Uma viagem de negócios pode também ser uma excelente oportunidade para fazer turismo, principalmente, se é um país distante como a China. Isto é o que fizeram os empresários londrinenses Lucas de Souza de Medri, 39 anos, e o seu irmão e sócio, Paulo Medri, 41 anos. Eles são proprietários da empresa Força Textil, do ramo de tecelagem. Eles foram à China em busca de novos fornecedores para a sua empresa. Visitaram Shangai, Hangzhou e Zhangjiagang.
Eles ficaram 11 dias na China, partiram de São Paulo no dia 02 de setembro e retornaram no dia 13. A viagem é longa , o voo teve duração de 14h30m até Doha, a capital do Catar. “ Fizemos uma escala de 4 horas, em seguida pegamos o próximo voo para a China, uma viagem de 10h30m. Perdemos 11 horas no fuzo horário, porém ganhamos as horas na volta ”, explica o empresário Lucas Medri.


A cidade de Shanghai é moderna, com 26 milhões de pessoas, e é conhecida como a Pérola do Oriente, possui pontos turístico da velha China e também em contraste com a China moderna. Em Shanghai, há o grande centro financeiro Chinês com os arranha-céus mais bonitos e diversidade arquitetônica, shoppings, restaurantes e parques espalhados pela cidade. É uma das cidades mais ricas da China. É onde se encontra a maior parte dos estrangeiros que não são muitos. “É uma cidade que vale a pena conhecer, é muito exuberante”, salienta Lucas Medri.

Já Hangzhou é uma cidade modelo com 10 milhões de pessoas, muito rica, possui infraestrutura de primeira qualidade, rodovias, avenidas e ruas largas, todas limpas, o metrô é de boa qualidade, existe ciclovia por toda a cidade, possui muitos arranha-céus e é muito arborizada. Esta cidade em setembro de 2023 foi sede dos jogos olímpicos asiáticos.

Hangzhou possui um dos pontos turísticos mais belos da China, o West Lake (Lago Leste). “Visitar este local durante o pôr do sol é uma das atividades mais prazerosas”, comenta o empresário londrinense.
Zhangjiagang já é considerada uma cidade pequena para o padrão Chinês, tem um milhão e duzentas mil pessoas, não tem tantos edifícios e não é tão rica e bonita como as cidades anteriores. É bastante limpa, possui avenidas e ruas largas.

“Durante todo o trajeto de trem rápido que fiz entre estas cidades, que durou cerca de uma hora entre elas, haviam muitos conjuntos de prédios idênticos um ao lado do outro, sendo 10, 20, 30 iguais, espalhados por todo o caminho. Mesclando casas de campo com lavouras e altos edifícios de moradia”, explica Lucas Medri.
Respeito as regras, limpeza e organização

A organização geral das cidades onde estiveram foi o que mais chamou a atenção do empresário Lucas Medri.
Segundo ele, o que mais gostou foi ver o respeito que as pessoas tem pelas regras diversas, como o trânsito, limpeza de todos os locais e organização em geral.
O sistema de transporte é bom, as rodovias, avenidas e ruas não são lotadas, o transito com carro flui, havia metrô de qualidade para diversas localidades, trem rápido entre as cidades e ônibus urbano. Um sistema de ciclovia excelente, principalmente, na cidade de Hangzhou, são utilizado por muitas motonetas e bicicletas. As motonetas não podem ultrapassar mais do que 40 km por hora e são somente elétricas, motos rápidas e a combustão como conhecemos são proibidas.
Estas cidades como disse são ricas, assim a maior parte dos carros são de alto padrão. Muitas marcas Chinesas, porém também muitas carro importados, BMW, Tesla e outros.

“Aonde fomos e passamos foram muito acolhedores, tivemos diversas visitas a fornecedores, alguns nos buscaram no hotel, almoçamos juntos e depois nos levavam no fornecedor seguinte. Nos hotéis e fornecedores fomos muito bem tratados, nos recebendo muito bem e sendo bastante cordiais e atenciosos”, ressalta Lucas.
Ele salienta que nos restaurantes e passeando pelas ruas sempre sentiram respeito das pessoas, e em nenhum momento nos sentimos não acolhidos. “As vezes uma pessoa ou outra vinham conversar conosco, geralmente em inglês.
Algumas pessoas pediram para tirar fotos conosco, e alguns que não pediram de repente vimos que estavam de longe tirando fotos. Houve algumas ocasiões desta”.
O empresário londrinense explica que não conviveu com nenhuma família chinesa, mas sim com os fornecedores.
O inglês foi o idioma usado para comunicar-se com os fornecedores. “ Com exceção de um ou outro que tinha uma pronuncia do inglês não tão clara, bem pronunciada. Outros que não falam inglês utilizamos aplicativo de tradução. Nos fornecedores sempre haviam alguém que falava bem o Inglês, como são empresas grandes, em geral há alguém que é fluente no idioma”, explica ele.
Não existe superlotação nos locais
Logo na chegada ao pais desembarcando no aeroporto da cidade de Shangai vimos como o aeroporto é extenso, tem grandes dimensões, mostrando que mesmo o pais sendo o segundo mais populoso do mundo (A índia ultrapassou a população da China em abril de 2023 com 1,428 bilhões de pessoas) e o aeroporto muito utilizado, as pessoas ficam bem espalhadas, não dando a ideia de ter tanta gente. O mesmo parece acontecer com as muitas rodovias largas, avenidas e ruas. O metro de Shangai sempre muito utilizado, porém não parece tão cheio de pessoas quanto o metro de São Paulo.
Segundo Lucas, alguns fornecedores os levaram em restaurantes que não tinham grandes salões abertos para muitos clientes. “Eram pequenas salas reservadas apenas para quem reservou, todo o restaurante sendo desta forma, 20 a 30 pequenas salas fechadas reservadas para pequenos grupos e não tinham espaços grandes em que os clientes que não se conhecem possam ficar no mesmo ambiente”.

A comida chinesa é bem temperada e apimentada. “Gostei de praticamente de todos os alimentos que comi. Ficamos em três hotéis diferentes nestes dias, nos hotéis a comida foi bastante variada, alimentos comuns no café da manhã americano, muito conhecidos no Brasil, bacon, ovos, panquecas, pães, leite e café e diversos alimentos típicos da culinária chinesa, sopas, macarrão, o famoso Xiao Long Bao, pãozinho cozido no vapor recheado com carne de porco, muitos alimentos cozidos e temperados apenas com sal, sucos diversos, muitos chás.

Fomos em alguns restaurantes, comemos as comidas típicas Chinesas, locais muito limpos e bonitos. Comemos macarrão, arroz, peixe, frango, carne de boi, legumes, salada…pombo, frutos do mar…as refeições que fizemos acompanhados com fornecedores sempre havia muito chá, também durante as negociações, chá era sempre servido. Notamos diferenças da forma de mostrar os alimentos da cultura chinesa e a Brasileira, na china querem mostrar o que é exótico, como ao fazer um espetinho de lula, preferem mostrar a lula inteira no espeto, sem cortar nenhum tentáculo, já se tiver espeto de lula no Brasil ele seria cortado e apresentado de uma forma para não causar alguma repulsa aos olhos do consumidor, o prato de pombo veio com até a cabeça da ave, mesmo que praticamente ninguém coma a cabeça, ela foi servida. Pé de galinha é servida e tem uma atenção especial, assim como partes do frango como o fígado e a moela. A comida é bem apimentada, dependendo o que for comer e se não gostar de pimenta é melhor avisar para não colocar. Também há os bolinhos tradicionais feitos com folhas e flores de chá.
Eles comeram três vezes no KFC e duas vezes no Macdonalds pela praticidade, o cardápio é praticamente o mesmo do Brasil e com poucas mudanças no tempero.
Dinheiro em papel quase não é usado
A moeda do pais é o Yuan Chines, ou RMV, dinheiro em papel está cada vez mais escasso, a forma mais fácil para qualquer pagamento é com o aplicativo Alypay e pelo Wechat. Tivemos alguns problemas com os meios de pagamento, pois a internet chinesa é um pouco fechada com a do restante do mundo, utilizamos 2 VPNs para conseguir acessar os aplicativos comuns no Brasil. Assim contactar nosso banco de fora também foi difícil mesmo tendo cartão internacional. O governo chinês impede meios de pagamento por banco internacional, o banco precisa ter sede na China. Um caminho foi colocar crédito no aplicativo chines Alypay que os pagamentos eram aceitos em todos os locais comerciais e nos transportes públicos. Sem este aplicativo ou o Wechat (um whatsapp chines) que também faz pagamentos fica difícil ter uma boa estadia na China.
Em 2024 planejamos retornar à China

“Penso em voltar para a China em março de 2024 para uma das maiores feiras têxteis do mundo, dessa vez a trabalho novamente, porém queria muito em outra ocasião conhecer os diversos pontos turísticos, viajando de leste a oeste, sul a norte. É um pais que possui as 4 estações do ano na mesma época por ter dimensões continentais e grande diversidade na altitude”.


Parabéns aos Empresários
Paulo e Lucas.
Claudia sempre trazendo boas informações.
Parabéns a todos 💐
Jacyntho, Francisco
Parabéns pela matéria! Muito boa