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A beleza dolorida dos piercings

14 de agosto de 2018 por Elisiê Peixoto Deixe um comentário

Bianca e Fernando, unidos pela paixão por piercings. Aqui, em um momento de serenidade, que não ficaria deslocado em um “comercial de margarina”.

Por Leonardo Andrade

Piercing é a prática de furar ou cortar partes do corpo, criando uma abertura para a inserção de adornos, que existe há pelo menos cinco mil anos. O termo também é empregado para se referir aos próprios adornos. Os mais populares são piercings nas orelhas e no nariz, sendo que diversos exemplares foram encontrados em tumbas antigas e múmias. Outros tipos, como piercings labiais ou na língua, e até mesmo nos mamilos e genitais, também existem há séculos.

Entre os astecas, por exemplo, piercings masculinos eram usados para indicar posição na hierarquia social, e havia regras rígidas a respeito de quem poderia furar o que para colocar que tipo de joia, e por quê. O rei e a nobreza tinham permissão para usar piercings de ouro e pedras preciosas nos lábios, orelhas e nariz. Homens de posição social inferior podiam adornar-se com materiais menos preciosos, como madeira e osso. Um bom meio de conseguir plugues maiores para os lábios era vencendo batalhas e capturando prisioneiros de guerra.

Da Roma antiga até hoje

Já na Roma antiga existia a prática de fechar o prepúcio de meninos pré-púberes. Alguns historiadores especulam que visava preservar as vozes deles em seu estado infantil para o canto, impedindo-os de manter relações sexuais e se masturbar (o que só vinha a ocorrer da puberdade em diante, quando a voz das pessoas tende a mudar).

Hoje em dia, no entanto, os piercings têm função quase exclusivamente estética e de afiliação subcultural. Há quem explore práticas de piercing com fins utilitários, tendo como maior exemplo biohackers que seguem a filosofia trans-humanista, mas de modo geral isso permanece como um nicho bem restrito. Talvez o único exemplo oriundo da cena biohacker que atingiu algo com popularidade sejam os ímãs de neodímio implantados sob a pele nas pontas dos dedos para conferir novos sentidos ao portador do implante (no caso, a capacidade de sentir campos magnéticos pela interação do ímã com o sistema nervoso periférico).

 

Andreza Figueiredo. 26 anos,realizando uma perfuração no mamilo de uma cliente.

 

Andreza tinha vários piercings, mas reduziu para três com a chegada da filha.

 

 

“O mais legal é satisfazer a vontade do cliente e ver que independente do motivo ou local, a pessoa está satisfeita com o resultado, diz Rodrigo  Pierce ,realizando o desejo de mais um cliente no estúdio Londrina Ink.

Todo o mundo já viu, conhece ou tem

A popularização de piercings, além dos tradicionais brincos no ocidente, se deu a partir dos anos 1970, em um contexto de contra e subculturas, e hoje em dia já começaram a se infiltrar no mainstream. Eles já não são mais prerrogativa exclusiva de góticos, punks ou qualquer outro grupo com um visual característico, apesar de certamente serem mais populares neste meio. Todo o mundo conhece alguém que tem, e os piercings, que eram verdadeiras raridades duas décadas atrás, hoje em dia podem ser avistados em qualquer visita ao shopping ou caminhada pela cidade.

O bodypiercer londrinense Rodrigo Pierce, de 34 anos, trabalha no ramo há 17 e viu esta mudança de foco desde o final dos anos 1990, priorizando a estética. Isso alavancou a evolução e a diversificação dos materiais e tipos de joias. Rodrigo mesmo conta: “Entrei na área para ajudar um amigo e me atraí pela beleza estética que essas perfurações tinham”. A melhor parte de exercer a profissão? “O legal é satisfazer a vontade do cliente e ver que, independente do motivo ou do local, a pessoa está satisfeita com o resultado.”

Claro, ainda existe o preconceito, apesar da popularização da prática e da chegada de tempos mais tolerantes neste sentido. Um dos tipos que ainda carregam certo estigma e tendem a provocar uma reação de “eita” nas pessoas, em particular as de uma faixa etária mais elevada, mas não somente, é o piercing de septo. “Ainda é considerado bem agressivo, e não só no Brasil! Uma amiga que mora em Michigan disse que lá o piercing de septo também é bem impactante”, conta a bodypiercer paulista de 26 anos Andreza Figueiredo.

Ela relata que, apesar da glamorização do piercings, que vêm sendo tratados cada vez mais como joias e em alguns ambientes as pessoas lidarem bem com as modificações corporais, ainda é complicado em contextos mais formais ou conservadores. “Já passei por uma situação bem chata quando tinha piercing de septo e de nostril, na aba nasal, e estava fazendo entrevista para trabalhar em um colégio particular em São Paulo. A coordenadora disse que, por conta dos meus piercings, eu não teria o perfil de profissional que ela queria.”

O interesse de Andreza vem de longe. Ela teve o primeiro piercing, um transversal, colocado quando tinha 12 anos. Vieram outros depois, mas atualmente ela tem só uma medusa e os alargadores: “Precisei retirar todos em 2016 para o parto do meu filho, e não coloquei mais até agora. Até porque meu filho puxava e eu preferi não passar por essa dor”.

Nos vídeos a seguir, Andreza conta como começou a trabalhar no ramo e comenta algumas particularidades e questões de saúde e segurança envolvidas.

 

 

 

Fernando Joaquim, 24 anos, tem nove furos no total. Alguns “normais”, outros alargados, e cuida deles mantendo-os adequadamente limpos.

 

Para Bianca, a argola no nariz traz um brilho extra ao visual.

 

No corpo de Bianca, a joia no umbigo faz sucesso no Instagram.

 

Os espinhos metálicos chamam a atenção: contraste marcante entre eles e o entorno.

Eles amam piercings

Ainda em São Paulo, Bianca Castello Branco, de 21 anos, e o namorado Fernando Joaquim, 24, ambos estudantes de Física na USP, são adeptos e toparam conversar um pouco a respeito da modificação corporal. Bianca começou pelo umbigo aos 14 anos, mas ela própria não recomenda. Basicamente, foi atrás de algum lugar que fizesse o procedimento em menores de idade, sem autorização dos pais. Hoje ela tem mais um no nariz, no nostril e quatro espinhos na dobra de cima da orelha (hélix).

“O que torna os piercings interessantes para mim? Eu gosto porque é uma coisa que dói… (risos). Eu gosto porque é algo visto como meio extremo, porque é, né? Você fura sem anestesia, rápido, e o negócio fica lá. Eu gosto do ritual de colocar o piercing, e de pensar nisso sobre os meus. Mas é uma coisa estética como qualquer outra.”

O interesse de Fernando por modificação corporal e piercings veio, no começo, pelo viés da contracultura – de não seguir regras e ter um visual “meio punk”. Hoje em dia, Fernando tem uma apreciação mais estética: “Acho piercings bem-feitos e bem-cuidados bonitos e isso é o que mais me fascina. Em segundo lugar vem a parte histórica, como no caso de índios que sempre fizeram modificações corporais”.

Fernando tem nove furos no total. Alguns “normais”, outros alargados, e cuida deles mantendo-os adequadamente limpos, já que as incisões estão todas cicatrizadas a esta altura. O alargador medusa ele tira da boca e para escovar os dentes e o escova fora da boca antes de reinserir. Fora isso, o único cuidado diferente é passar creme hidratante nos lóbulos alargados das orelhas para que a pele não resseque. Lóbulos, aliás, que ele imagina que sejam a parte mais marcante de seu visual, e assustam um pouco as pessoas. “É bem incomum ver gente que tenha a orelha alargada e solta, como eu faço.” O piercing de septo é outro que chama bastante a atenção, diz ele.

Fernando nunca teve problemas com infecção ou queloide (que tem inclusive um fator genético envolvido). Bianca teve uma dificuldade nesse sentido, mas uma pomada, combinada com higiene adequada, resolveu. Com todos os atuais cicatrizados e em ordem, Bianca já tem planos para mais um. “Para o futuro próximo eu quero colocar uma medusa, talvez alargador, talvez só uma bolinha. Preciso falar com o meu dentista antes, porque vai bater no dente. E tenho que achar uma joia que eu goste. Quero que a pedra seja opala e a base seja de silicone, para não machucar o dente.” Ainda mais adiante, ela considera furar a língua, a outra orelha e os mamilos, mas por enquanto está focando na medusa. Fernando tem interesse em colocar piercing em um dos mamilos como próxima modificação. Ele pretende seguir o padrão de ir a um estúdio de amigos seus cujo trabalho ele conhece bem.

 

 

 

A cantora francesa Polaire já chocava com seu piercing no septo e cintura ultra-fina há cem anos !.

 

 

Fotos Arquivo Pessoal

Arquivado em: Variedades

Sobre Elisiê Peixoto

Elisiê Peixoto foi colunista da Folha de Londrina durante 18 anos, lançou cerca de 30 livros. Atuou num programa semanal da extinta TV Mix, escreveu para diversas revistas, trabalha como jornalista e escritora na Editora Mondo. Como colaboradora da Ong Nós do Poder Rosa escreveu cinco livros em prol das causas da mulher. Atua junto ao departamento de marketing do Roberta Peixoto Academy.

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