os batimentos. Deixando de lado a figura de linguagem, devemos ficar atentos ao ritmo desse órgão fundamental para nossa vida, pois algumas doenças importantes afetam o ritmo dos batimentos cardíacos. “ Seu Coração no Ritmo Certo”. Uma medida simples – colocar as pontas dos dedos abaixo do pulso, pressionar ou mover os dedos até sentir a pulsação, acompanhar os batimentos com um relógio – pode salvar milhares de vidas. Especialistas em Estimulação Cardíaca Eletrônica, uma importante área de atuação da Cardiologia, e profissionais da área de saúde vão ensinar a população sobre a frequência cardíaca correta, promovida pela ABEC/DECA – Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial.
“Apesar dos mais de 400 mil marcapassos já implantados no Brasil, o País é o que menos recorre a este recurso na América do Sul”, salienta Claudio Fuganti, médico há 37 anos, com especialidade em cardiologia e marcapasso realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP), atualmente ele é o chefe do setor de cardiologia no curso de medicina da Universidade Estadual de Londrina e diretor da ABEC/DECA – Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial.
Os sintomas das Arritmias Cardíacas
As arritmias cardíacas são caracterizadas por batimentos lentificados, acelerados ou falhas nos batimentos cardíacos. Já a insuficiência cardíaca é a deficiência do coração em bombear o sangue, causando muitos sintomas, como falta de ar, cansaço, inchaços, internações hospitalares e aumento da mortalidade. No Brasil existe uma grande subnotificação de pacientes portadores de insuficiência cardíaca, que possuem alterações graves, mas sem identificação. Ainda assim, 100 mil novos casos são registrados a cada ano. O país lidera o número de mortes por insuficiência cardíaca no mundo.

O coração tem a função de bombear o sangue para todos os órgãos e tecidos do corpo humano. Recebe o sangue que vem dos pulmões, onde vai buscar oxigênio, e daí o bombeia para o corpo todo. Isso acontece desde a vida intrauterina até a morte.
O sistema de condução elétrico do coração funciona com cadência, sincronismo e frequências que oscilam de acordo com as exigências do organismo. Um coração normal bate entre 60 a 100 vezes por minuto, 100 mil vezes por dia. Dependendo da exigência, o coração bate mais rápido ou mais lento. Por exemplo, durante um esforço físico acentuado e emoções fortes, pode bater até a 180 vezes por minuto; durante o sono, a frequência pode cair para 40 batimentos por minuto, e esses extremos são considerados normais em um atleta.
O marcapasso é utilizado para aumentar a frequência cardíaca nas doenças que reduzem as propriedades elétricas do coração, também denominadas bradicardias ou bloqueios. Nos casos em que o problema é a frequência alta ou taquicardia, utiliza-se outro dispositivo, denominado cardiodesfibrilador implantável, que pode solucionar essa anormalidade.
O marcapasso trouxe qualidade de vida para arquiteta Marcia Bounassar

A arquiteta urbanista Márcia Bounassar, conta que sempre trabalhou muito e que sua vida sempre foi muito agitada. “Há alguns anos fui diagnosticada com pressão alta, acredito que o problema foi causado por fatores hereditários e pela vida agitada que eu levava. Porém, nos últimos anos isso se agravou por conta do stress. Passei muito mal, tendo desmaios, tonturas, falta de ar, enfim, sintomas que estavam comprometendo a minha vida. Realizei vários exames, e a indicação do meu cardiologista, dr. Claudio Fuganti, foi a de colocar um marcapasso. Após a colocação deste dispositivo ( o marcapasso é para regular o ritmo dos batimentos cardíacos) ha dois anos a minha minha qualidade de vida mudou, me sinto muito melhor. Continuo trabalhando muito, porém com menos stress, fazendo o que gosto. Não tenho limitações, apenas alguns cuidados. Não pratico esporte, mas faço caminhadas diárias”, diz ela.
Mais informações:
ABEC/DECA – Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial
https://abecdeca.org.br/medico/campanha/o-que-e-a-campanha.html
*** Matéria reditada 23/09/2021
Agradecimento:
Fotos e captação de vídeo: Lucas Costa Milanez


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