Por Claudia Costa
De hoje (01) até 07 de agosto é comemorada a Semana Mundial da Amamentação (SMAM) em mais de 150 países, por iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno.
Criada em 1991 como um órgão consultivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a WABA é uma organização não governamental constituída por uma rede mundial de indivíduos e organizações empenhadas na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno como um direito de mães e crianças, independente de raça, credo ou nacionalidade.
A Semana Mundial da Amamentação é importante por ser uma estratégia de mobilização social que contribui para conscientizar a população e profissionais de saúde sobre a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e do bebê, e os benefícios que traz para a sociedade e o País. A SMAM também contribui significativamente para o aumento dos índices de amamentação e para a redução das taxas de mortalidade infantil, com a consequente melhora da saúde da população infantil e materna.
Mês do Aleitamento Materno
O Congresso Nacional Brasileiro sancionou recentemente uma lei que institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno e com isso passa a ser chamado Agosto Dourado.
Esta lei diz que no mês de agosto ações intersetoriais de conscientização e esclarecimentos a respeito da importância do aleitamento materno, serão intensificadas por meio de palestras, reuniões em comunidades, espaços públicos e divulgação na mídia, além de decorações com a cor dourada para lembrar a campanha.
Agosto Dourado: o mês do aleitamento materno tem o intuito de reforçar que o ato de amamentar traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, e que estes benefícios perduram até a vida adulta da criança, reduzindo riscos de muitas doenças.
Muitos benefícios
Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros. Além de estar sempre pronto, na temperatura certa e não custar nada, esse ato estimula o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê e é fundamental para a saúde de ambos. No caso materno, a amamentação contribui para a recuperação do útero, diminuindo o risco de hemorragia e anemia após o parto. O aleitamento materno também ajuda a reduzir o peso e a minimizar o risco de desenvolver, no futuro, câncer de mama e de ovário, doenças cardiovasculares e diabetes.
Para o bebê, além de ser de fácil digestão, o leite humano provoca menos cólicas e a sucção colabora para o desenvolvimento da arcada dentária, da fala e da respiração. Além disso, o leite funciona também como uma vacina natural – porém não substitui o calendário básico de vacinação -, protegendo a criança contra doenças como anemia, alergias, infecções, obesidade e intolerância ao glúten.
Durante o período de amamentação, o ideal é que a mãe mantenha uma dieta equilibrada, consumindo alimentos saudáveis de todos os grupos alimentares, como frutas, verduras e legumes, ingerindo bastante água, sucos e chás. Já o consumo excessivo de sal deve ser evitado.
Com relação ao uso de medicamentos, é importante saber que muitas substâncias podem ser prejudiciais ao bebê. Antes de tomar qualquer remédio, é preciso consultar um médico, que fará a melhor indicação.
Mitos
- O leite de vaca (seja leite em pó ou pasteurizado) é mais completo em nutrientes que o leite materno;
- Se a mãe não amamentar o primeiro filho, não conseguirá amamentar o segundo;
- A produção de leite só começa três dias após o parto;
- O bebê com diarreia não deve ser amamentado;
- Quando a mulher engravida novamente, não pode mais continuar amamentando;
- Algumas mulheres produzem pouco leite e, por isso, ele não deve ser oferecido para o bebê.
Verdades
- Estresse influencia na produção do leite;
- O leite materno pode ser congelado;
- O aleitamento materno exclusivo deve ocorrer até o sexto mês de vida;
- Mulheres que estão amamentando não podem tomar nenhum tipo de medicamento sem prescrição médica;
- Não existe leite fraco.
Fontes: Ministério do saúde, Poder de Amamentar.
Matéria original postada em 01/08/2017.


boa reportagem educativa para mães de primeira viagem
Muito importante divulgar a necessidade da amamentação.